terça-feira, agosto 04, 2009

Todo o cuidado é pouco!

A comunicação social, criadagem dos clubes do estado, anda numa roda viva a ver se coloca os excedentários do Benfica! Com a corda na garganta, o clube da Luz precisa urgentemente de aliviar a folha salarial, e saem biscas, cenouras e anzóis, mas isto está mau para a pesca!
O perigo são os inocentes, os que esperam até à última pelas migalhas, e em desespero de causa aceitam tudo o que lhes impingem!
O que se disse do Benfica, vale para os outros dois, especialmente para o Porto, mais sabido e folgado, que não despreza uma boa oportunidade de negócio!
Daqui lanço um novo aviso à navegação: - não se precipitem, façam os negócios que entenderem, mas não comprometam o futuro. Repito, não comprometam as jóias da coroa em troca de um presente envenenado... de última hora.
As jóias são do Belenenses e quem as há-de negociar (e lucrar com isso), no futuro, terá que ser o Belenenses. Se não for assim, o melhor é fecharmos como clube de futebol.
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A propósito de fecharmos, passou incólume pela blogosfera azul uma entrevista de Jaime Pacheco ao Record. Antes de rumar às Arábias, Jaime Pacheco falou dos 'loteamentos do Restelo', que na sua óptica, impedem que o Belenenses retome a sua antiga grandeza!
Jaime Pacheco tem sido desconsiderado no Restelo, não conseguiu evitar a descida, mas não é cego! Curiosamente, vindo de fora, viu o que alguns de nós já viram há muito tempo - as tais 'quintinhas' e os tais interesses que se sobrepôem aos interesses do Belenenses, que sugam e minam, há um ror de anos, o que resta do corpo de um grande clube.
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E isto prende-se com outro tema - a mascote!
Quando o problema já é de identidade, então pouco há a fazer! Mas qual mascote?! O que é isso de mascote?! Temos que ter um animal como os outros?! É uma nova recaída em golfinhos?!
Tratem-se, mas abandonem o Belenenses. Não lhe façam (mais) mal.
Mascote (mascotte) é um galicismo, um estrangeirismo, como essa patetice do 'allez, allez'! O Belenenses não precisa disso. Temos o que os outros gostariam de ter - um emblema histórico, um símbolo histórico, escolhido pelos fundadores, que tem tudo a ver com a 'nossa terra', com a nossa gesta, com o antigo (e futuro) município de Belém, não precisamos de competir nessa área, nem com o leão inglês, nem com a águia napoleónica. Tão pouco com o dragão dos Bragança, esse sim, com alguma lógica, já que faz parte do emblema (brazão) da Invicta.
E sobre mascotes, estamos conversados.
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. Saudações azuis.

domingo, agosto 02, 2009

Belenenses vence em Setúbal (1-2)

Uma primeira parte fraca, com o Vitória por cima no jogo, Cândido a sentir dificuldades com a velocidade do extremo esquerdo sadino, Mano sem discernimento para jogar na posição de trinco, Celestino ausente do jogo e Zé Pedro intermitente. Valeu então a disponibilidade de Barge para dar um pouco de luta ao meio campo setubalense. O ataque estava entregue às (boas) iniciativas de Freddy e à generosidade de Yontcha. Era pouco, e só demos sinal de perigo já a primeira parte ía adiantada! Foi contra a corrente do jogo que chegámos ao golo por Yontcha, correspondendo da melhor maneira a um bom cruzamento de Freddy.
Pelo contrário, o Vitória dispôs de algumas oportunidades para marcar, e numa delas, só os bons reflexos de Assis evitaram o pior.
Em resumo, um fraco desempenho do meio campo azul, que criava dificuldades acrescidas aos centrais Devic e Diakité, a contas com adversários embalados em direcção à nossa baliza.

Na segunda parte, três alterações: - Mano foi para lateral direito, entrou Pelé para trinco e Diego cedeu a lateral esquerda a André Pires.
E tudo mudou para melhor – passámos a controlar o jogo, a claque setubalense calou-se, nunca mais se ouviram bocas desagradáveis do estilo – ‘devias era estar na Vitalis!’ – marcámos um segundo golo por Diakité e Yontcha ainda atirou uma bola à trave.
No último quarto de hora e fruto das várias substituições entretanto operadas, o Vitória assumiu o domínio do jogo e acabou por reduzir. Até ao fim, já em lusco-fusco, soubemos controlar o jogo e o resultado
Resumindo: um jogo treino proveitoso e uma vitória justa.

Análise individual:

Assis – esteve bem, saiu da baliza com coragem, e salvou um golo por instinto.
Cândido – as dificuldades do costume perante adversários velozes.
Devic – uma agradável surpresa, sóbrio e certeiro. Foi substituído por Arroz já perto do fim.
Diakité – algumas dificuldades na primeira parte, resolvidas 'in extremis'. Subiu de produção na segunda parte e cabeceou para o golo na marcação de um canto.
Diego – uma exibição regular durante a primeira parte. Tem bons pés, e pareceu-me capaz de fazer o lugar! A confirmar em próxima oportunidade.
Mano – não gostei de o ver jogar a trinco. Pouco clarividente. Subiu de rendimento na segunda parte quando ocupou a lateral direita.
Celestino – ausente na primeira parte, denotando pouca capacidade física. Reposicionou-se na segunda, recuando em apoio ao lateral esquerdo, e tornou-se útil. Marcou um canto de forma superior!
Barge – uma surpresa agradável, não tanto pelo que joga, mas porque está sempre em jogo. Corre quilómetros, é o tipo de jogador operário que faz falta a qualquer equipa.
Zé Pedro – com as qualidades e os defeitos que conhecemos. No meio de tanta juventude talvez se inspire, e consiga realizar uma época melhor que a anterior.
Freddy – uma grande exibição, sem desfalecimentos, do princípio ao fim do jogo, sempre perigoso. Uma certeza para esta época!
Yontcha – outra agradável surpresa! Corpulento, mas ao mesmo tempo ágil e veloz, marcou um golo, atirou uma bola à trave, e deu muito trabalho à defensiva setubalense. A sua saída coincidiu com o fim do nosso ascendente.
Pelé – entrou na segunda parte para ocupar o lugar de trinco que não tarda muito será seu! Um diamante! Não admira que andem atrás dele.
André Pires – precisa de jogar para ganhar confiança. Qualidade já sabemos que tem. Mas ainda precisa de crescer como jogador.
André Almeida – um jogador com futuro. Pouco tempo em campo. Veremos se consegue afirmar-se definitivamente esta época.
Igor – substituíu Yontcha mas terá de esperar por nova oportunidade para se mostrar. Teve pouca bola e está um bocadinho pesado.
Nº 20 – não me apercebi quem era! Foi postar-se sobre a direita e teve algumas iniciativas interessantes.

Saudações azuis.

sábado, agosto 01, 2009

Em Setúbal reticente…

Como disse, tenho dúvidas, filosóficas, socráticas, não de inglês técnico (que não tirei) mas tenho dúvidas… no meio campo! E não percebo a cirrose contra um tal Filipe Bastos, por ser lampião, percebo, mas no meio campo temos algum ‘armador’ pronto a pegar na batuta?!
Já afirmei que não conheço o Barge, nem o Ivan, especialmente este último, ao que parece lesionado (!), mas francamente não estou a ver, repito, o carregador de piano!
Digo isto sem pôr em causa a qualidade de alguns jovens (centro campistas) que lá temos. André Almeida por exemplo, talvez possa ‘explodir’ este ano. Ou mesmo o Celestino, que preciso de rever.
Mas não façamos confusões – Pelé e Gomez são jogadores defensivos; Freddy parece-me um jogador mais ofensivo. Os outros não estão prontos ainda.
O que não podemos esquecer (nunca) é que o ano passado não conseguimos colmatar a saída do Ruben Amorim!
Veio o Organista… e continuámos sem o tal jogador ‘box to box’, indispensável em qualquer equipa que não queira descer.
Claro que é mais fácil criticar a equipa a partir dos erros que dão nas vistas – erros centrais e do guarda-redes, ou falhanços de avançado centro. Mas isso não altera a realidade, nem altera um problema estrutural.
Ah, já sei, estavam lá o Silas e o Zé Pedro, dois jogadores adaptados à função, pena que nenhum deles, nem os dois juntos, consigam ‘armar’ uma equipa.
É indiscutível que são dois bons jogadores, mas parece-me que já disse isto – eram os chamados ‘avançados de ligação’, hoje em dia pouco utilizados nas equipas modernas. A não ser nas grandes equipas com plantéis de luxo.
Concluindo: mas será que o tal de Filipe Bastos vem resolver esta (possível) lacuna no plantel?!
Bem, se continuar a marcar (grandes) golos ao Júlio César, já não era mal empregue no Restelo! E pode ser que a Direcção azul, num rasgo de ‘big business’ (inglês técnico) consiga negociar uma percentagem do passe do jogador. Assim já era nosso também.

Saudações azuis.

sexta-feira, julho 31, 2009

O meu comentário

As perguntas sucedem-se e Jorge Costa vai respondendo sem complexos, inclusivé à questão mais óbvia - se haveria o risco do Olhanense ser considerado um satélite (equipa B) do FC Porto! Para uma pergunta óbvia, uma resposta óbvia - esse risco não existe porque já todos consideram que assim é!
Mas deixemos por agora as perguntas e as respostas para eu poder explicar porque transcrevi a citada entrevista, uma vez que ela está disponível no 'record on line' e ao alcance de todos os cibernautas?!
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Obviamente para defender a minha tese, que Jorge Costa tão explicitamente escancarou. Não apenas na questão dos empréstimos de jogadores, nos clubes satélites (que são quase todos), mas especialmente quanto ao futuro da modalidade em Portugal. Aqui, Jorge Costa foi claro e objectivo - no futuro todos estes clubes satélites tenderão a encolher, e muitos, ou desaparecem ou remetem-se a um estatuto semi-profissional. E deu o exemplo da rica e desenvolvida Bélgica, que ele conhece bem.
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Eu sei que o futuro a Deus pertence, mas para quem já viveu alguma coisa, o futuro está cada vez mais parecido com o passado! Eu já presenciei esse futuro - eram quatro clubes e o resto era paisagem. Clubes médios em Portugal, não existem. Tal como as pessoas, há ricos e pobres, mais nada.
A única diferença para o passado é o fenómeno das autonomias regionais. Vamos lá ver se duram, porque é um caminho de esperança.
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Portanto, como venho repetindo, ainda há espaço para o Belenenses, mas só na parte de cima da tabela, junto aos outros três. Na parte de baixo, o destino é... semi-profissional, trabalhar de dia e treinar à noite. Como antigamente.
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.Saudações azuis

'Empréstimos' por Jorge Costa

"Os leitores do Record Online aceitaram o desafio de colocarem as questões mais pertinentes a Jorge Costa, treinador do Olhanense. O antigo capitão do FC Porto respondeu a todas e até abordou o propalado tema do empréstimo de jogadores.
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Qual é a sua opinião relativamente ao empréstimo de jogadores a equipas do mesmo escalão, visto o Olhanense até ser dos mais beneficiados por esse facto?
Marcos Areias, Amora
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Respondo com a maior naturalidade e sinceridade possível às perguntas que me fazem e por isso digo: acho ótimo! Sou beneficiado, felizmente tenho o prazer e o privilégio de poder contar com bons jogadores, e se a época passada não tivesse usufruído desta mesma possibilidade se calhar hoje não estaríamos na liga principal.
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Não concorda que é um risco apostar em empréstimos de um grande número de jogadores jovens e sem muita experiência de 1.ª Liga? Ou, pelo contrário, acha que estes dão uma mais-valia a uma equipa pela sua vontade de afirmação no futebol?
Bruno Oliveira, Coimbra
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Já na época passada se colocou essa questão e o resultado final foi a subida de divisão. É verdade que tenho jogadores jovens, mas quase todos têm já alguma experiência nas seleções e são elementos que se querem afirmar. Prefiro ter jogadores jovens com vontade de se afirmarem e de crescerem, do que ter jogadores já com vícios.
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Com as dificuldades financeiras que os clubes atravessam, qual o futuro que se advinha para a Liga portuguesa ao nível da sua competitividade e transparência?
Ivo Ramos, Odivelas
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O nosso futebol vive acima das suas possibilidades. Talvez fosse útil seguirmos o exemplo da Bélgica, um país evoluído, que tem um campeonato mais fraco que o nosso, com 50% ou 60% das equipas do campeonato principal a serem semiprofissionais. Treinam-se à noite e trabalham durante o dia, com uma massa salarial muito mais baixa que a dos clubes portugueses. Importa repensar o futebol em Portugal e perceber que não temos possibilidades para ter tantas equipas profissionais.
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Quais as diferenças de um plantel para a 2.ª Liga e de um para a 1.ª Liga?
José Pedro Franco, Santo António dos Cavaleiros
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Quando chegamos ao campeonato principal as exigências são maiores. Procuramos ter jogadores de mais qualidade. O objetivo passa por ter um plantel equilibrado e com jogadores de qualidade, dentro das possibilidades do clube."
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. (transcrição, com a devida vénia)

quarta-feira, julho 29, 2009

No bom caminho

Segundo rezam as crónicas o novo Belenenses (ou Belenenses novo) pôs em sentido o europeu Nacional da Madeira! Com uma equipa recheada de jovens jogadores, alguns oriundos da cantera, os azuis correram, jogaram, e ganharam! E é este o bom caminho, construir (e se possível manter) uma equipa baseada na formação, equipa que traga esperança para o futuro e que encha de esperança as escolas do clube! Ficam a saber que um dia poderão chegar à equipa principal. Também é assim que se reconstrói a mística.

Naturalmente que para enfrentar a ‘globalização’ (outro nome do liberalismo selvagem!) não será este o modelo de organização mais adequado. Porque se fosse, mais clubes o adoptariam. Para sobreviver nesta selva não podemos descurar, nem menosprezar, nenhum dos meios ao nosso alcance. Essa é a regra do jogo.
Em concreto, ao mesmo tempo que apostamos e valorizamos os nossos jovens jogadores, devemos estar atentos à concorrência. E a nossa concorrência todos os dias se reforça com jogadores emprestados, jogadores de qualidade, excedentários de Benfica, Sporting e Porto. E sem gastar praticamente um tostão. O preço, como já referi vezes sem conta, é a dependência.
O Belenenses nunca aceitará emprestados nesses termos, e por isso é mais difícil o nosso percurso. Teremos que ser mais audazes e argutos. E trabalhar mais.
Sem fundamentalismos ultrapassados, para garantir o único fundamentalismo aceitável – a independência.

Saudações azuis


(Quatro notas curtas)

Cândido Costa é (e sempre foi) um ala direito que quando está em grande forma consegue ‘fazer’ (desenrascar) o lugar de defesa direito. Não é nem pode ser um jogador do meio campo pela seguinte ordem de razões: - não tem espontaneidade no passe, agarra-se muito à bola e perde-a com facilidade. Por isso nenhum dos treinadores que passaram pelo Restelo apostou nele para jogar no miolo;
Mano é um jogador polivalente que em termos defensivos pode resolver o problema na direita;
Pelé, para o bem e para o mal, poderá ser o grande trinco do Belenenses e do futebol português. Central, inclusive.
Marcelo foi bem vendido e JPO bem dispensado.
Depois de Setúbal veremos.

terça-feira, julho 28, 2009

O polvo em revista

Cá estou eu de novo com a fruta da época:

No Correio da Manhã – ligações perigosas entre as redes de prostituição e as claques de futebol. Segundo o jornal parece que um dos líderes dos ‘super dragões’ foi apanhado no Brasil a contratar brasileiras para o plantel dos bares de alterne, zona norte! Um caso típico de ‘olheiro’ que não faz discriminação sexual!

Também no Correio da Manhã – Madaíl apanhado em offshore desculpa-se com Cadilhe! A Federação joga na dona branca e lá se vai o nosso dinheirinho!

Na ‘Bola’ – visita guiada por MST aos ‘negócios estranhos’ do Benfica. Já tínhamos lido qualquer coisa sobre as dívidas do Benfica à Euroárea, mas não liguei. Porque as dívidas do Benfica quem as paga somos nós, seja através da banca nacionalizada, seja pela via autárquica. O que há de verdadeiramente original nestes negócios é a vaselina! Melhor dito, o tráfico de influências escarrapachado nos contratos como se fosse a coisa mais natural deste mundo!
Original, mas não surpreendente.

E termino com uma efeméride: - lembram-se dos assaltos na segunda circular que desembolsaram a CML em 30 milhões de euros a favor do casalinho verde encarnado (15 para cada lado)!
Lembram-se quando o Sampaio presidente da Câmara disse que durante 15 anos não se dava mais nada a nenhum dos dois! Lembram-se?!
Eu lembro-me, mas a CML já se esqueceu.

Saudações azuis