segunda-feira, novembro 14, 2016

A polémica dos títulos!

O presidente do Sporting levantou uma questão pertinente a propósito dos campeões nacionais de futebol! Em causa estão os títulos que cabem a cada clube português. E digo que é pertinente porque na origem das dúvidas (e dos esclarecimentos) encontramos sempre dois erros, a saber: - uma desvalorização das conquistas do passado e o disparate (fatal) de alguma luminária (federativa!) que estipulou que o antigo campeonato de Portugal era o antecessor da actual Taça de Portugal! Não é, e vou explicar porquê.

A primeira prova nacional ocorreu na longínqua época de 1921/22 e foi ganha pelo Porto. Era a primeira e a única, no sentido de que não havia outra prova nacional. Chamava-se com toda a propriedade campeonato de Portugal, mas podia chamar-se campeonato nacional. O facto que nos interessa é que era esta a competição que designava o campeão português em cada época. Também não interessa em que moldes se disputava – se era todos contra todos, a uma volta ou duas, se era por eliminatórias, por grupos e a seguir eliminatórias, através de uma finalíssima entre o campeão regional do norte e o do sul, nada disso interessa. Tal como não interessa, por exemplo saber em que moldes se disputa (ou disputava) o campeonato do mundo. Os moldes podem-se alterar (e alteraram-se) mas o campeão do mundo não deixou de ser o campeão do mundo e como tal contabilizado. O mesmo se diga do campeonato de Portugal enquanto foi a única prova de âmbito nacional que existia. Isto aconteceu até 1933/34, pois só na época seguinte, 1934/35/, passaram a coexistir duas provas nacionais – o campeonato da Liga, nos primeiros tempos em fase experimental, e o campeonato de Portugal que entretanto se manteve.

Daqui resulta que os campeonatos de Portugal até 1933/34 devem ser adicionados aos campeonatos nacionais que posteriormente cada clube ganhou, e aqui não pode haver dúvidas. Subsiste depois a questão de saber, daí para a frente, quando é que o campeonato da Liga passou a ser mais importante que o campeonato de Portugal. Ou seja quando é que o campeonato da Liga passou verdadeiramente a designar o campeão português. Este período sim pode ser discutível.* 

Deste modo, e com toda a legitimidade, o Belenenses deve adicionar ao título de campeão nacional ganho em 1945/46, os títulos de campeão de Portugal ganhos em 1926/27, em 1928/29 e em 1932/33! São quatro títulos de campeão nacional!
E o melhor argumento contra quem insiste em subtrair-nos aqueles títulos (de campeão nacional) é o facto de nunca os terem adicionado às três Taças de Portugal que entretanto ganhámos.

Concluindo: - Nada contra a discussão sobre os campeonatos a partir de 1934/35 e até 1938; tudo a favor da reposição da justiça desportiva no período que vai de 1921/22 até 1933/34.
E deixo aqui um aviso: - Quem desvaloriza os feitos do passado está a desvalorizar sem o saber os feitos do presente.

Saudações azuis

* Estamos a falar de quatro épocas, de 1934 a 1938, período em que ainda houve campeões de Portugal mas que já houve campeões da Liga. É esta questão que move, julgo eu, o presidente do Sporting.   


Nota: Ontem num programa televisivo sobre a matéria, o representante do nacional-benfiquismo nesse programa, disse umas piadas idiotas que só revelaram a sua enorme ignorância. Para sua instrução passo a esclarecê-lo: - O Carcavelinhos era um clube de Alcântara (e não de Carcavelos), foi campeão nacional em 1927/28, tendo-se fundido mais tarde com o União, clube de Santo Amaro muito ligado à Carris. Dessa fusão nasceu o Atlético Club de Portugal. Ainda não havia avenidas novas… e havia menos burros

domingo, novembro 13, 2016

Notícias empolgantes!

Avançado precisa-se! Extremo negociado! Está no desemprego (será de longa duração!) e assim pode entrar já! Entretanto correm rumores que em Janeiro se vai vender o Sturgeon, um activo fabricado em Belém e talvez o único que pode render umas lecas! A ser verdade o boato pergunta-se: - e depois quem é que vem para o lugar do Sturgeon?! Mais um emprestado do Sporting para a gente valorizar?!
Falando agora de outros (des) investimentos ainda não percebi porque é que o Juanto se foi embora?! Não era pior do que aqueles que lá estão. Ou não havia dinheiro para dar ao Lagostera?!
Em relação ao meio campo estamos bem – as notícias sobre a recuperação do Yebda dão-nos a garantia de que talvez jogue mais uns minutos daqui por duas semanas. Já não é mau. E quanto a notícias empolgantes hoje ficamos por aqui.



Saudações azuis

segunda-feira, novembro 07, 2016

Oxigénio para três semanas!

O lado positivo: - a vitória, os doze pontos (quatro pontos acima da linha de água que nos garantem que não será na próxima jornada que desceremos ao inferno) e três semanas para preparar o jogo com o Porto! É tempo demais mas o nosso campeonato tem outras prioridades – a selecção, o repouso dos internacionais, etc. Desde que os clubes do estado (do estado e dos bancos) não se queixem, o resto não interessa. Os clubes que não têm internacionais, mas que têm que pagar ordenados todos os meses, e o público que assim vai perdendo o interesse, nada disso têm importância. Bem sei que há uma eliminatória da Taça mas aí já não estamos nós, afastados que fomos pela poderosíssima Académica! A única vantagem que vislumbro neste interregno talvez seja a recuperação do Yebda! Mas neste caso nunca fiando.

Voltando a Santa Maria da Feira e ao jogo própriamente dito já tenho alguma dificuldade em fazer crónicas. Faltam-me as palavras! Não é por acaso que todos os órgãos noticiosos consideram que o melhor jogador do Feirense foi um centro campista (Sérgio Semedo) e que, pelo contrário, os jogadores em menor destaque no Belenenses foram os homens do meio campo! Os titulares e os que entraram a seguir. Depois podemos falar do medo. Do medo de perder. É um facto, o Belenenses não podia perder, o empate era um mal menor. Com um pouco de sorte talvez aguentássemos a vantagem inicial. Tivemos de facto muita sorte e a defesa, especialmente o guarda-redes, exibiram-se muito bem! Lembrei-me do jogo de Chaves e a diferença esteve aí.

De resto as limitações são visíveis e não são só do Belenenses. Este campeonato está muito nivelado. Tirando as três equipas do costume a diferença pontual é mínima. Como venho referindo (e até dei o exemplo do Guimarães) quem consegue marcar golos é rei! Quem não tem goleadores tem que inventar. Quim Machado neste aspecto até tem jeito para a coisa! A posição do André Sousa no meio é bem vista já que é um jogador que pressiona e está perto da área adversária. O problema complica-se porque André Sousa é macio e gosta muito de relva! Mesmo assim teve nos pés duas grandes oportunidades para marcar. Aliás as únicas que tivemos tirando o golo de Sturgeon. E aqui também há alguma novidade. Sturgeon a marcar golos!
O lado negativo é o meio campo. E é caso para dizer, sem meio campo, sem capacidade para reter a bola, vamos sofrer muito na defesa. Seja contra o Feirense seja contra o Arrentela! O medo faz o resto.


Saudações azuis

quarta-feira, novembro 02, 2016

Os milhões da UEFA!

Segundo rezam as crónicas a participação na Taça UEFA na época 2015/2016 rendeu ao Belenenses – SAD uma quantia à volta de quatro milhões de euros. É algum dinheiro e mesmo sem saber das contas ao pormenor qualquer adepto esfrega as mãos de contente e adivinha que uma parte será para reduzir o passivo mas que a outra será para melhorar o activo! E o maior activo, aquele que verdadeiramente interessa nos clubes de futebol profissional são os jogadores. Além de que a lógica deste sucesso, porque se trata obviamente de um sucesso, só pode ser para continuar. Continuar a investir, continuar a ‘requalificar’ a equipa, mantê-la na rota da UEFA. Só assim faz sentido.
No entanto as coisas não correram tão bem como esperávamos. O futebol não é uma ciência exacta e a verdade é que entre os êxitos europeus e as competições internas houve demasiadas oscilações, desde logo a mudança de treinador e acabámos por ficar mal classificados no campeonato, longe dos lugares da UEFA.

Enfim, acontece, os adeptos azuis não desarmam, é da sua índole, e renovaram-se as esperanças para esta época! Esperanças, diga-se, que cedo morreram na praia. Muitas caras novas, muita parra, pouca uva, muitos empréstimos, estranhos empréstimos, jogadores muito jovens, de equipas B, ou então jogadores em fim de carreira, lesionados, nenhuma contratação para alimentar o projecto europeu! A SAD nunca mais falou na Europa e Velasquez, perdido nas suas tácticas, só pensava em não sofrer muitos golos. Ele já sabia do que a casa gasta. A verdade é que temos menos pontos que o ano passado, já mudámos de treinador e o que se pede a Quim Machado é o milagre de pôr a equipa a jogar como se fosse o Belenenses do Matateu! No futebol há milagres, mas a pergunta impõe-se – onde estão afinal os milhões da UEFA?!


Saudações azuis 

segunda-feira, outubro 31, 2016

Uma exibição interessante!

É verdade, em Braga jogámos melhor do que eu esperava, fruto de um trabalho colectivo exemplar e o melhor elogio ao Quim Machado veio do treinador adversário! Um elogio sincero. Mas é o resultado que interessa e nesse aspecto ainda temos muito caminho para percorrer.

Este campeonato, como já se percebeu, é essencialmente defensivo, vive de empates e quem tenha algum poder de fogo acaba por fazer a diferença. Que o diga o Guimarães que mesmo dominado em Vila do Conde goleou o Rio Ave graças ao poder dos seus avançados. Marega marcou os três golos!

Ora um dos problemas do Belenenses nesta época tem sido precisamente a ineficácia ofensiva. Sete golos marcados em nove jogos é pouco. Se a este pouco juntarmos alguns erros defensivos o panorama complica-se. O filme do jogo em Braga foi esse. Sofremos um golo inicial que não se pode sofrer, fruto de uma desatenção defensiva, e mais tarde quando tivemos oportunidades para empatar, falhámos.

Vamos aos falhanços: - falhar penalties todos falham mas ter apenas Abel Camará para os marcar isso é mais grave. Sturgeon é outro caso de ineficácia crónica. Sendo um dos melhores jogadores do plantel, terá inevitávelmente de melhorar o seu poder de remate. Isto se quiser progredir na carreira. Aqueles dois lances a papel químico ilustram, para além da incapacidade, a persistência no erro.

E não vou alongar-me. O encontro foi visto e revisto na televisão, devidamente dissecado nos vários órgãos da especialidade, por isso deixo apenas duas notas ao treinador do Belenenses:

A primeira tem a ver com as substituições. Não foram felizes, acontece, é um risco que é preciso correr quando andamos atrás do resultado. No entanto desmantelar o meio campo naquela altura não foi boa ideia. É fácil falar depois do jogo, mas teria sido preferível substituir apenas o esgotado Camará por Tiago Caeiro. Jogador por jogador sem alterar o desenho táctico. A equipa estava equilibrada e com iniciativa de jogo. Sem o trinco sofremos logo o segundo golo.

A outra nota diz respeito às declarações do treinador sobre as responsabilidades competitivas do Belenenses. Quim Machado falou bem - o Belenenses é um grande clube. Hoje como ontem tem que jogar sempre para ganhar. Seja em que campo for. Eu aplaudo, é esse o discurso, não pode haver outro. E acrescento – para ganhar, por muito que o treinador invente, é preciso marcar golos. E para os marcar é preciso quem saiba.*

Resultado final: Braga 2 – Belenenses 1 (Tiago Caeiro)


Saudações azuis



*À atenção da SAD. 

segunda-feira, outubro 24, 2016

Sem argumentos

É verdade, nem um Benfica eufórico e cheio de saúde consegue encher o estádio do Restelo! Há duas razões para tal e ambas más para o Belenenses: - aquele jogo, outrora terrível para as águias, transformou-se num passeio e já nem os adeptos encarnados se dão ao incómodo de uma deslocação a Belém. Quanto aos adeptos azuis, esses heróis, são cada vez menos, porque há cada vez menos heróis. O semblante e as palavras de Quim Machado resumem o jogo: - ‘fizemos o mais difícil que foi chegar à baliza do Benfica. Merecíamos pelo menos um golo’!

Sim, é verdade e o resultado em vez dos lisonjeiros 0-2 poderia ter sido 1-5! E o que é que o Belenenses ganhava com isso?! O problema quanto a mim nem foi este jogo mas o que se espera para além dele. Uma defesa inexperiente, tenrinha, que aquele primeiro golo sofrido ilustra bem, um meio campo lento e que espera por Yebda como quem espera por Dom Sebastião, e finalmente um ataque sem poder de fogo. Como eu venho denunciando e só agora se vai descobrindo.
Portanto a SAD que se ponha ao alto porque com esta equipa vamos lutar para não descer. E podemos perder essa luta se não nos reforçarmos convenientemente em Janeiro.

Destaques:

O guarda-redes Joel, apesar de ter ficado nas covas no lance do primeiro golo, revelou ainda assim que não é por ali que o gato vai às filhoses! João Diogo foi o mais inconformado e o mais raçudo dos jogadores de campo. Dos poucos que conseguiu acompanhar o ritmo dos adversários! O segundo golo foi pelo seu lado mas a responsabilidade maior vai para aquela saída precipitada de Sturgeon. Ou quem sabe, para a falta de Luizão sobre Camará! Não desgostei do Hanin, um jogador com planta e bom desdobramento ofensivo. De Yebda já disse tudo. Mesmo em serviços mínimos a sua presença equilibra a equipa. Durou meia parte. De resto o Belenenses bateu-se o melhor que podia (e sabia) mas não tem argumentos para contrariar o Benfica.


Saudações azuis



Nota: Não percebo porque é que o Andric não foi convocado. Este era um jogo para as suas características.

sábado, outubro 22, 2016

O nacional-benfiquismo e o raio que os parta!

Vejamos alguns títulos elucidativos. Comecemos pela própria 'Comunidade Azul', órgão digital supostamente vocacionado para dar notícias sobre o Belenenses. Dizia ela, a comunidade: - "Benfica começou a preparar o jogo com o Belenenses ainda em Kiev". Fui lá, não a Kiev, tentei postar um comentário, identifiquei-me, mas as novas tecnologias não gostam dos meus desabafos.

Continuando pelos media, Yebda, actual jogador do Belenenses, confessa-se ao jornal A Bola: - "Errei ao forçar a saída do Benfica". E eu acrescento: - se estivesses mais calado e menos lesionado talvez fosse melhor para todos.

Ao Record,  o mesmo Yebda, antecipa golos: - "Se marcar ao Benfica não vou festejar". Se fosse verdade até eu te isentava de festejos. Eternamente.

Resumindo e concluindo: - pobre Belenenses que qualquer dia não tens quem festeje os teus golos!


Saudações azuis