quinta-feira, abril 22, 2010

A descrença

JAS (José António Saraiva) escreveu no Record que o Belenenses devia acabar com o futebol profissional e dedicar-se a duas ou três modalidades, mantendo ao mesmo tempo algumas instalações sociais como as piscinas. Diz ele que Lisboa não comporta mais do que dois clubes profissionais de futebol retomando uma tese antiga e que eu julgava em desuso. No fundo o que JAS propôe é um clube recreativo! E se olharmos bem para o actual Belenenses JAS não deixa de ter razão, porque o Restelo é hoje um espaço recreativo onde se entretêm uma meia duzia de sócios e uma duzia de modalidades. Sem ofender obviamente ninguém e muito menos quem trabalha sériamente ou rema contra a maré.
Por tudo o que afirmei, não estranho a descrença de JAS nem ponho em causa o seu amor pelo Clube. Parece-me no entanto que labora num erro de base e por isso pergunto: -para quê alimentar modalidades que cresceram e se notabilizaram à sombra da grandeza do futebol, se sabemos que em Portugal onde estiverem os três grandes são sempre eles que ganham os campeonatos?! Seja de que modalidade for! Vamos fazer de verbo de encher e formar jogadores para depois irem para os tais grandes, como já acontece com o andebol?! É para isso?! Se é para isso não vale a pena.
Outra falácia que JAS reproduz e me parece desactualizada é a questão de haver ou não espaço para mais de dois clubes de futebol em Lisboa. Com todo o respeito, a situação hoje é diferente, porque a população portuguesa (sem esquecer as ex-colónias) está concentrada à volta de Lisboa e Porto e além disso mudaram os hábitos de ver futebol com a televisão a ocupar e tomar conta das audiências.
Portanto, do que o Belenenses precisa é de uma estratégia para sair do plano inclinado e precisa naturalmente de gente com capacidade para a pôr em prática. E claro, que sejam do Belenenses.
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Saudações azuis.
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Post-scriptum: - Faltou-me acrescentar alguma coisa à descrença. Com efeito, aplicando o mesmo raciocínio (e a mesma descrença) a outras actividades, JAS deveria concluir pela extinção, por exemplo, dos pequenos partidos. Pois não têm quaisquer hipóteses de nas próximas eleições (nem nas seguintes) fazer frente aos grandes partidos. Caminharíamos assim, alegremente, para o partido único e quem sabe se as eleições não seriam mais disputadas! E se quisesse ir um bocadinho mais longe podia alargar o seu raciocínio aos jornais eliminando aqueles que não têm a sorte de sobreviver graças aos favores do estado (em crédito e publicidade, por exemplo) ou não têm a possibilidade de recorrer ao mercado de capitais angolano. E fico-me por aqui porque Portugal também estaria em risco... e está... se mantivermos esta descrença.

segunda-feira, abril 19, 2010

Ponto Final

Viva o Clube de Futebol "Os Belenenses".

terça-feira, abril 13, 2010

A porta estreita

Depois do empate entre Vitória de Setúbal e Académica, o caminho estreitíssimo da salvação passa sempre por chegar à última jornada a três pontos dos setubalenses. Sendo assim, jogaríamos o tudo ou nada no Bonfim. Mas não chega - será preciso estarmos nessa altura em vantagem sobre o Leixões. E para tudo isto acontecer temos que ganhar os dois jogos em casa (Rio Ave e União de Leiria) pelo menos, e esperar que o Vitória de Setúbal não pontue nos próximos três jogos (Sporting e Marítimo fora, e Porto em casa) o que não é impossível. E do Leixões, actualmente com 21 pontos, o que podemos esperar?! Que perca em Braga e Olhão, pode ganhar à Académica em casa, mas vai ser difícil, e na última jornada recebe o Sporting, um jogo que os leões podem não facilitar.
Pode até acontecer que o Belém não perca o hábito de pontuar em Guimarães. Quem sabe?!E então tudo se tornaria mais fácil nesse hipotético jogo decisivo - Vitória de setúbal - Belenenses.
Como no cinema - sonhar é fácil.
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.Saudações azuis

segunda-feira, abril 12, 2010

Jornadas que faltam

FC Porto - V. Guimarães
Sporting - V. Setúbal
Nacional - U. Leiria
Sp. Braga - Leixões
Académica - Benfica
P. Ferreira - Naval
Belenenses - Rio Ave
Olhanense - Marítimo
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Benfica - Olhanense
Nacional - P. Ferreira
Leixões - Académica
V. Guimarães - Belenenses
Rio Ave - Marítimo
Naval - Sp. Braga
V. Setúbal - FC Porto
U. Leiria - Sporting
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FC Porto - Benfica
Sporting - Naval
Sp. Braga - P. Ferreira
Académica - Nacional
Marítimo - V. Setúbal
Rio Ave - V. Guimarães
Belenenses - U. Leiria
Olhanense - Leixões
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Benfica - Rio Ave
Nacional - Sp. Braga
Leixões - Sporting
V. Guimarães - Marítimo
P. Ferreira - Olhanense
Naval - Académica
V. Setúbal - Belenenses
U. Leiria - FC Porto
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Façam as vossas contas.
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Saudações azuis

Fazer contas

Cumpro esta tarefa como um dever, um dever de especial retribuição a quem adquiriu o hábito de visitar este site na esperança de saber algo de positivo sobre o Belenenses. Mas mais uma vez não temos boas notícias para dar. O empate na Madeira e contra o Marítimo, clube cujo equipamento verde rubro basta para me indispor, o empate, dizia eu, tem o sabor a derrota.
Só a vitória teria o efeito de reduzir o fosso (são já oito pontos, pelo menos) para a linha de água, e essa vitória até esteve perto de se concretizar, não fora a azelhice de Lima já nos segundos finais da partida.
Um jogo em que fizemos o mais difícil, estivemos a ganhar, mas não soubemos conservar a vantagem. No Belenenses é assim – quando o ataque marca mais do que é costume, a defesa (e o guarda-redes) encarregam-se de equilibrar as coisas e começam a dar brindes! O que se há-de fazer?! Nada, o calvário vai continuar e no próximo fim-de-semana haverá por certo mais novidades. Certo, certo, é que a quatro jornadas do fim e por mais contas que se façam só poderemos adicionar doze pontos aos dezasseis que temos agora. Isto no caso de ganharmos os quatro jogos que faltam (um sonho acordado!) o que perfaz a totalidade de 28 pontos. Vitória de Setúbal (24 pontos) e Académica (25 pontos) completam hoje a 26ª jornada e um deles ou ambos podem aproximar-se daquele tecto. O Olhanense fez 25 pontos e está portanto a três da salvação matemática, embora em igualdade pontual o Belém tivesse vantagem. Mas esperem aí, estou só a fazer de conta que os outros três aflitos (não vale a pena mencionar o Leixões) não ganham mais nada, o que convenhamos é quase um absurdo. Mas enfim, são estas as contas do milagre.
Milagre que pode ficar já resolvido se não ganharmos o próximo jogo no Restelo contra o Rio Ave.

Saudações azuis

sábado, abril 10, 2010

No sul é ao contrário

Aprender com quem sabe não faz mal a ninguém, faz até bem. Por associação de ideias estava a ver aquela entrevista do Jardel do futsal, e a dita, (esclarecendo o nome de guerra), começava assim: - ‘Isso é uma longa história, eu sou adepto do Futebol Clube do Porto…”, entretanto adormeci em frente da consola (acontece-me agora com frequência!) e quando acordei estava a lembrar-me de outra entrevista, esta com Pinto da Costa e Judite de Sousa, onde fixei a fundamental sentença – ‘quem puxa pelos adeptos é a equipa e não o contrário’.
‘E daqui nos partimos por mares nunca dantes navegados…’ isto é outra história, para dizer que nos países do sul, de gente tristonha mas emotiva, é preciso primeiro animá-las com qualquer coisa para depois as incendiar. Fazer ao contrário não funciona.
‘Cesse pois tudo o que a musa antiga canta que outro valor mais alto se levanta…’, uma nova recaída nos ‘Lusíadas’, nada de grave, apenas para concluir – portanto, as campanhas de angariação de sócios podem (e devem) ser uma rotina, mas nunca esperar delas grande coisa enquanto o futebol, mola real de qualquer clube português, não chamar os adeptos ao estádio.
Aliás, o Vieira das Furnas, fartou-se de calcorrear, de pedinchar, de lançar kits (não confundir com very ligts) mas só conseguiu os seus intentos (encher a Luz) quando apresentou argumentos dentro do campo. O resto é conversa.
Esta lenga-lenga para rematar… ou o Belenenses vai directo ao assunto ou então… nunca mais temos um jogador de futsal com o nome de Matateu.

Saudações azuis

terça-feira, abril 06, 2010

O milagre da matemática

Se o futebol fosse uma ciência exacta (como a matemática) há muito que o Belenenses estava na segunda divisão. Mas como não é, vamos resistindo à custa de imponderáveis e milagres. Os imponderáveis são conhecidos, os milagres também, mas ainda há quem espere um último milagre, desta vez a cargo da matemática! Mas pronto, seja, porque não há-de a matemática interceder por nós?!
O problema é que não merecemos mais milagres. E a sensação que varre o Restelo é que nas últimas décadas pouco fizemos para fugir a tão nefasto destino. Medidas pontuais, empurrar os problemas com a barriga, uma época mais feliz que a outra, mas sem continuidade, enfim, uma série de ilusões.

Sobre futebol jogado, parece que não estivemos mal em Paços de Ferreira. Noutras circunstâncias um empate a zeros não seria um drama, mas agora, com a corda na garganta...
E começa a caça aos jogadores mais talentosos, o que é natural, ninguém gosta de jogar na Liga de Honra. Eu também não. Mas há quem não se importe, desde que haja muitas actividades no Restelo. Feitios.

Sobre a jornada, o Benfica de Jesus marca uma superioridade gritante! E começamos a perceber que tivemos um grande treinador. Treinador e não só. O responsável pelo êxito episódico, pelas contratações rentáveis, por tudo o que aconteceu e acabou por criar as tais ilusões.

Sobre o resto, duas notas apenas:

Faz pena ver o Carvalhal a ‘chorar-se’ pelo 'despedimento sem justa causa'. Se a choradeira continua quase que dou razão ao 'despedimento'. E só revejo a minha posição se ele conseguir desfeitear o Jorge Jesus na próxima jornada.

A segunda nota vai para a moda dos lançamentos da linha lateral com corrida de balanço. O lançamento efectuado nestas condições é sempre irregular embora os árbitros andem distraídos! É irregular porque no momento de soltar a bola das mãos o lançador nunca tem os dois pés fixos no terreno, tal como o regulamento exige. A ideia de simultaneidade também é uma falácia. É a própria dinâmica do movimento que a desmente, e para o provar basta visionar um lançamento destes em câmara lenta. Mas parece que o assunto não tem merecido a atenção de ninguém, nem, imagine-se, do grande paladino da verdade desportiva que dá pelo nome de Rui Santos!
Mas estou convencido que mais tarde ou mais cedo, face aos abusos e à proliferação destes lançamentos irregulares, as coisas vão voltar ao antigamente - ou seja, lançamento de linha lateral com o jogador parado, pés fixos no terreno no acto de lançamento, e com a bola a sair das suas mãos por cima da sua cabeça. Fora disto é a subversão das leis de jogo. E se querem subvertê-las assumam-no - transformem os lançamentos em pontapés de linha lateral. À semelhança dos pontapés de canto. Mas isso já é outro jogo e outro futebol. Batotas é que não.
Aguardemos.

Saudações azuis.