domingo, dezembro 27, 2015

Natal Azul, claro!

Um Natal azul clarinho já não é mau. Uma vitória para nos aquecer nas frias noites de Dezembro, melhor ainda! A esperança de um novo ano, com mais golos marcados e menos sofridos, são os meus votos. Uma SAD e um Clube mais azul são os meus desejos. Não sentir no Restelo o cheiro a tripas e a segunda circular, é a minha ambição! Para a que a brisa que vem do Tejo empolgue de novo as velas da Cruz de Cristo prontas para novas façanhas! É com este desígnio que me despeço de 2015 desejando as Boas Festas a todos os que visitam esta página.

Boas Festas

terça-feira, dezembro 22, 2015

Vitória sem sofrer golos!

Foi assim que se expressou o novo treinador do Belenenses, um jovem, tão jovem que só pode ser um predestinado para a função! Veremos. Para já ganhou, embalado pela chicotada psicológica e com pequenos retoques na equipa que foi derrotada em Coimbra.

Assim, numa primeira análise parece um adepto do futebol linear, clássico, sem grandes fantasias e uma grande preocupação em por toda a gente a correr. Correr bem isso já é outra questão e ainda é cedo para tirar conclusões. Há jogadores que estão irreconhecíveis para pior, caso de Kuca, e há outros em nítida melhoria, caso de Filipe Ferreira. André Sousa já se percebeu que tem que jogar sempre mas há ali muito trabalhinho psicológico a fazer. Desde logo precisa de ganhar confiança e ser mais mandão. E mais curiácio, evitando cair ao mais pequeno toque. Rúben Pinto que neste jogo foi perseguido pelo árbitro deverá aprender a lição – após o desarme deve evitar enrodilhar-se nos adversários. E por falar em faltas desnecessárias, atenção a Geraldes (muito precipitado) e a João Afonso. É que os livres laterais são demasiado perigosos para a nossa defesa anti-aérea.

Passemos ao ataque e às célebres transições, que acabam por decidir os golos que se marcam, ou não. Não é preciso ser grande treinador para perceber que o ataque do Belenenses vive ou tem que viver dos golos de Luís Leal. Caeiro também marca mas não em contra ataque. Ora Luís Leal só pode marcar se for lançado por forma a aproveitar a sua explosão e o forte remate que possui. Um trabalho simples, objectivo, que fica a cargo do meio campo e das assistências de Sturgeon e Kuca. Pois se eu vos disser que ontem só por uma vez se vislumbrou essa possibilidade fica tudo dito sobre o magro resultado final.

Resultado final: Belenenses 1 - Boavista 0
Marcador: Filipe Ferreira


Saudações azuis

quinta-feira, dezembro 17, 2015

O fim anunciado

Depois de Alvalade, e tal como escrevi, o Belenenses iria ressentir-se daquele inexplicável desaire. Pondo agora de parte o jogo europeu com a Fiorentina, um duelo atípico que não serve de modelo, a verdade é que as duas últimas derrotas no campeonato não têm uma explicação puramente futebolística. A equipa sempre sofreu muitos golos mas funcionava. Em Coimbra deixou de funcionar como equipa. Sá Pinto terá percebido isso e apresentou a sua demissão. Fica a marca europeia na memória.

A rapidez da substituição, que se elogia, não deixa de ser um sinal de que a SAD já adivinhava este desfecho. É espanhol e ainda bem. Atendendo ao clima de subserviência que se vive no futebol português pelo menos não ouvirei os comentadores a dizer que foi formado no Benfica, que nasceu em Alvalade ou que passa férias no Dragão. Conhece o Lopetegui, é normal. Mas que não lhe siga a estratégia.

Saudações azuis

quinta-feira, dezembro 10, 2015

Boa imagem em Florença!

Num jogo contra um adversário com outros argumentos, o Belenenses deixou uma boa imagem em Florença. Correu muito, lutou muito, esteve muito bem tácticamente, e foi uma equipa disciplinada. Sem cometer grandes erros, sem abrir brechas na defesa, conseguindo sair a jogar, faltou-lhe apenas algum poder de fogo. Mas na segunda parte e já a perder ainda teve forças para obrigar a Fiorentina a recuar no terreno. Ficámos pelo caminho mas a equipa sai de cabeça erguida.

Numa breve análise, pareceu-me que Sá Pinto acertou na escolha do onze inicial, e também acertou nas substituições. Na baliza Ventura esteve seguro e no quarteto mais recuado, uma nova dupla de centrais (João Afonso e Gonçalo Silva) que deu boa conta de si. Na lateral direita a aposta em João Amorim resultou em pleno. E quanto a Filipe Ferreira foi para mim o melhor do Belenenses neste jogo! No meio campo Dias esteve incansável melhorando com o decorrer da partida. André Sousa e Rúben Pinto impecáveis na cobertura e com naturais dificuldades na transição. Mas gostei de ambos, embora André Sousa tenha que ter mais critério na sequência a dar aos lances. Carlos Martins desta vez esteve mais rápido, mais concentrado e com isso lucra a equipa. Pena que uma pequena displicência no passe, já quase no fim, não tenha permitido que a bola chegasse ao seu destino - um companheiro desmarcado e pronto  rematar à baliza. Pormenores que fazem a diferença. Quanto o ataque, Luís Leal e Sturgeon estiveram sempre muito marcados. Na segunda parte Kuca entrou bem e ainda deu trabalho à defensiva italiana. Caeiro e Fábio Nunes só jogaram uns minutos.
Em suma,  Liga Europa acabou, o balanço acaba por ser positivo, mas agora há que virar a página e pensar no campeonato.

Saudações azuis

domingo, dezembro 06, 2015

Uma tarefa penosa

Revisitar um jogo em que fomos vencidos sem apelo nem agravo não é fácil. Em especial depois de tudo o que rodeou a inconcebível derrota de Alvalade. Mas é por aqui que devo começar. O empate em casa do líder, empate que esteve à vista, daria outro conforto e outro estímulo para o resto do campeonato. Não aconteceu e a verdade é que o jogo do Restelo contra o Vitória de Setúbal teve sempre essa sombra, essa necessidade de reabilitação, e isso normalmente pesa na cabeça e nas pernas dos jogadores. Que estavam nervosos, trapalhões, lentos a reagir, e assim abriram-se espaços inexplicáveis, vidé segundo golo dos setubalenses. Aliás só no último quarto de hora da primeira parte é que demos algum sinal de perigo.

Naturalmente que o treinador não escapou a esta onda de desacerto. Em lugar de adoptar o mesmo sistema (4-4-2) e colocar em campo o mesmo onze que tão boa conta deu em Alvalade, não, fez alterações e curiosamente todas elas foram um fiasco. A começar em Geraldes e a acabar em Carlos Martins. E como nestas coisas um azar nunca vem só, a entrada de Traquina coincidiu com o terceiro golo do Vitória, que arrumou definitivamente a questão.

Este jogo já faz parte da história e por isso há que olhar em frente. Mas olhar em frente com os números em frente dos olhos. Refiro-me naturalmente ao sistema defensivo que não pode continuar a sofrer golos como vem sofrendo! Somos a pior defesa do campeonato (mesmo sem contar com a goleada da Luz) e esta média de golos sofridos costuma dar descida de divisão. É preciso alterar isto e depressa.


Saudações azuis

sexta-feira, dezembro 04, 2015

A centralização dos direitos televisivos, uma novela portuguesa!

O enredo é sempre o mesmo: - três comparsas que se detestam têm no entanto uma paixão comum – gostam muito do bolo! O bolo é realmente bom e é dali que vem o músculo que faz a diferença. Não o podendo comer todo sozinhos, são obrigados a reparti-lo entre eles. Depois de muito regateio, o bolo é dividido em partes mais ou menos iguais pelos três. 

A assistir ao repasto e com direito às migalhas estão dois grupos de anões - um grupo de quinze mais à frente e um grupo um pouco maior mais atrás. Os anões observam em silêncio a comezaina até que entram em cena três sujeitos bem constituídos, aparentemente com poder e força, mas com voz muito fininha. O primeiro a falar é da FPF, dá as boas vindas a todos e vai-se embora! O segundo sujeito é da Liga, vira-se para os três comparsas e diz muito baixinho: - não foi isto que combinámos! Dá meia volta e sai também. O terceiro sujeito é do governo, diz que veio à boleia e não tem nada a ver com aquilo. Despede-se proclamando a igualdade! Os três comparsas aplaudem considerando que de facto a divisão foi justa.
O repasto termina e vai tudo para suas casas.

No dia seguinte um anão azul reúne-se com os outros anões e todos decidem fazer greve aos jogos enquanto não houver bolo para os anões!
Este capítulo da novela ainda não foi escrito.




Saudações azuis  

quarta-feira, dezembro 02, 2015

Quem defende o Belenenses?!

Não me revejo nas declarações do presidente da SAD, nem enfio a carapuça, acho até que são despropositadas pois não atendem às legítimas inquietações, e porque não dizê-lo, suspeitas, de muitos adeptos azuis, entre os quais me incluo. Uma palavra de compreensão neste aspecto defenderia mais o jogador do que as parábolas que escolheu para justificar um lance, no mínimo, insólito!
E o insólito não pode ser tratado como se fosse a coisa mais natural deste mundo!
Aliás sabe tão bem como eu que o Tonel, jogador do Belenenses, nunca mais deverá defrontar o Sporting, quanto mais não seja para o proteger de futuros insólitos. E com isto não estou a dizer que Tonel fez de propósito porque isso seria ser tão abusivo como aqueles que têm a certeza do contrário.
E chegamos às declarações do treinador Sá Pinto que aceito na exacta medida em que pretende proteger o seu atleta. Mas daí a colocar Tonel acima de qualquer suspeita como se a honestidade nele fosse congénita e nos restantes mortais meramente adquirida, isso acho um exagero! Acima de qualquer suspeita estamos todos nós.
Estou eu, está um ex-primeiro ministro que vive da generosidade alheia, está o actual primeiro-ministro que perdeu as eleições mas afinal ganhou o governo e está o mundo do futebol, nomeadamente a segunda circular, com acusações mútuas de corrupção. Crime que como se sabe é muito difícil de provar em Portugal!


Saudações azuis