sábado, fevereiro 08, 2014

O que dirá Marco Paulo?!

Ainda não ouvi o flash-interview, a emissão seguiu directamente para Setúbal, mas o nosso treinador não pode estar satisfeito com a exibição da equipa. Não pode estar satisfeito com a toada amorfa com que nos apresentámos na Choupana. Não me refiro à táctica, nem à estratégia, refiro-me à dinâmica, ao mordente, refiro-me também à cabeça dos jogadores. E isso é trabalho do treinador. Continuamos displicentes, a cometer erros infantis, ou seja, os adversários não precisam de se esforçar muito para que os golos apareçam! Desta vez, e depois de alguns disparates do nosso capitão, foi a vez de João Afonso facilitar oferecendo o segundo golo ao Nacional. E a partida ficou sentenciada.
Isto não pode continuar, sob pena de avançarmos para a segunda Liga muito rápidamente.
Quanto ao que os jornais dirão de nós amanhã, já adivinho. Como também adivinho que o nosso melhor jogador terá sido Miguel Rosa, ou não vivêssemos em pleno nacional-benfiquismo.


Saudações azuis

segunda-feira, fevereiro 03, 2014

O mau, o bom, e o óptimo!

O mau foi a cena das quotas! Por acaso não estava a chover, ainda assim pensei em desistir. Afinal o jogo dava na televisão. Felizmente apareceu um dirigente, Luís Silva, a reconhecer o erro e a autorizar a entrada a quem dispunha da quota 12/13 e respectivo cartão de época. Menos mau.

O mau também aconteceu durante o jogo, especialmente na primeira parte: - medo da bola em alguns jogadores e as patetices do costume. Exemplos: - arriscar em jogadas perto da nossa área, e ficar à espera que o árbitro marque falta! E o árbitro não marca e isso ia-nos custando um golo. Outro exemplo: - indecisões e percas de bola em zonas proibidas – na ressaca de um ataque - e eis que surge um chapéu a surpreender tudo e todos, incluindo o guarda-redes, excessivamente adiantado!

O bom, que bom já ter treinador a quem responsabilizar pela táctica, pela formação da equipa, pela intervenção durante o jogo, pelas substituições, pelo resultado!
E Marco Paulo esteve em bom plano. Não é muito exuberante, antes pelo contrário, mas tudo o que ontem fez, pareceu-me bem feito. E não era fácil. Lembremos o histórico de apenas duas vitórias na primeira volta, lembremos a goleada sofrida em Braga, nada disto moraliza e talvez explique a primeira parte demasiado contida.

O óptimo, foi aquela segunda parte, mais convicta, mais atrevida, as substituições a resultarem em pleno, os golos, óptimos, bem executados, a alegria dos sócios, a incredulidade de alguns, era verdade, estávamos a ganhar por dois a um adversário com pretensões.

O mau outra vez, aquele golo de chapéu, caído do céu, a intranquilidade, a pressão final do Braga…

O bom outra vez, os minutos a escoarem-se, a equipa a aguentar os três pontos…

O óptimo, não deixámos fugir Arouca, Vitória de Setúbal e Gil Vicente. Vamos lutar até ao fim.


Saudações azuis   

segunda-feira, janeiro 27, 2014

Bem, escrevo ou não escrevo?!

Já tinha desistido de escrever sobre o Belenenses e não seria a ‘novidade’ de mais uma derrota que me faria mudar de ideias. No entanto, ao reler o penúltimo postal – ‘Bem, começou o campeonato…’ – nomeadamente a coincidência entre os avisos então feitos e o que se passou em Braga, pareceu-me que seria curial republicá-lo, desta vez a bold e letra maiúscula. Mas não vou fazê-lo. Quem se der ao trabalho que o leia. Eu vou limitar-me a assinalar que o tempo urge. E no que toca a mudar de mentalidade: - é agora ou nunca.
Explico mais uma vez: nunca mais podemos fazer faltas como aquelas que aconteceram quer nos últimos minutos em Vila do Conde, quer nos primeiros minutos em Braga; nunca mais podemos dar-nos ao luxo de demorar a despachar a bola da nossa zona perigosa; nunca mais podemos executar passes ridículos para trás e para o lado, passes de enorme risco face à enorme pressão do adversário; e os médios não podem ter medo de se virar para o ataque. Eles também servem para isso. Quanto aos avançados, quase sempre poucos e mal servidos, exige-se inteligência, audácia, e o mínimo de desperdício nas raríssimas oportunidades que têm para ameaçar a baliza contrária. Nada de remates de qualquer maneira, toca a levantar a cabeça e procurar a jogada mais promissora. Isto escreve-se bem melhor do que se executa. Eu sei.
Mas mesmo que façamos tudo bem, com menos erros, há insuficiências estruturais.
Vou elencar algumas:
- A questão da mentalidade é a mais importante. Existem jogadores com medo de jogar prá frente, enquanto outros estão convencidos que são craques por causa do brilharete do ano passado.
- Precisamos de uma solução para o meio campo. Alguém que assuma o jogo e carregue o piano. Aqui não pode haver desplantes, paragens cerebrais e erros infantis. A continuarmos assim será muito difícil construir jogadas de golo. A saída do Diakité foi um erro. Com ele, com o Eggert e com o Filipe Ferreira talvez fosse possível alimentar o ataque em condições. Agora temos que inventar um novo meio campo.
- O serviço das bolas paradas, uma das chaves do êxito da época passada, piorou muito. Tiago Silva era importante nesse aspecto, mas lesionou-se e mesmo antes de se lesionar perdeu a forma. Não esqueçamos que em Vila do Conde dispusemos de dez cantos a nosso favor e deles não resultou qualquer perigo!
- O mesmo se diga dos cruzamentos, que morrem normalmente no primeiro defesa.

Solucionados estes problemas veremos então se os avançados de que dispomos conseguem fazer o respectivo trabalho. Marcar golos! 


Saudações azuis

segunda-feira, janeiro 13, 2014

Um clube bicéfalo!

Não será possível normalizar o Belenenses? Ter apenas um leader a governá-lo?! Ter apenas um treinador a treiná-lo?! Será preciso existir esta tensão permanente, esta dúvida, sobre quem manda no clube?! E no caso do treinador, sobre quem decide a táctica, as substituições, a quem os jogadores obedecem, a quem os sócios possam criticar, por isto ou por aquilo, pelas derrotas?! A quem possamos elogiar no caso das vitórias?! Será assim tão difícil clarificar esta questão de uma vez?!
E voltando à liderança do clube, será de facto necessário viver este purgatório de competências entre clube e sad?! Entidades que os adeptos não distinguem nem querem distinguir, pois para eles o clube é uno e indivisível?! Para eles o Belenenses é uma coisa simples. Perde, ganha ou empata, mais nada.
Assim, era bom acabar com estas confusões o mais depressa possível. Até porque já todos percebemos que os clubes ganhadores são aqueles em que há um a mandar e os outros a obedecerem. Fora disto é a crise permanente.


Saudações azuis

terça-feira, agosto 20, 2013

Bem, começou o campeonato...

Será que começou?! Em primeiro lugar coloco-me a seguinte questão: - se tivéssemos ganho eu escreveria as linhas que se seguem?! Respondo: - não sei. De qualquer modo sempre haveria de fazer prova de vida sobre o futebol do Belenenses, em particular, e sobre o futebol nacional, em geral. Está justificada a intervenção.
É claro que não tendo visto o jogo, não vou obviamente comentar qualquer incidência da partida. Limito a minha apreciação ao 'feeling' dos últimos jogos da época passada para extrapolar o futuro previsível. Assim, um primeiro conselho ditado pela experiência: - esqueçam a época passada; esqueçam os louros da subida de divisão; esqueçam a margem folgada de pontos para o segundo classificado, esqueçam tudo isso. E quem vai ter de esquecer-se disso mais depressa do que os outros terão de ser aqueles (três ou quatro) jogadores que mais se evidenciaram (que mais contribuíram) para aquele desiderato. Eles sabem quem são.
Relativamente ao resto, esqueçam o futebol de passe curto cá trás a que se seguiam longos lançamentos para as 'torres do Restelo'. Esqueçam isso rápidamente. Porquê?! Porque não temos segurança de passe (cá atrás) para esse tipo de jogo, uma vez que na primeira liga há muita pressão alta e qualquer perda de bola pode ser a morte do artista. E já não falo das dificuldades dos nossos avançados para receber tais lançamentos em condições de criarem algum perigo. E avanço para o ponto fundamental: - parece que não conseguimos marcar golos. E se calhar também temos que esquecer aquele 'joguinho' (dos últimos jogos do campeonato transacto) em que o meio campo fazia passes para trás e para o lado, como que a entreter o jogo em lugar de jogá-lo! Isso vai ter que ser esquecido... já! Porque na primeira liga, para quem não se lembra, é tudo a cem à hora, é preciso jogar nos limites, com objectividade. Sobranceria, infantilidades, egoísmos, é para esquecer. 
Resumindo e concluindo: - força nas canetas, sentir a camisola, lutar até ao fim. Receita para o êxito.

Saudações azuis

sábado, maio 18, 2013

quinta-feira, abril 18, 2013

Um ‘Viva’ ao Belenenses!

Pela excelente época, pela subida de divisão, que se espera definitiva, por termos sido campeões, pela auto estima que já se sente entre os adeptos, pelo meritório comportamento na Taça, pela constância de resultados, nas diversas áreas, onde há muito ainda por fazer, enfim, pela esperança que renasce das cinzas!

Autores deste singular renascimento, em primeiro lugar, a Direcção, direcção que soube escolher os seus aliados, nomeadamente um investidor para a SAD, e não menos importante, um treinador sereno e eficaz! Dois trunfos fundamentais que ponho na conta do presidente António Soares! Autores, na primeira pessoa, são também os jogadores, e para eles vai um ‘viva’ especial. E finalmente, um viva à abnegação dos adeptos que ainda não desistiram de ser (só) do Belenenses!


E não é fácil ser belenense neste país (futebolístico) reduzido a Benfica, Porto e Sporting! Ou seja, reduzido aos clubes do regime, àqueles que podem dever biliões à banca intervencionada, e que são apoiados pelas empresas públicas que nos arruínam a todos! Nesta ordem de ideias, a esperança, pode até tornar-se num acto masoquista, ou num vício perigoso a necessitar de tratamento adequado. Mas hoje não dou consultas, hoje não é dia de crítica, este postal é de parabéns. Parabéns ao Clube de Futebol "Os Belenenses”!



Saudações azuis