quinta-feira, dezembro 22, 2016

Novelas mexicanas!

Ainda bem que o Sturgeon fica! Ainda bem que o Jorge Simão não alinha em negócios da treta! E já gora, digo eu, o melhor é construirmos um plantel com jogadores emprestados pelos grandes clubes europeus. Explico: - tem logo duas vantagens. A primeira é que pode o jogador fazer uma grande exibição, marcar três golos num jogo, que nada muda no contrato de empréstimo. Tomemos como exemplo o caso do Jorginho emprestado pelo City ao Arouca. Acham que lá pelo rapaz estar a fazer grandes exibições que o Manchester City vai alterar aquilo com que se comprometeu com o clube do Lito. Penso que não.
A segunda vantagem prende-se com a primeira e vou dar novamente o exemplo do Jorginho: - imaginemos por um instante que o dito jogador era do Belenenses! E tinha conseguido chegar à nossa equipa principal sem estar hipotecado a nenhum dos tubarões da nossa praça! Imaginem por fim que ele tinha marcado três golos num desafio da Liga NOS! O que é que acham que acontecia?! O mais certo era sair já em Janeiro vendido  a preço de saldo. É triste dizer isto mas mais triste é poder ser verdade. O Belenenses, hoje, de seu, tem meia dúzia de adeptos que não desistem, e pouco mais.

Um parágrafo para falar do jogo de logo à noite contra o Sporting: - em nossa casa mandamos nós e ponto final. E faço daqui uma sugestão ao Quim Machado: - renove a confiança nos novos que lá estão - Diniz Almeida e Bernardo - e ponha-os a jogar. Quem sabe se não arrancam grandes exibições e nos dão a vitória!


Saudações azuis


Nota: O Andric também precisa de jogar mais tempo.  

domingo, dezembro 18, 2016

Omeletas sem ovos!

Mas afinal qual é o projecto para o futebol do Belenenses?! É ficar no primeiro terço da tabela?! É lutar para não descer?! Ou é tentar alcandorar-se aos lugares compatíveis com a sua antiga grandeza?! O problema aqui é que nada sabemos e a SAD também nada nos diz! É tudo navegação á vista! O próprio Quim Machado não fazia parte do projecto para esta época e no entanto é sobre ele que repousam as poucas esperanças dos adeptos! Esperanças que se alicerçam na dimensão do futebol praticado e no espírito que transparece nos jogadores. Mas já dizia o outro – ninguém consegue fazer omeletas sem ovos! A coisa disfarça-se durante algum tempo mas chega a altura em que olhamos para os números e eles não mentem: - dez golos em quatorze jogos são muito curtos. Não dá um golo por jogo e sendo assim é difícil ganhar. E se sofremos um golo o mais natural é perdermos. Não há como fugir a esta realidade. E mais uma vez se prova que esta época foi mal programada.

E volto às perguntas: - temos algum jogador no plantel que já tenha feito dez golos numa época?! E estou a referir-me à primeira Liga. Ou a Ligas similares de outros países. Outra pergunta: - o Abel Camará, naqueles remates que ensaia à entrada da área, costuma marcar golos nos treinos?! Eu acho que não. Mais, de todos aqueles avançados, tirando o caso do Caeiro, por já acusar alguma veterania e pelas muitas lesões que padece, e o Andric, por acusar muita inexperiência, não vejo ninguém para marcar cinco ou seis golos por época! Talvez o Miguel Rosa se jogasse mais perto da área…

Passemos ao meio campo onde poderia estar a solução para um último passe mortífero! Quem é que lá temos para fazer isso?! Só se for o Yebda que pouco joga ou o Bernardo que ainda está a dar os primeiros passos. O resto do pessoal que lá temos sabe defender e já não é mau.

E por fim temos os extremos e afins: Sturgeon é bom jogador e tem cumprido. Miguel Rosa está muito melhor fisicamente e poderá fazer uma boa segunda volta. O Gerso que era suposto ser um ciclista vai ter que dar mais ao pedal. E para furar uma defesa pelas costuras não temos mais ninguém.

Está explicada a dieta de golos.

Saudações azuis



Nota: Não me referi ao André Sousa, um bom jogador e peça chave no esquema de Quim Machado porque o rapaz precisa de ter outra atitude competitiva. Cair ao mínimo toque e esperar que o árbitro marque falta não é bom para ele nem para a equipa. E viu-se isso em Paços de Ferreira. Há que mudar.


Comentário do dia seguinte: - Os resultados verificados este fim de semana podem servir para criticar este postal ou então para o enaltecer. Os que se agarram à mediocridade dirão que os outros também têm dificuldades em marcar golos. É verdade e isso vai ser uma constante no nosso campeonato. Por isso mesmo é que a questão do homem golo é cada vez mais importante. Já dei o exemplo do Guimarães que em futebol jogado é uma equipa mediana mas que pelo facto de ter um goleador anda na parte de cima da tabela. Goleador é aquele que precisa de poucas oportunidades para marcar um golo.

sábado, dezembro 17, 2016

A história não se apaga!

Era com este título que que eu tencionava começar a minha crónica. O Sporting antecipou-se e fez bem. Estranho é o silêncio do Futebol Clube do Porto! E já agora do Belenenses perante a atitude da Federação Portuguesa de Futebol que à revelia da verdade desportiva pretende reescrever a história do futebol em Portugal! Querem transformar (retroactivamente) os campeonatos de Portugal em Taças de Portugal!!! Além de idiotas são alquimistas da treta  - transformam o ouro dos outros em chumbo, ou seja, querem  tirar-nos a glória  de termos sido campeões de Portugal dando-nos em troca mais três taças de Portugal. Não quero, não queremos! O Sporting através do seu presidente reagiu e fez muito bem. O Belenenses só tem que fazer o mesmo. Eu não pratico o nacional benfiquismo, não digo mal do presidente do Sporting só por dizer, e nesta guerra só posso dizer bem. São os interesses do Belenenses que estão em causa! É a sua história! A honra dos seus atletas! Não troco os meus valores por um prato de lentilhas.

Tudo isto porém arrefeceu com a derrota do Belenenses em Paços de Ferreira. Não retiro uma virgula ao que escrevi mas a verdade é que a história de hoje é escrita por nós e essa falha sempre o golpe de asa! Controlámos o jogo é certo, mas não chega. Quando sofremos um golo tudo se complica. Os adversários recuam, fazem anti-jogo, o árbitro contemporiza. A luta neste campeonato é pelo  pontinho. Há uma razão para isso: - descer à segunda Liga é descer aos infernos, é a falência completa. A Federação em lugar de andar a fazer fretes ao Benfica (e pelos vistos ao Porto) devia olhar para isto. Mas voltando ao problema da eficácia, dos golos, a verdade é que jogamos como uma equipa grande mas temos um ataque pequeno. O Belenenses para marcar um golo tem que repetir muitas jogadas envolventes, e contra adversários fechados é mais difícil. Faltou-nos também alguma qualidade no passe. Yebda entrou bem e podia ter empatado o jogo. Foi pena, era um bom presente de Natal!


Saudações azuis  

terça-feira, dezembro 13, 2016

Em Roma, sê romano!

É um ditado muito antigo que aplicado ao futebol indígena nos aconselha a dançar consoante a música. Assim e face aos previsíveis desenvolvimentos o Belenenses há-de precisar de um médio defensivo no caso de Palhinha regressar ao Sporting já em Janeiro. O Belém tem nos seus quadros um jogador com as mesmas características, chama-se Ricardo Dias e está emprestado ao Feirense. O único óbice reside na falta de maturidade que revela (ou revelava) quando aborda determinados lances. O que lhe tem valido um rol de cartões de várias cores. A dificuldade maior é a irregular utilização dos braços, quer nas tentativas de desarme quer quando salta. Mas isso treina-se, aprende-se e o rapaz está em muito boa idade de aprender. Digo isto porque acho que ele tem muitas qualidades e pode vir a ser útil ao clube. Outra hipótese seria pedir outro jogador emprestado ao Sporting. Mas médio defensivo não estou a ver quem?!

Outra saída, ao que tudo indica inevitável, é a de Sturgeon. Já escrevi sobre o assunto e não me vou repetir. É um dos jogadores fundamentais na actual manobra da equipa e arranjar alguém com o mesmo nível será muito difícil. Sturgeon funciona em ambas as alas, segura a bola na frente, acomete os defesas no um para um, ás vezes exagera, mas também sabe defender quando é preciso. Muito evoluído tácticamente peca apenas na finalização. Mas mesmo aí notam-se progressos! Calar-me-ia imediatamente se a SAD conseguisse convencer o Sporting a ceder-nos Podence* até ao fim da época. Quem não havia de gostar era o Moreirense. Nem o Moreirense nem o Inácio que foi para Moreira de Cónegos fazer crescer as duas pérolas que o Sporting lá tem.  

E temos ainda a possível saída de Gerso! O que a ser verdade obriga à contratação de um extremo.

Depois temos os problemas iniciais relativos à constituição do plantel e que não estão resolvidos. Falta um defesa direito que Rosell não é. Falta um centro campista que Bernardo pode vir a ser mas ainda não é. E falta um avançado com curriculum de goleador. Estou a falar de uma média de golos aceitável. E não me esqueço dos que lá estão, em especial de Andric, um jovem com grande margem de progressão. Estou convencido que Quim Machado é capaz de fazer dele um goleador. Sim, porque há treinadores que sabem fabricar bons jogadores e há outros que só sabem treinar com bons jogadores. É diferente.

Saudações azuis


*Daniel Podence iniciou-se no Belenenses em 2004, tinha sete anos. Se nada de anormal acontecer será um grande jogador muito em breve. Já é um jogador extraordinário. 

segunda-feira, dezembro 12, 2016

O campeonato dos emprestados!

Havia um filme do meu tempo chamado ‘os insaciáveis’ e lembrei-me deste título porque ele traduz de certa maneira o que se passa em Portugal em termos de organização do futebol. Parece um funil! Condicionado apenas aos interesses de três entidades – Benfica, Sporting e FC Porto, e por esta ordem. É assim que o campeonato da primeira Liga caminha a passos largos para se tornar num mero instrumento ao serviço dos ‘grandes’. Um circulo vicioso, um nó que ninguém desata nem quer desatar! Já tínhamos a Liga de Honra com as equipas B, mas pelos vistos não chega! E aquilo a que assistimos hoje na Liga NOS é um corrupio de emprestados que, dentro da mesma época desportiva, saem de uns clubes e vão para outros como se fosse a coisa mais natural deste mundo. Até já se mobilizam treinadores da ‘casa mãe’ para acompanharem os jovens emprestados no seu crescimento e regresso ao lar! Não admira portanto que a maior parte dos jogadores a actuar em Portugal, os mais prometedores, claro, sejam propriedade de Benfica, Sporting ou Porto! E os que ainda não são para lá caminham. Na verdade basta alguém dar nas vistas e é logo vinculado ao cartel! Uma espécie de monopólio que corta a possibilidade a qualquer outro clube (que não tenha crédito ilimitado nos bancos falidos) de rentabilizar a respectiva formação ou pensar sequer em aproximar-se dos donos da bola! Isto é rigorosamente o que se passa e tem pouco a ver com sociedades ditas democráticas ou evoluídas. Aqui são sempre os mesmos a ganhar e são sempre os mesmos a perder. Por isso temos aquilo que temos – um campeonato subsidiado, impossível de rentabilizar, ou seja, falido. Mas atenção, há muita gente (importante!) a viver disto! Daí ser muito difícil mudar alguma coisa.

Saudações azuis


Nota. Voltarei ao assunto analisando-o na perspectiva dos interesses do Belenenses.

Adenda: Em tempos sugeri que a FPF faça o mesmo que se faz nos campeonatos evoluídos e rentáveis. Que limite o numero de jogadores que cada clube pode vincular. E que fiscalize e puna as aldrabices nesta matéria.

domingo, dezembro 11, 2016

O melhor jogo da época!

É sinal de progresso quando as exibições vão em crescendo e na verdade este jogo com o Marítimo foi melhor que o anterior. Que já tinha sido bom. Foi melhor em primeiro lugar porque jogámos em casa onde há a obrigação de vencer. E sabemos como esta obrigação é sempre uma arma de dois gumes. Foi melhor porque não sofremos golos. Foi melhor porque defrontámos uma equipa em alta, que já nos tinha ultrapassado na tabela e vinha de uma vitória contra o Benfica. E foi melhor porque objectivamente jogámos melhor. É esta a parte que interessa. Interessa porque demonstrámos que, seja qual for ao adversário, a equipa não se desune, continua concentrada e sabe a cada momento o que tem que fazer. Há efectivamente como já tinha salientado, um enorme crescimento mental da maioria dos jogadores e assim vão entrando e saindo sem que a equipa sofra com isso. Portanto, se é indiscutível que o mérito maior é do treinador, também é verdade que os jogadores têm sido bons alunos. Acima de tudo estão muito melhor fisicamente, o que lhes permite cumprir à risca todas as funções tácticas exigidas. Quer a tapar os caminhos da nossa baliza, quer a recuperar a bola, caindo imediatamente sobre o adversário. E assim tomámos conta do jogo!
É claro que se notaram insuficiências, desde logo na finalização, uma pecha que teremos que debelar. O nosso goal-average diz tudo sobre esse assunto.

Falemos agora de ‘revoluções no plantel’! E baseio-me nas notícias que circulam na comunicação social. Costuma dizer-se que em equipa que está bem, e que ganha, não se mexe! E eu concordo. Até porque não é a mesma coisa introduzir três ou quatro jogadores no plantel e pensar que a equipa continuaria a funcionar da mesma maneira. Há todo um período de adaptação dos novos jogadores aos métodos do treinador e ao clube onde chegam. Especialmente se estamos a falar de jogadores chave. Atenção ao que aconteceu o ano passado em Setúbal.


Saudações azuis

segunda-feira, dezembro 05, 2016

O empate e a esperança!

Não quero desvalorizar o excelente trabalho que Quim Machado está a fazer no Belenenses mas empatar não chega para dar descanso aos pobres adeptos azuis. Pobres adeptos, com uma resistência infinita, adeptos a quem têm tirado tudo menos a esperança! E o futebol de Quim Machado que ontem se apresentou no Estoril já é um futebol de esperança! Futebol de equipa grande, que pressiona alto, com muitos jogadores no campo adversário, que impede a outra de sair a jogar, reduzindo o opositor à insignificância de um ou dois remates de longe! E mesmo o golo do empate só foi possível porque houve muito demérito da nossa parte. Mas como vinha dizendo, se a ideia é boa alguns dos intérpretes não estão à altura do esquema montado. E ainda assim reconheço que a maioria dos jogadores têm vindo a subir de rendimento e são hoje melhores jogadores do que eram! Apesar desse pequeno milagre foi visível a dificuldade em marcar um golo! E lembrei-me da ‘doença do Porto’ cujo diagnóstico é atribuído erradamente ao ataque mas que em minha opinião se situa no meio campo. É nesta zona que tudo se decide, para o bem e para o mal. E a conclusão que retiramos é que o Belenenses tem muitas carências nesta zona. Carências técnicas que se reflectem no último passe para os avançados ou em perdas de bola inadmissíveis. Lembro-me de duas - a que deu origem ao golo do empate; e um livre muito mal marcado que deu origem a um contra ataque perigoso. Mas na questão das bolas paradas ainda há muita coisa a melhorar. E se a isto associarmos alguns excessos de vedetismo encontraremos a explicação para o empate. Não vou particularizar mas todos sabem a quem me refiro.
O que fica dito é sobretudo um alerta para a SAD que precisa de compreender que o Belenenses não pode ter apenas quatorze pontos ao fim de doze jornadas. Estar a cinco pontos da linha de água e com a única ambição de não descer!*

Resultado final: - Estoril 1 - Belenenses 1 (marcou Abel Camará)


Saudações azuis



*Se for preciso faço um desenho mas já expliquei que em Portugal não há classe média. Quer na vida social quer no futebol. Na vida social há os ricos (onde se incluem os administradores da Caixa Geral de Depósitos e todo o alto funcionalismo público) e há os outros. No futebol há os que vivem da Caixa Geral de Depósitos e dos outros bancos falidos e também há os outros. Estes lutam todos para não descer salvo se têm alguma autarquia ou região autónoma por trás. E que ainda não esteja falida. É neste quadro que o Belenenses tem que fazer pela vida.