domingo, abril 16, 2017

Páscoa e passagem para o futuro!

A via-sacra cumpriu-se, não vamos crucificar o treinador, temos que encarar os jogos que faltam dentro da nossa realidade mas já com os olhos no futuro.
A nossa realidade enquadra-se na realidade do campeonato onde a antiga vantagem de jogar em casa acabou definitivamente. Basta olhar para os resultados de mais uma jornada. Os motivos são vários e não vamos dissecá-los agora. O que sabemos é que se há clube que encarnou essa característica ao longo da época, esse clube é o Belenenses. Foi nos jogos fora que obtivemos alguns pontos preciosos que neste momento nos permitem, embora no limite, continuar na primeira Liga. Por isso cabe à SAD e não ao treinador dar o peito às balas explicando aos adeptos que não temos equipa nem argumentos para mais. E que substituir o treinador nesta altura não vai alterar nada. No entanto precisamos de alguma serenidade, e este é um recado para o treinador. Quim Machado não pode pôr-se a inventar uma equipa de ataque, que não tem, nem jogar num 4-2-4 suicida, com avançados a mais e defesas a menos. Nem oito nem oitenta. O que se viu contra o Estoril foi um disparate.

Portanto e para o próximo jogo temos que voltar a usar dois trincos que defendam e não percam bolas (nem tempo) em individualismos desnecessários e fatais. Dois trincos que cubram os avanços dos laterais e dois alas que quando a equipa perde a bola têm que recuar e depressa. Lá na frente um ponta de lança mais fixo ou mais móvel consoante o adversário e o jogo em questão. Estou convencido que assim, e nos cinco jogos que faltam, talvez cheguemos perto dos quarenta pontos.

Sobre o futuro a SAD já deve ter percebido que tem que dar a volta à situação porque o Belenenses, mesmo no estado em que se encontra, não é um clube que se satisfaça com estes objectivos. O Belenenses ou cresce ou morre. Não há meio-termo. E tal como diz o povo – ‘quem não pode, arreia’!


Saudações azuis 


Nota: Não falei no terceiro homem de meio campo, peça chave na ligação entre os sectores. Estou a milhas dos bastidores da equipa, não recebo qualquer cartilha, converso apenas com os meus botões, mas talvez esteja na hora de lançar o jovem Bernardo e ver no que dá. 

quarta-feira, abril 12, 2017

O futebol em flagrante delito!

Incapaz de fazer justiça num caso de flagrante delito, que toda a gente viu, a justiça desportiva foi ela própria apanhada em flagrante delito! Invocando, como sempre acontece em Portugal, um legalismo qualquer, prepara-se para deixar o agressor impune em termos de justiça útil, beneficiando assim o clube do agressor que como se adivinha o poderá utilizar para os fins que entender! Quanto ao agressor já sabe que, desde que o árbitro não veja, pode continuar a agredir os adversários porque a penalização só acontecerá quando o campeonato acabar. E nessa altura o mais provável é já ter sido transferido para um outro campeonato salvaguardando os interesses do actual clube! Melhor ou pior do que isto é impossível.

Estas são as notícias que tenho e que ainda não vi contraditadas. A partir daqui começa a contagem decrescente para a impugnação deste campeonato. O motivo é simples: - a justiça do futebol está a proteger os infractores e a atraiçoar a verdade desportiva.


Saudações azuis



Nota básica. Este é um caso que seria resolvido em dois dias num qualquer país civilizado. O argumento ridículo da moldura penal é apenas isso, um subterfúgio ridículo.

segunda-feira, abril 10, 2017

Noticiário azul sem cartilha!

A tradição é o saber acumulado e só os burros não percebem o que isso é. E não percebem porque são burros. No passado sábado o Belenenses entrou em campo sem a bandeira do Porto e ninguém terá dado por isso. Inclusivé eu! Li hoje a notícia e li também a justificação. Segundo consta a falha deveu-se ao facto de o Belenenses contar com o empréstimo de uma bandeira por parte do clube anfitrião. Uma explicação pouco consistente. Convém estar mais atento ao essencial e o essencial não são os jogadores ou os treinadores que perdem e ganham. Muito menos os dirigentes. O essencial é o espírito desportivo sem o qual acaba a competição e começa a guerra.

E é de guerra que vamos falar a seguir, guerrilha dentro e fora das quatro linhas com os comentadores televisivos afectos ao Benfica a exagerarem na dose e a mentirem. Aliás a mentira é neste Portugal a moeda corrente, uma moeda falsa e sem cotação internacional. É fácil de distinguir porque tem a efígie da república a amamentar a corrupção e a batota! E para que haja batota todos os dias é necessário preparar os tansos que gostam de ser enganados. ‘E são tantos que não podem ser tantos’, como diria o poeta!

Não se trata de informação prestada aos comentadores por parte dos clubes, o que seria natural e legítimo, não, não é nada disso, estamos a falar de instruções para unificar a opinião sobre os lances do próprio jogo! Instrução para papagaios que se fazem passar por comentadores que pensam pela própria cabeça quando afinal não têm cabeça! Isto acontece na televisão pública, paga pelos contribuintes, e acontece nas televisões privadas cuja concessão não se destina a atraiçoar a verdade desportiva. Suponho eu, mas se calhar estou enganado.

E por hoje já chega.


Saudações azuis

domingo, abril 09, 2017

Sem ataque!

O futebol tem destas coisas foi concebido para marcar golos na baliza adversária mas o Belenenses esta época tem sido dos clubes mais rebeldes nesta matéria. Ontem por exemplo passou o jogo todo a ignorar aquela regra básica! Em Janeiro para ultrapassar a rebeldia fomos buscar Maurides e Juanto e na verdade os golos apareceram, não muitos é certo porque para chegar ao golo há necessidade de alguns trabalhos preparatórios. Esses nascem sobretudo no meio campo zona do terreno onde somos realmente fraquinhos. Mas voltando ao jogo de ontem constata-se que nem Maurides nem Juanto jogaram! Minto, Juanto entrou a poucos minutos do fim quando o resultado já estava definido e mesmo assim ainda ameaçou a baliza de Casillas.

Não sou contra as alterações efectuadas acho até que é preciso renovar e arriscar mas há uma altura em que devemos corrigir o tiro e substituir quem de facto não está a render. Substituir sem esperar pelo fim do jogo. Quim Machado disse que a manta era curta e na verdade é. Não nos esquecemos que estávamos a defrontar o Porto a quem é muito difícil marcar golos. Mas por exemplo, Fábio Nunes esteve sempre pouco inspirado, e nem a troca de flanco com Diogo Viana foi tentada! São pormenores mas que às vezes mudam muito.

Enfim, fosse como fosse, precisamos de melhorar a qualidade da equipa se quisermos voltar a sonhar com vitórias contra os nossos rivais. Precisamos de mais jogadores como Edgar Ié para todas as zonas do campo, jogadores com outra velocidade de execução e pensamento, pese a inexperiência que aqui e ali revelou. A experiência adquire-se jogando.

Resultado final: Porto 3 – Belenenses 0



Saudações azuis 

sábado, abril 08, 2017

Nacional benfiquismo outra vez?!

Temos os papagaios na televisão a debitarem a cartilha pré-escolar, sim, claro, o Jonas foi empurrado e o campo era a descer, o Samaris pregou um soco no Teles mas é grego e não fala português, além disso foi aos dois minutos e o árbitro Xistra ainda estava a aquecer os motores para a grande arbitragem que a comunicação social exaltou! Mas temos mais, temos o Pizzi que só vai levar o quinto amarelo no fim do campeonato e temos tanta gente embevecida a pintar o país de encarnado! Que lindo! E por falar em encarnado começa a perceber-se que ou o governo intervém e entrega as transmissões televisivas à Federação ou à Liga, ou vamos continuar a assistir ao tratamento das imagens consoante os interesses dos clubes que as transmitem. Com as consequências que se adivinham no que toca à verdade desportiva. Coragem, precisa-se, para ver se deixamos de ser um país subdesenvolvido e na mão de gente sem escrúpulos. E a seguir o que é que temos?! Temos o Canelas para entreter o pessoal,  e temos as claques, umas mais legais do que outras mas todas elas a actuarem em roda livre e a custarem um balúrdio aos cofres do estado em termos de segurança. Estou a pensar nos contribuintes. A guerra está instalada e o que diz o meirinho da justiça?! Que não é video árbitro! Pois não mas se quer acabar com a violência no futebol tem que agir em relação ao árbitro que conseguiu realizar uma grande arbitragem mas deixou passar lances violentos e provocadores dentro das quatro linhas! Lances que não mereceram repetição do tal canal! Gosto muito de futebol mas do nacional benfiquismo estou farto. Foram os quarenta e oito anos da outra senhora e parece que voltámos ao mesmo.


Saudações azuis  

quarta-feira, abril 05, 2017

Para além do ruído…

Quando saí do estádio, naturalmente desapontado, formavam-se pequenos grupos de adeptos que davam largas à sua frustração. Como eu os compreendo… De um desses grupos elevou-se uma voz que, gesticulando, afirmava: – eu quero lá saber da SAD ou da Direcção, eu quero é saber do Clube de Futebol ‘Os Belenenses’! Também eu, disse baixinho para os meus botões.

Na verdade é surrealista aproveitar cada vitória para enaltecer a SAD e cada derrota para a escarnecer. Pior ainda é contabilizar as derrotas a crédito de uma Direcção que nada tem a ver com o futebol profissional. Mas é isto que se passa e não pode continuar sob pena de acabarmos com o que resta do clube. Por isso deixo aqui um aviso à navegação – apoiarei um candidato que faça jus àquelas palavras que ouvi à saída do estádio. O Clube de Futebol ‘Os Belenenses’ acima de tudo!


Saudações azuis  

segunda-feira, abril 03, 2017

As camisolas já não jogam…

A tarde convidativa levou a esperança azul até ao Restelo e de facto quando Juanto inaugurou o marcador as bancadas agitaram-se a lembrar velhos tempos! Um golo dividido entre a aselhice do guarda – redes forasteiro e o oportunismo do avançado belenense. Mas foi um golo importante, um golo que dava alento face às dificuldades que vamos experimentando nos jogos em casa, dificuldade geral, diga-se, pois nesta jornada apenas o Vitória de Setúbal e o Chaves fizeram valer a ‘vantagem’ de jogar em casa! E isto devia dar que pensar pois reflecte não só um grande equilíbrio entre as equipas (refiro-me evidentemente às quinze* equipas que lutam para não descer) como reflecte também o aparecimento de uma nova geração de treinadores que sabem trabalhar as equipas e lutam pelos resultados sem quaisquer complexos!

Aliás o duelo visível, especialmente na segunda parte, foi entre Quim Machado e Nuno Manta, com este a levar a melhor, enquanto os adeptos azuis vociferavam contra as substituições que se faziam, contra as que não se faziam, sem perceberem bem o que estava a acontecer. Daí a frustração final, ainda por cima uma derrota no último minuto, derrota ditada por um penalty num lance infeliz de Edgar Ié, ele que foi dos que mais remou contra a maré.

Mas voltando ao duelo de treinadores, a primeira parte foi ganha por Quim Machado. Deslocou o sueco Persson para o lado esquerdo servindo de tampão às subidas de Florent e através desse flanco o Belenenses foi construindo algumas jogadas perigosas. Não muitas pois para além do golo só me lembro de uma perdida de Juanto, seriam os dois a zero, ao concluir por alto um cruzamento rasteiro e atrasado de Miguel Rosa.

No entanto na primeira parte nem tudo foram rosas! Bem pelo contrário, o Feirense teve muito espaço no corredor central e fez daí alguns disparos que poderiam ter sido fatais. E comprova-se o que escrevi no último postal – os bons trincos nunca são demais! Ou seja, Persson e Vítor Gomes juntos, não fazem um bom trinco. Outro erro de casting de Quim Machado teve a ver com o terceiro homem do meio campo! Nem é Juanto, nem pode ser Miguel Rosa, e sendo assim seria aquela fragilidade que nos haveria de arruinar na segunda parte. No banco, em condições de força mental, só havia Bernardo mas não foi ele que entrou.

E veio a segunda parte e com ela a desorientação. Quim Machado aproveitava cada interrupção para chamar Vítor Gomes á linha e dava-lhe instruções que pelos vistos ele não compreendia! Nuno Manta estava menos inquieto e queria mudar o resultado. O Feirense ameaçava o empate e em duas jogadas pelo lado direito só não marcou por milagre. Florent recuperava a posição cada vez com mais dificuldade e nas alas mantínhamos Camará e Miguel Rosa que não atacavam nem defendiam. Quanto a Maurides e se fosse por este jogo diria que não o reconheci! E o empate chegou naturalmente.

Posso agora fazer a psicanálise das substituições: - eu, doente na bancada, gritei para que ninguém me ouvisse – mete o Mica Pinto e segura o empate na ala esquerda! Mas o Belenenses não pode fazer substituições dessas. O Belenenses ainda é um grande clube quando se trata de deveres e Quim Machado apostou noutras opções. Ouviu um coro de assobios (e impropérios) quando trocou o apagadíssimo Maurides por Tiago Caeiro mas aí nem podia fazer outra coisa. Não é possível jogar com onze avançados.

E para a vitória de Nuno Manta ser completa as declarações finais de ambos os treinadores são sintomáticas. O treinador do Feirense disse que precisava de mais dois pontos porque os trinta e cinco que amealharam ainda não garantiam matemáticamente a manutenção. Quim Machado por seu turno referiu que os trinta e dois pontos que conseguimos já garantem a manutenção. Embora tenha reconhecido que isso não satisfaz o grau de exigência dos adeptos do Belenenses.

E não satisfaz mesmo!


Resultado final: Belenenses 1 - Feirense 2


Saudações azuis



* Pode discutir-se se o Braga se vai consolidar definitivamente como o quarto grande. Eu duvido e continuo convencido que só o Belenenses pode aspirar a esse estatuto. Noutras circunstâncias, claro.