terça-feira, janeiro 12, 2016

Dúvidas e mais dúvidas…

O Belenenses é uma montanha de dúvidas! E o benefício da dúvida também se esgota. Manifestei há pouco tempo a minha apreensão sobre o projecto desportivo do Belenenses, apreensão que julgo ser partilhada pelo comum dos adeptos que vivem o clube, tal como eu, através dos resultados e das notícias veiculadas pela comunicação social. Adeptos esses que chegados ao meio do campeonato não podem deixar de fazer um balanço negativo sobre o que se tem passado. A participação na Liga Europa não serve de desculpa para nada. Antes pelo contrário. Portanto, se o balanço é negativo, e eu julgo que é, a responsabilidade tem de ser inteiramente assacada à SAD presidida por Rui Pedro Soares.

Para além da dança de treinadores, dispensando aqueles que tiveram (e têm) sucesso para impor um da sua confiança que não teve, a política de contratação de jogadores também deixa muito a desejar. Para já não se vê grande investimento!
Vemos jogadores vindos por empréstimo, casos de Kuca, agora devolvido, e de Luís Leal, relativamente desaparecido, Geraldes que já lá tinha estado; vemos jogadores oriundos da formação que se valem alguma coisa, caso de Dálcio (ou Freddy) são vendidos, ou então mantêm-se na equipa mas já estão parcialmente hipotecados, caso segundo julgo saber de Sturgeon. Vemos emprestados a regressar, caso de Tiago Almeida, num vai e vem incompreensível, e andamos neste circuito fechado a fingir que estamos no mercado!

Da equipa que normalmente é titular apenas Ruben Pinto e André Sousa terão sido adquiridos no defeso, o que convenhamos é curto investimento. E se a isto juntarmos a aquisição de jogadores em fim de carreira, o que continuamos a ver é investimento zero.

E para não ser deselegante não me vou referir ao actual treinador. Que pode ser um génio mas não será por aí que as finanças da SAD irão à ruína.
Concluindo - com esta política de investimentos será difícil consolidar o Belenenses na primeira Liga.

Noutra vertente temos o Clube e o presidente Patrick Moraes de Carvalho com algumas revelações, umas mais interessantes do que outras.
Desde logo dou-lhe os parabéns por ter conseguido reverter, vamos a ver por quanto tempo, o inadmissível plano inclinado em que vegetava o futebol de formação azul! Aqui neste espaço e muito antes, em qualquer espaço, bradei contra a decadência do futebol juvenil do Belenenses, mola real do seu glorioso passado, mas nessa altura andava tudo entusiasmado com uma série de actividades que só poderiam ter algum sucesso se o futebol estivesse em alta. Começamos a perceber isso agora. Mais vale tarde do que nunca.
Já não gostei tanto das suas insinuações em relação ao futuro dos jogadores que formamos! Se não é para jogarem no Belenenses é para irem jogar aonde?! No Benfica?! No Sporting?! No Porto?!

Temos é que resolver rápidamente esta guerra intestina que está a dar cabo do Clube.


Saudações azuis

segunda-feira, janeiro 11, 2016

Velhos hábitos

Com os anos que levo de Belenenses já não preciso de ver os jogos, basta-me adivinhar. Para tira teimas socorro-me dos velhos hábitos, e raramente me engano.
Por falar em recorrências, moralizar os adversários em maus lençóis é uma delas! A Académica não ganhava a ninguém no seu estádio até lá ir o Belenenses, qual pronto-socorro, e os estudantes passaram logo com distinção! Levámos quatro! O Estoril, que até exibia um futebol razoável, mas não conseguia materializar essa superioridade, teve que chamar o Belenenses para desbloquear o problema. 

Outra tradição muito antiga tinha a ver com o número de oportunidades que desperdiçávamos até conseguirmos concretizar. Estou evidentemente a referir-me ao Belenenses antigo, àquele que lutava pelo título. Essa tradição perdeu-se, mas a outra, a de falhar golos, não.

De regresso ao Estoril olhemos as diferenças em relação ao passado recente:
De facto a equipa está mais espevitada, aparentemente mais coesa, mas continua a sofrer dois golos por jogo. Assim é difícil ganhar. Noutra perspectiva, Carlos Martins parece estar a exibir-se melhor, mas continua a ser admoestado com cartões. Ora bem, nas outras equipas, na concorrência, os jogadores acima da média costumam amarelar os adversários. Com Carlos Martins é ao contrário!

E por último duas notas sobre o treinador. É sem dúvida um treinador diferente, eu diria, peculiar! Gostei da sua sinceridade, e porque não dizê-lo, da sua ousadia! A quinze minutos do fim, fora de casa, com o jogo empatado, tirar um central e meter um avançado para tentar ganhar o jogo, é bonito, mas perigoso. Ainda por cima com os problemas defensivos que vamos exibindo.   E acabámos por perder. Assumiu o risco e pediu desculpa aos adeptos. A sua frontalidade marca a diferença. Acontece que estamos em Portugal onde, tirando três ou quatro equipas, toda a gente joga para o pontinho. O que vier a mais é ganho. A mentalidade é essa. Aqui, o risco não compensa.

Aguardemos pelo próximo capítulo em Vila do Conde.



Saudações azuis

quinta-feira, janeiro 07, 2016

Apreensivo e confuso!

De facto estou um tanto apreensivo (e confuso) pois ainda não percebi (bem) a política de contratações da SAD o que é o mesmo que dizer que também não percebi qual é o projecto desportivo que tem para o Belenenses! Bem sei que entretanto se bateram imensos 'recordes', recordes europeus, coisa que não me impressiona muito. A verdade é que o treinador de tais façanhas acabou dispensado deixando a equipa com o triste recorde de defesa mais batida do campeonato! Por outro lado os treinadores que o antecederam, e não serviam, estão ao fim da primeira volta, em 5º e 6º lugares da primeira Liga.

Em relação aos jogadores contratados, a confusão também é grande! Tão depressa chegam, como logo a seguir, e práticamente sem jogarem, se vão embora. Outros, que em primeira análise pareciam ser mesmo reforços, não vingam e também se vão embora! Jogadores jovens feitos no clube, é melhor nem falar! Mal marcam um golo bonito são vendidos precipitadamente sem vantagens aparentes para ninguém! Por último a aposta em jogadores em fim de carreira tem trazido mais problemas do que aqueles que era suposto resolver.

É com estas perplexidades que entramos num novo ano, com um treinador novo, novo em todos os sentidos, sabendo-se que não tem grande margem para falhar. A primeira Liga está muito competitiva, especialmente para quem nela se queira manter. A prova reside na dificuldade em fazer valer o factor casa. Isto aplica-se a quase todos os clubes.

Duas notas finais sobre o jogo com o Nacional e que empatámos a duas bolas. Não vi e portanto socorro-me de opiniões abalizadas. No caso o treinador adversário um dos mais experientes e sabedores. Disse Manuel Machado que o empate foi justo e que na segunda parte o Belenenses foi superior. Em relação aos méritos de Velasquez parece-me suficiente. Com efeito não é fácil ter que correr (sempre) atrás do prejuízo!


Saudações azuis     

segunda-feira, janeiro 04, 2016

Empate num campo difícil!

Vi apenas o resumo, mas li a excelente crónica de Mónica Santos no jornal O Jogo, e isso basta-me. Diz a jornalista na sua escrita elegante:

'Na liga dos clubes que compensam em ambição o que lhes falta em orçamento para chegarem à UEFA, Paços de Ferreira e Belenenses são rivais, como o resultado de ontem traduz fielmente num empate que põe em evidência a capacidade de  resistência azul, sem ofuscar as virtudes caseiras. Generoso em golos e em emoção, o jogo começou com Tiago Caeiro a sacudir os primeiros minutos de pressão pacense com o 0-1, depois de uma abertura de Carlos Martins para o cruzamento de Filipe Ferreira. O avançado não voltou a marcar, mas o médio e o lateral exibiram generosamente aquele à vontade a tratar a bola. As circunstâncias obrigaram a isso, de resto, porque a vantagem durou pouco, o tempo de uma precipitação de Ricardo Dias resultar no penalty para Bruno Moreira fazer o 1-1. De volta à igualdade, o desafio parecia lançado para as correrias de Barnes, André Leal e Jota, contra os toques de classe de Carlos Martins, que esqueceu esse predicado e mudou as regras, aos 51', ao fazer-se expulsar por uma entrada sobre Marco Baixinho. Com dez o Belenenses reorganizou-se. Velazquez fez entrar mais um central e refrescou as alas com Miguel Rosa e Traquina, para manter o equilíbrio possível. Simão respondeu com extremos frescos, para garantir energia à corrida para a vitória, uma ilusão que durou apenas dois minutos. André Leal confirmou a vantagem também no marcador, aos 75', a passe de Diogo Jota, mas, dois minutos depois, um belo remate de André Sousa, de dentes cerrados, na sequência de canto de Miguel Rosa garantiu ao Belenenses o empate e mostrou a capacidade de superação que a equipa procura - a par da solidez defensiva, uma questão que continua por resolver, mas foi atenuada com um belo esforço colectivo. A expressão também se aplica à equipa de Jorge Simão, que volta a virar o campeonato colada aos lugares europeus.'

Creio que a jornalista tocou nos pontos essenciais do que deverá ter sido o jogo, e nalguns aspectos importantes para o futuro rendimento da equipa. Daí a transcrição.

Saudações azuis

quarta-feira, dezembro 30, 2015

Futebol - o retrato do país!

As notícias sobre os grandes negócios do futebol estão a enlouquecer o país! As operadoras de telecomunicações atropelam-se num entusiástico leilão e vão licitando a favor dos três grandes clubes que temos! Clubes únicos, enormes, maiores do que a Pátria, e a quem a Pátria tanto deve! Até porque dívidas é com eles.

Voltando às transmissões televisivas parece que desta vez é certo, os três grandes vão jogar sozinhos. O barulho da comunicação social por um lado, e o silêncio do governo, por outro, confirmam esta tese. A tecnologia avançou muito portanto já é possível desfocar os jogadores adversários nas suas tentativas de tocar na bola. Aliás o processo de eliminação dos outros clubes continua em marcha uma vez que os bons jogadores disponíveis são, desde que nascem, propriedade de Benfica, Sporting e Porto!

A partir daqui todos os sonhos são possíveis: - a Federação passa entreter-se exclusivamente com a selecção. A Liga passa a organizar campeonatos com três clubes e respectivos satélites! E o Governo continuará a fugir, repetindo que não se intromete no movimento associativo!



Saudações azuis 

terça-feira, dezembro 29, 2015

Mais audazes!

Do que vi, (não vi os primeiros vinte minutos da segunda parte) deu para ver que jogámos mais encostados ao meio campo contrário, com mais vontade de tirar a bola ao adversário, com mais capacidade de a segurar, embora neste aspecto ainda estejamos muito longe dos mínimos exigíveis. O jovem treinador ficou contente com a atitude do colectivo e tem uma certa razão. No entanto, a seguir ao dois a zero, dois golos nascidos do nada, temi o pior! Uma nova goleada. Mas a equipa reagiu, aguentou-se e na segunda parte, pelo menos na parte final (aquela que eu vi) até deu um ar da sua graça! Alguns movimentos atacantes bem explanados, até perigosos, que puseram a defesa bracarense em sentido.

Novidades: Traquina irreverente no lado direito do ataque; Fábio Nunes pouco confiante no lado esquerdo: o regresso de Miguel Rosa ao jogo e ao meio campo! Algumas aberturas bem gizadas; Tiago Caeiro não é novidade, entrou bem no jogo e marcou o golo de honra; Dias lutou muito mas perde bolas que não se podem perder; o guarda-redes nervoso e infeliz; a defesa não está habituada a jogar tão adiantada e por isso atrapalha-se; e fico-me por aqui. Confiança, muita confiança, precisa-se!
E alguns reforços.

Taça da Liga – Braga 2 – Belenenses 1


Saudações azuis

domingo, dezembro 27, 2015

Natal Azul, claro!

Um Natal azul clarinho já não é mau. Uma vitória para nos aquecer nas frias noites de Dezembro, melhor ainda! A esperança de um novo ano, com mais golos marcados e menos sofridos, são os meus votos. Uma SAD e um Clube mais azul são os meus desejos. Não sentir no Restelo o cheiro a tripas e a segunda circular, é a minha ambição! Para a que a brisa que vem do Tejo empolgue de novo as velas da Cruz de Cristo prontas para novas façanhas! É com este desígnio que me despeço de 2015 desejando as Boas Festas a todos os que visitam esta página.

Boas Festas