terça-feira, abril 13, 2010

A porta estreita

Depois do empate entre Vitória de Setúbal e Académica, o caminho estreitíssimo da salvação passa sempre por chegar à última jornada a três pontos dos setubalenses. Sendo assim, jogaríamos o tudo ou nada no Bonfim. Mas não chega - será preciso estarmos nessa altura em vantagem sobre o Leixões. E para tudo isto acontecer temos que ganhar os dois jogos em casa (Rio Ave e União de Leiria) pelo menos, e esperar que o Vitória de Setúbal não pontue nos próximos três jogos (Sporting e Marítimo fora, e Porto em casa) o que não é impossível. E do Leixões, actualmente com 21 pontos, o que podemos esperar?! Que perca em Braga e Olhão, pode ganhar à Académica em casa, mas vai ser difícil, e na última jornada recebe o Sporting, um jogo que os leões podem não facilitar.
Pode até acontecer que o Belém não perca o hábito de pontuar em Guimarães. Quem sabe?!E então tudo se tornaria mais fácil nesse hipotético jogo decisivo - Vitória de setúbal - Belenenses.
Como no cinema - sonhar é fácil.
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.Saudações azuis

segunda-feira, abril 12, 2010

Jornadas que faltam

FC Porto - V. Guimarães
Sporting - V. Setúbal
Nacional - U. Leiria
Sp. Braga - Leixões
Académica - Benfica
P. Ferreira - Naval
Belenenses - Rio Ave
Olhanense - Marítimo
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Benfica - Olhanense
Nacional - P. Ferreira
Leixões - Académica
V. Guimarães - Belenenses
Rio Ave - Marítimo
Naval - Sp. Braga
V. Setúbal - FC Porto
U. Leiria - Sporting
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FC Porto - Benfica
Sporting - Naval
Sp. Braga - P. Ferreira
Académica - Nacional
Marítimo - V. Setúbal
Rio Ave - V. Guimarães
Belenenses - U. Leiria
Olhanense - Leixões
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Benfica - Rio Ave
Nacional - Sp. Braga
Leixões - Sporting
V. Guimarães - Marítimo
P. Ferreira - Olhanense
Naval - Académica
V. Setúbal - Belenenses
U. Leiria - FC Porto
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Façam as vossas contas.
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Saudações azuis

Fazer contas

Cumpro esta tarefa como um dever, um dever de especial retribuição a quem adquiriu o hábito de visitar este site na esperança de saber algo de positivo sobre o Belenenses. Mas mais uma vez não temos boas notícias para dar. O empate na Madeira e contra o Marítimo, clube cujo equipamento verde rubro basta para me indispor, o empate, dizia eu, tem o sabor a derrota.
Só a vitória teria o efeito de reduzir o fosso (são já oito pontos, pelo menos) para a linha de água, e essa vitória até esteve perto de se concretizar, não fora a azelhice de Lima já nos segundos finais da partida.
Um jogo em que fizemos o mais difícil, estivemos a ganhar, mas não soubemos conservar a vantagem. No Belenenses é assim – quando o ataque marca mais do que é costume, a defesa (e o guarda-redes) encarregam-se de equilibrar as coisas e começam a dar brindes! O que se há-de fazer?! Nada, o calvário vai continuar e no próximo fim-de-semana haverá por certo mais novidades. Certo, certo, é que a quatro jornadas do fim e por mais contas que se façam só poderemos adicionar doze pontos aos dezasseis que temos agora. Isto no caso de ganharmos os quatro jogos que faltam (um sonho acordado!) o que perfaz a totalidade de 28 pontos. Vitória de Setúbal (24 pontos) e Académica (25 pontos) completam hoje a 26ª jornada e um deles ou ambos podem aproximar-se daquele tecto. O Olhanense fez 25 pontos e está portanto a três da salvação matemática, embora em igualdade pontual o Belém tivesse vantagem. Mas esperem aí, estou só a fazer de conta que os outros três aflitos (não vale a pena mencionar o Leixões) não ganham mais nada, o que convenhamos é quase um absurdo. Mas enfim, são estas as contas do milagre.
Milagre que pode ficar já resolvido se não ganharmos o próximo jogo no Restelo contra o Rio Ave.

Saudações azuis

sábado, abril 10, 2010

No sul é ao contrário

Aprender com quem sabe não faz mal a ninguém, faz até bem. Por associação de ideias estava a ver aquela entrevista do Jardel do futsal, e a dita, (esclarecendo o nome de guerra), começava assim: - ‘Isso é uma longa história, eu sou adepto do Futebol Clube do Porto…”, entretanto adormeci em frente da consola (acontece-me agora com frequência!) e quando acordei estava a lembrar-me de outra entrevista, esta com Pinto da Costa e Judite de Sousa, onde fixei a fundamental sentença – ‘quem puxa pelos adeptos é a equipa e não o contrário’.
‘E daqui nos partimos por mares nunca dantes navegados…’ isto é outra história, para dizer que nos países do sul, de gente tristonha mas emotiva, é preciso primeiro animá-las com qualquer coisa para depois as incendiar. Fazer ao contrário não funciona.
‘Cesse pois tudo o que a musa antiga canta que outro valor mais alto se levanta…’, uma nova recaída nos ‘Lusíadas’, nada de grave, apenas para concluir – portanto, as campanhas de angariação de sócios podem (e devem) ser uma rotina, mas nunca esperar delas grande coisa enquanto o futebol, mola real de qualquer clube português, não chamar os adeptos ao estádio.
Aliás, o Vieira das Furnas, fartou-se de calcorrear, de pedinchar, de lançar kits (não confundir com very ligts) mas só conseguiu os seus intentos (encher a Luz) quando apresentou argumentos dentro do campo. O resto é conversa.
Esta lenga-lenga para rematar… ou o Belenenses vai directo ao assunto ou então… nunca mais temos um jogador de futsal com o nome de Matateu.

Saudações azuis

terça-feira, abril 06, 2010

O milagre da matemática

Se o futebol fosse uma ciência exacta (como a matemática) há muito que o Belenenses estava na segunda divisão. Mas como não é, vamos resistindo à custa de imponderáveis e milagres. Os imponderáveis são conhecidos, os milagres também, mas ainda há quem espere um último milagre, desta vez a cargo da matemática! Mas pronto, seja, porque não há-de a matemática interceder por nós?!
O problema é que não merecemos mais milagres. E a sensação que varre o Restelo é que nas últimas décadas pouco fizemos para fugir a tão nefasto destino. Medidas pontuais, empurrar os problemas com a barriga, uma época mais feliz que a outra, mas sem continuidade, enfim, uma série de ilusões.

Sobre futebol jogado, parece que não estivemos mal em Paços de Ferreira. Noutras circunstâncias um empate a zeros não seria um drama, mas agora, com a corda na garganta...
E começa a caça aos jogadores mais talentosos, o que é natural, ninguém gosta de jogar na Liga de Honra. Eu também não. Mas há quem não se importe, desde que haja muitas actividades no Restelo. Feitios.

Sobre a jornada, o Benfica de Jesus marca uma superioridade gritante! E começamos a perceber que tivemos um grande treinador. Treinador e não só. O responsável pelo êxito episódico, pelas contratações rentáveis, por tudo o que aconteceu e acabou por criar as tais ilusões.

Sobre o resto, duas notas apenas:

Faz pena ver o Carvalhal a ‘chorar-se’ pelo 'despedimento sem justa causa'. Se a choradeira continua quase que dou razão ao 'despedimento'. E só revejo a minha posição se ele conseguir desfeitear o Jorge Jesus na próxima jornada.

A segunda nota vai para a moda dos lançamentos da linha lateral com corrida de balanço. O lançamento efectuado nestas condições é sempre irregular embora os árbitros andem distraídos! É irregular porque no momento de soltar a bola das mãos o lançador nunca tem os dois pés fixos no terreno, tal como o regulamento exige. A ideia de simultaneidade também é uma falácia. É a própria dinâmica do movimento que a desmente, e para o provar basta visionar um lançamento destes em câmara lenta. Mas parece que o assunto não tem merecido a atenção de ninguém, nem, imagine-se, do grande paladino da verdade desportiva que dá pelo nome de Rui Santos!
Mas estou convencido que mais tarde ou mais cedo, face aos abusos e à proliferação destes lançamentos irregulares, as coisas vão voltar ao antigamente - ou seja, lançamento de linha lateral com o jogador parado, pés fixos no terreno no acto de lançamento, e com a bola a sair das suas mãos por cima da sua cabeça. Fora disto é a subversão das leis de jogo. E se querem subvertê-las assumam-no - transformem os lançamentos em pontapés de linha lateral. À semelhança dos pontapés de canto. Mas isso já é outro jogo e outro futebol. Batotas é que não.
Aguardemos.

Saudações azuis.

terça-feira, março 30, 2010

Acho curioso…

Agora parece que ninguém votou nesta direcção!
Ao que consta, este elenco de sábios terá sido eleito por habitantes de Marte ou de algum planeta desconhecido!
Agora os escribas da comunicação social, que se dizem belenenses, e que sempre apostaram na ‘evolução na continuidade’, também já acham que a culpa pelos maus resultados é desta direcção! Mas apenas porque não soube escolher o treinador!
Como se a função directiva se pudesse dividir em parcelas, umas boas e outras más, para dar um resultado péssimo!
Não, caros consócios, não se deixem iludir (mais uma vez) pelo canto da sereia, o trabalho de uma direcção tem que ser olhado como um todo, e é por isso que a queda no abismo envolve o clube inteiro, e não apenas o futebol.
Eu sei que há muita gente no Restelo (os tais sócios do Restelo) que acham o contrário, e que pensam que o futebol é o futebol e que o resto é o resto. Para esses a descida de divisão não aquece nem arrefece, a sua vidinha dentro do clube vai continuar igual ou até melhorar. Quem sabe se não é agora que se vai cumprir aquela grande promessa eleitoral – ‘aproveitar cada centímetro do estádio do Restelo’! Agora, sem futebol de primeira, talvez se possa usar o campo principal para festivais de música ou para acampamentos de Verão! Ele há cabecinhas para tudo.
Cabecinhas que vão destruindo o que demorou muitos anos a construir. Cabecinhas que nunca vão perceber que (em Portugal) as modalidades que contam (as que trazem dividendos, televisão, publicidade, subsídios, etc.) estarão sempre na mão dos grandes clubes de futebol. Se for essa a respectiva vontade.

Mudando de assunto, também acho curioso que a comunicação social tenha vindo a disfarçar (e a branquear) a entrada perigosa de Carlos Martins sobre Mossoró. Eu vi o lance e sei que um tackle naquelas condições é sempre uma jogada que merece punição disciplinar. E as condições tal como as imagens documentam são as seguintes: - a entrada é feita a deslizar, o joelho esquerdo de Carlos Martins atinge primeiro o pé e a perna de Mossoró e só depois surge o desarme na bola com o pé direito. E mesmo que se defenda a simultaneidade de movimentos a entrada continua a ser perigosa, condenável, e punível disciplinarmente. Isto foi assim, não tem nada a ver com a questão da intencionalidade, que não houve, mas repito é uma entrada perigosa e faltosa.

E já que estamos a falar do Braga, ainda não tive oportunidade para comentar o silêncio e a indiferença (geral) perante o castigo imposto a Vandinho. Três meses, recordam-se, por tentativa de agressão ao adjunto de Jorge Jesus, tentativa essa que as imagens não esclarecem, embora as televisões continuem a exibi-las sempre que se toca no assunto. Será uma nova técnica de persuasão para confundir o pagode?!
E a coisa torna-se ainda mais curiosa após a decisão do Conselho de Justiça em reduzir as penas aos jogadores do FC Porto, Hulk e Sapunaru. Então e o Vandinho?! Mesmo tratando-se de tentativa de agressão a um agente desportivo, não será o castigo exagerado?! Ou desta vez pesou mais o interesse do FC Porto na corrida ao segundo lugar da Liga Sagres?! Ou querem que eu pense na Alice e no país das maravilhas?!

Saudações azuis

segunda-feira, março 29, 2010

Correu mal

As coisas não estão a correr bem. Tive de ir a correr para Lisboa (o problema da ponte) pois tinha as quotas atrasadas (o problema do pagamento das quotas) e porque o tempo não corria, nem havia maneira de chegar o cobrador, fui fazer tempo até aos pastéis de Belém. Desisti sequer de me aproximar. Grande negócio, uma bicha (fila para os mais sensíveis) impossível para os meus hábitos, mas pelos vistos possível para toda aquela gente. E volto a repetir, mas que grande negócio, na exacta medida em que o espaço é o mesmo, os pastéis são os mesmos, mas a multidão cá fora decuplicou! E pensei, como é que há dinheiro para sustentar esta massa humana! Como é que se sustenta o império de regresso à praia do Restelo, donde afinal partimos há mais de quinhentos anos, à busca de sustento! E tive outro pensamento, (que mais tarde comentei com um ilustre consócio) - tanta gente em Belém e tão pouca gente no Restelo!
Sem pastéis de Belém, contentei-me com um de cerveja (mais acessível) e fui até ao pavilhão ver o andebol. E aqui as coisas correram bem! Contra uma equipa mais alta e mais forte, dirigida pelo treinador que nos deu o último título na modalidade, a verdade é que o 'sete' de João Florêncio esteve brilhante. Comandou sempre o jogo, e na segunda parte, quando o poderio do Porto ameaçava passar para a frente no marcador, Florêncio reagiu muito bem e fez avançar a defesa, baralhando os azuis e brancos. Sem esquecer a formidável exibição do nosso guarda-redes, simplesmente intransponível! Vitória por 29-23, e um pequeno alento para o que se ía seguir.
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Mas correu mal. Em termos tácticos nem estivemos mal, e durante a primeira parte conseguimos até tapar os caminhos para a nossa baliza. Um golo de bola parada (em posição irregular) em resultado de uma falta completamente desnecessária, uma perdida para cada lado, uma grande defesa de Bruno Vale, e acabou assim a primeira parte.
No segundo tempo apareceu um Hulk mais amadurecido, menos individualista, e com espaço. E contra o Belenenses (mais uma vez) disparou um golo indefensável! O dois a zero acaba com as nossas veleidades e exibe as nossas fraquezas - fragilidades físicas nas jogadas divididas, pouco pulmão, pouca técnica, mas sobretudo pouca inteligência nas transições. Neste particular o médio Celestino arruinou algumas das possibilidades de contra ataque com perdas de bola inadmissíveis. Apesar de tudo continuámos a tentar o golo de honra, que seria merecido, enquanto o Porto, com Ruben Micael na batuta, ensaiava perigosos contra golpes. Num deles chegou ao teceiro golo por Falcão. E quase o quarto.
Há que levantar a cabeça e encarar os próximos jogos com determinação e esperança.
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Individualmente, gostei dos centrais (Mustafa e Marcos António) e não foi por ali que a coisa se desmanchou. Bruno Vale também cumpriu. Lima esforçado mas sempre muito individualista, Mano está muito preso de iniciativa, raramente avançou no terreno, e gostei francamente da entrada de André Almeida.
Do que não gostei foi dos indíces físicos da maioria dos jogadores.
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. Saudações azuis.