quinta-feira, dezembro 12, 2019

Quem é que não gostaria de ser espanhol?!


Direitos televisivos e diferenças:

Barcelona: 166,5M€;
Real Madrid: 155,3M€;
Atlético Madrid: 119,2M€;
Sevilla: 80,1M€;
Valência: 78,7M€;
Athletic Bilbao: 74,8M€;
Villarreal: 74,3M€;
Betis: 62,3M€;
Real Sociedad: 59,1M€;
Espanyol: 58,3M€;
Celta de Vigo: 55,7M€;
Eibar: 50,8M€;
Getafe: 50,5M€;
Alavés: 49,9M€;
Levante: 49,5M€;
Girona: 48,6M€;
Valladolid*: 47,6M€
Leganés: 47,6M€;
Rayo Vallecano*: 47,4M€
Huesca*: 44,2M€

Total: 1420,4M€

* clubes que não estavam na La Liga há duas épocas
Texto retirado do zerozero.pt
https://www.zerozero.pt/news.php?id=270965

terça-feira, dezembro 10, 2019

O que para aí vai!...


Por causa de um golo limpo, bonito até, o que para aí vai! Começou a guerra?! Ou são apenas as primeiras escaramuças?! Vamos ao ponto de partida e aos factos mais relevantes:

  • Em Portugal há três clubes que têm que ganhar sempre. O Benfica e o Porto porque dependem das receitas extraordinárias da liga milionária e o Sporting para evitar o regresso de Bruno de Carvalho... ou de outro que sonhe intrometer-se naquelas receitas. Receitas que já nem dão para dois quanto mais para três! Também há a rivalidade norte-sul, a luta pela hegemonia, mas o busílis da questão é aquele.

  • E sendo assim, num país onde a justiça não funciona, não era no futebol que ía começar a funcionar. Logo, a corrupção é a regra, por mais tecnologia que se invente, por mais normas que se façam. E não há inocentes.

  • Subsiste entretanto uma pergunta: - e os outros concorrentes aceitam isto?! Não protestam?! Para responder chocamos de frente com a realidade – hoje, em Portugal, por muitas contas que se façam, só há adeptos de três clubes. Estamos até mais pequenos que na segunda república, em que havia quatro. São eles que comandam tudo e todos. Os restantes participantes estão completamnete subjugados e a prova é que nem conseguem impor, por maioria, uma melhor distribuição dos direitos televisivos! Está tudo dito.

  • O poder político sabe ou deve saber que a situação é explosiva mas não se atreve a fazer nada. Neste jogo das culpas, é fácil perceber que o Porto tem mais razões de queixa, podendo sempre invocar o centralismo lisboeta. E se calhar vai ser pelo futebol que o regionalismo avança. Única hipótese do Porto ser a cidade condal, que na realidade é! Ou seja, o Barcelona cá do sítio.

Guerras à parte, viva o Belenenses!


Saudações azuis

segunda-feira, dezembro 09, 2019

Azul Belém!


A primeira agradável surpresa foi o azul e branco ancestral, a lembrar os bons velhos tempos! Também gosto do azul escuro mas este é mais Belém! A segunda agradável surpresa foi a postura da equipa face a um adversário poderoso, postura que surpreendeu e depois do bonito golo de André Santos podia ter levado o Belenenses a outro patamar! Mas ainda sobre o André Santos ficou provado que precisa de liberdade para pisar terrenos mais adiantados. Foi assim em Tondela e terá que ser assim no futuro. Aliás a sua substituição foi um erro, não era ele que deveria ter saído para entrar o terceiro central. Mas sim Varela. E para falarmos em Varela tenho que falar nas coisas desagradáveis que também aconteceram. E não há que pôr panos quentes no assunto. Com efeito aquela perda de bola (com a equipa toda subida) e que dá origem ao penalty não pode acontecer. Nem isso nem as hesitações constantes com atrasos de bola comprometedores. Estamos a falar de um jogador experiente.

Mas voltemos ao agradável que encheu de satisfação os corações azuis! E o mais relevante desta exibição não foi o resultado mas o facto de termos criado oportunidades de golo para marcarmos mais. Isso é que é difícil em relação à equipa de Sérgio Conceição. Uma equipa que habitualmente não consente ocasiões de golo aos seus adversários. Tem contudo pontos fracos sendo que o maior deles é a enorme dificuldade em marcar golos em jogo corrido. Valem-lhe as bolas paradas. Pedro Ribeiro sabia disso e tratou de agravar as dificuldades portistas nessa matéria. Por isso que o erro de Varela se tornou decisivo. Estou até convencido que se chegássemos ao intervalo com um a zero talvez houvesse uma surpresa maior. Isto se mantivéssemos a chama do contra ataque acesa...

Para finalizar e numa equipa que valeu pelo conjunto tenho ainda assim de destacar alguns jogadores:

Koffi – o guarda-redes que vale pontos! Valeu no início da época, inexplicavelmente foi substituído depois de Famalicão, felizmente voltou e os pontos voltaram. Não é só pelo que joga mas pela segurança que transmite ao resto da defesa.
Tomás Ribeiro – o central discreto mas omnipresente! Grande exibição!
Show – um médio defensivo que sabe sempre o que fazer à bola. Um exemplo para os médios! E quando aprender a rematar à baliza, as suas arrancadas podem fazer estragos!
André Santos – o nosso 'Pizzi'!

Resultado final: Belenenses 1 – Porto 1

Saudações azuis

quarta-feira, dezembro 04, 2019

Melhorias...


Começaram no Sábado com um empate dos sub 23 com o Benfica, mas a jogarem de igual para igual, continuaram no Domingo em Tondela onde realizámos uma exibição consistente a justificar a vitória e estenderam-se ainda ao jogo com o Estoril, de novo para a liga revelação, e que vencemos por duas bolas a zero. Diga-se aliás que esta prova é uma das mais úteis e interessantes do futebol português. Útil porque permite dar rodagem aos jogadores mais jovens preparando-os para entrarem na equipa principal. Interessante dado o grau de competitividade da mesma com os resultados a poderem cair para qualquer dos lados.

Quanto às melhorias entretanto verificadas temos que concluir que não podemos prescindir dos internacionais (A) que estão ao nosso serviço. Internacionais que jogam regularmente nas respectivas selecções. Com eles o nível sobe e os resultados aparecem. Refiro-me ao guarda-redes Koffi, que quando joga dá outra segurança à defesa, refiro-me ao médio Show, pese o handicap que já lhe apontei de disputar alguns lances no limite disciplinar, e refiro-me também ao defesa Hakim, que nas aparições que fez em campo, quer nos sub 23 quer em Tondela demonstrou capacidade para ser titular. Sem esquecer Chima Aka que reapareceu na equipa, e mesmo fora de forma, tem lugar de caras.

Continuando com internacionais, mas este mais antigo, quero dizer que a entrada do André Santos para uma posição mais adiantada no terreno (uma espécie de 8/8,5) na expressão do comentador da Sport TV, foi de facto bem vista e talvez esteja aí uma hipótese a explorar! André Santos não é um 'seis', não tem físico para isso, e lá atrás os dribles nas saídas de bola são perigosos para a nossa baliza. Em contrapartida, lá na frente, podem tornar-se perigosos para a baliza adversária. É de aproveitar.

Um último apontamento: - tem a ver com o temor de avançar quando interceptamos a bola em posição promissora. Não pode acontecer. É preciso alguma coragem, mais até que talento, para tentar ferir o adversário em contra pé. Em Tondela com um bocadinho mais de cabeça, e menos hesitação, teríamos resolvido o assunto mais cedo.


Saudações azuis

Nota: Faltam cinco jogos para acabar a primeira volta e temos que ultrapassar a barreira dos vinte pontos. O nome do próximo adversário não interessa.



segunda-feira, novembro 25, 2019

Época terrível!


E ainda agora a procissão vai no adro! Lentos, previsíveis, tenrinhos, só por acaso seria possível marcar um golo! Podiam até entrar mais dois ou três 'avançados' que o resultado seria o mesmo. E não sofremos mais também por acaso.

Chovia muito é certo mas o relvado esteve sempre em boas condições! E no que respeita ao futebol apresentado, visto de longe, até parecia que o Belenenses controlava o jogo, dominava. O problema são aqueles médios sem categoria, timoratos, incapazes de um rasgo que abra brechas nas defensivas contrárias. E sempre a falharem o último passe. O problema é a ausência completa de remates de meia distância. Remates dignos desse nome. Neste capítulo André Sousa até metia nervos. 

Outro problema é aquela defesa com medo de avançar no terreno porque sabe que não tem pernas para os velozes extremos contrários. O espanhol Varela, por exemplo, passou o jogo todo a correr atrás de um tal Batxi, que fazia a sua estreia na equipa principal do Chaves. A pergunta é a seguinte: - porque é que nunca temos estreias destas?!

Bem, continuando com os problemas temos o Silvestre Varela a complicar as jogadas e o Marco Matias que nunca percebo para que lugar é que entra! Nem ele deve perceber. O resto são as verduras da mocidade. E das verduras Tomás Ribeiro salvou-se e Show acabou por ser o melhor graças ao seu sentido de passe e à simplicidade do seu futebol. No entanto está sempre em risco de ser expulso. Licá, pois, ensaiou alguns remates, mas não chega.

Resta agora o campeonato. Mas a tarefa de amealhar pontos/vitórias não vai ser nada fácil.


Saudações azuis

quinta-feira, novembro 14, 2019

Escrita em dia


(Sporting-Belenenses)

Um brilharete táctico que não conseguiu os resultados pretendidos. Assim saímos de Alvalade com mais uma derrota, talvez injusta, mas que até poderia ter sido pior dadas as facilidades que a partir da primeira substituição (saída de Benny e entrada de Marco Matias) começaram a ser concedidas ao ataque leonino. Aliás o nosso treinador, fruto da sua verdura, já não é a primeira vez que ensaia substituições fatais. Isto não tem nada a ver com a prestação deste ou daquele jogador mas com a regra básica de que face a um adversário com mais argumentos, e que estava a lançar avançados, não é boa política fazer o mesmo. Enfraquecer a linha média numa altura daquelas até podia ter dado em goleada.

E por falar em verduras, elas também existem e têm consequências quando se lançam uma série de jogadores jovens (ao mesmo tempo) na equipa principal. Mas é o que temos e nesse sentido penso que Robinho é uma aposta ganha. E não devia ter saído apesar do cartão amarelo por uma falta infantil que não pode acontecer. Agarrar a camisola do adversário dá sempre cartão. Digo que não devia ter saído porque corre o campo todo com enorme generosidade não dando descanso aos defesas do Sporting. E também sabe defender quando é preciso.

Show por sua vez ficou a partir de certa altura demasiado entregue a si próprio naquele meio campo. E voltou a revelar alguma imaturidade num lance em que escapou à expulsão por um triz. É preciso corrigir este tipo de atitudes.

Uma palavra também para a actuação do jovem Nilton Varela que a continuar assim pode aspirar à titularidade no exigente lugar de defesa esquerdo.

Termino este comentário sobre o jogo de Alvalade voltando ao assunto da arbitragem e do VAR que a sustenta. Não foi por causa da arbitragem que o Belenenses perdeu, mas sim porque quando estava na mó de cima não conseguiu marcar qualquer golo. E quando estava na mó de baixo não soube fechar-se como devia. No entanto ficou mais uma vez demonstrado que em Portugal, a tecnologia por melhor que seja, deixa sempre suspeitas. Toda a gente viu, a olho nu, que o segundo golo do Sporting é precedido de um fora de jogo claro. E era essa a decisão que 'toda a gente' esperava que o VAR confirmasse. Mas não foi assim e para surpresa geral o golo foi validado. Ficámos convencidos?! Não.
Mais tarde, os habituais árbitros comentadores, deram razão ao VAR nesse e em todos os lances que acabaram por favorecer o Sporting. Mais palavras para quê?!

Saudações azuis


(Nota final):

Está em curso (mais) uma campanha contra a designação 'Belenenses SAD', campanha essa baseada numa providência cautelar e que ignora propositadamente a acção principal que entretanto decorre e cuja decisão estabelecerá os direitos e deveres de ambas as partes – Clube e SAD. Por isso não se entende esta pressa por parte da actual direcção do Clube em resolver um assunto que nunca ficará resolvido através de uma providência cautelar. Tenha ela os recursos que tiver. Porque a verdade cristalina é esta - enquanto a lei não mudar, o CFB, no que diz respeito ao futebol profissional, já tem uma SAD cuja designação é precisamente Belenenses SAD! E no caso de vender a sua posição na SAD, hipótese que tem vindo a ser ventilada, isso significa que o CFB abdica do futebol profissional. Face à lei vigente não existe outra leitura.

É claro que não é isso que a actual direcção do clube diz aos seus seguidores. No entanto chamo a atenção que a ideia de reaver a maioria do capital da SAD, a grande bandeira que mobilizou as assembleias de outrora, é hoje uma ideia retrógrada e sem qualquer suporte na realidade. Depois do Sporting terão de ser Porto e Benfica a venderem a maioria do capital das respectivas SAD a quem lá queira investir. Até agora têm sido os bancos do estado e os contribuintes que pagam a conta mas isso acabou ou está a acabar. Portanto mesmo que a Codecity aceitasse vender as suas acções ao CFB este teria de arranjar outro investidor que ficasse com elas. Porque ninguém investe se não mandar no seu investimento.

Outro aspecto do problema e esse sim aberto a discussão é a 'defesa da marca'. E aqui cabe aos clubes através das suas direcções estabelecerem um protocolo que salvaguarde esse aspecto. Protocolo que pode ser denunciado pelos clubes se estiver em causa o prestígio da marca, nomeadamente em termos desportivos. Ora bem convenhamos que neste contexto a Codecity pode ser acusada de tudo, inclusivé de não investir o suficiente na equipa de futebol. O suficiente em termos da nossa ambição azul. Mas a verdade é que tem garantido aquilo que o clube através das várias direcções já não garantia há muito tempo – a presença entre os maiores do nosso futebol. E enquanto assim for, o melhor é preparar o tal protocolo. Protocolo que entretanto deverá ter o apoio legal da tutela. Acabando-se assim com a maior parte dos conflitos entre clubes e sads.

quarta-feira, novembro 06, 2019

Intranquilidades


Começa a ser difícil escrever crónicas sobre os jogos do Belenenses e por isso tenho optado por algum silêncio. Não possuo bagagem nem conhecimentos para descodificar o que se passa no futebol azul, desde as opções tácticas à irregularidade exibicional, das surpresas nas convocatórias aos mistérios por desvendar!

Assim e para não defraudar as expectativas dos raros viajantes desta página, vou apenas relatar as minhas emoções. E faço-o num zapping pelas últimas coisas positivas de que me lembro. Foi a primeira parte em Famalicão, foram os surpreendentes quinze minutos na segunda parte em Guimarães, e foi a capacidade para recuperar por duas vezes frente ao Aves.

Neste encontro com o Paços de Ferreira, a memória está mais fresca, e posso descrever o que senti com mais precisão - os sustos iniciais (aquela perda de bola do André Sousa no primeiro minuto...) a garantia de agilidade e os reflexos prontos de Koffi, passando depois a um período de maior tranquilidade, com menos perdas de bola e passes errados, até ao paraíso final com um golo quase milagroso. Pelo meio o Silvestre Varela*, mentalmente bloqueado, sem dar saída aos lances, contrastando com a desenvoltura de um Robinho que vai a todas. E finalmente o acerto nas substituições, desta vez sem o radicalismo de outras de má memória, e que culminaram no golo de Cassierra. Uma felicidade para os adeptos algo descrentes pois esperavam mais desta época. É certo que ainda não acabou, mas que começou mal disso ninguém tem dúvidas.

Saudações azuis

*Silvestre Varela tem as suas qualidades e os seus defeitos e posso concordar que pode trazer coisas positivas ao futebol do Belenenses. Mas não faz parte do seu curriculum, nunca fez, ser um especialista na marcação de grandes penalidades. Aliás a relação com o golo também não é historicamente famosa. A sua especialidade, graças à capacidade técnica que possui sempre foi saber guardar a bola, driblar e quando tinha a força dos vinte anos, arrancar deixando os adversários para trás. Espera-se agora que use a maturidade para assegurar a transição, descobrindo linhas de passe, fazendo tudo isto sem perdas de tempo e rodriguinhos inúteis.


Nota: Ficou um penalty por assinalar a favor do Belenenses por derrube do pé de apoio de Marco Matias. O VAR deve ter ido tomar um café e o árbitro poderia ter ido ver o lance outra vez. E começa a perceber-se que em Portugal a tecnologia afinal também tem clube. E são do estado.