terça-feira, abril 07, 2009

"Grupo de adeptos reunido com jogadores"!

A gente lê e não acredita. Mas é verdade!
Segundo noticiam os jornais "um grupo de adeptos reuniu-se com os jogadores nas instalações do clube. Os adeptos chegaram ao Restelo enquanto decorria o treino e sentaram-se no banco de suplentes do campo principal com o objectivo de falar com os jogadores..."!!!
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Ora bem, das duas uma: - ou as recentes alterações estatutárias determinam que o Belenenses entrou definitivamente em auto-gestão, e eu não sabia, ou a Comissão de Gestão devia explicar aos sócios o que se está a passar. E ocorrem-me naturalmente uma série de perguntas muito simples:
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.Quem é este 'grupo de adeptos' e quem lhes deu representação?
.Quem os autorizou a entrar no campo principal durante um treino?
.Qualquer outro grupo de adeptos pode fazer o mesmo? E quando muito bem entenderem?
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É claro que tudo isto não passa de mais um episódio caricato, daqueles que já não surpreendem no Belenenses, mas revela o estado a que o Clube chegou! Está completamente a saque.
Mas basta de denegrir, olhemos a parte positiva da questão - se por hipótese ganharmos o próximo jogo está finalmente encontrada a solução para os nossos problemas. Uma conversa semanal dos jogadores com este (ou outro!) grupo de adeptos e é vitória garantida. Talvez possamos dispensar o treinador e restante staff técnico. Directores para o futebol idem. Poupava-se imenso dinheiro.
A seguir fechem o Clube.
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Saudações azuis

segunda-feira, abril 06, 2009

Catilinária

“Até quando abusarás tu (Delgado) da nossa paciência…”!
Assim se expressava Cícero testando os seus limites e eu estou na mesma. Poderia seguir por outro caminho, tentar dizer bem de alguma coisa, rebuscar qualquer ideia construtiva… mas logo desisto, não seria entendido, a começar por mim próprio!
Vamos então a isto:

O jornal “A Bola”, que recebo gentilmente todas as segundas-feiras, é a imagem do país e nesse aspecto não tem culpa nenhuma de ser reflexo em vez de reflectir! E não tem culpa nenhuma porque os seus autores se consideram inimputáveis e gostam de o ser! Dizem eles que seguem as audiências, são incuráveis portanto.
É assim que dizer mal do jornal ou dos seus directores é um acto gratuito sem consequências, um mero desabafo de consciência, tal qual o tribuno romano.
Tomemos como exemplo o aplauso de Delgado ao juiz Costa da Liga (há Costas por todo o lado!) pelo jogo de castigo imposto ao Lizandro Lopez.
‘Piscineros’ é o título do aplauso, e a partir daqui está lançada nova confusão no futebol português. É disto que ele vive, o futebol e os jornais que temos. Para além do precedente perigoso seria útil deixar uma pergunta no ar – se o ‘polémico’ lance tivesse ocorrido num jogo, ainda que televisionado, mas em que não houvesse ‘prejuizo’ para os clubes da segunda circular, alguém acredita que aconteceria alguma coisa?! Nem processo, quanto mais condenação.
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Encerrando este assunto e por uma questão de coerência, nunca é de mais repetir: - existem determinados lances que não podem ser analisados (e valorizados) em câmara lenta porque as imagens assim obtidas, ou não captam, ou distorcem os efeitos dos pequenos impactos, decisivos para desequilibrar um jogador lançado em velocidade. Nestes casos só a visão directa e a velocidade real servem para ajuizar da legalidade do contacto. No caso em apreço o árbitro estava defronte para o lance. Mais tarde disse que se enganou... convencido pelos 'olhos' da câmara lenta!!! Outro precedente perigosíssimo!
Nunca me esqueço do lance que envolveu Porta, derrubado por Reyes (com um pequeno encosto) no momento em que se preparava para rematar. Eu vi uma grande penalidade clara. A televisão pública pôs a câmara lenta e disse que não era nada.
E o juiz Costa nem sequer sabe quem é o Porta!

Saudações azuis

sábado, abril 04, 2009

Calvário

Sem desfalecimentos os homens da Cruz de Cristo percorrem o seu calvário mas não lhes está prometida qualquer Páscoa. A passagem destina-se apenas à segunda divisão ou Liga Vitalis.
É realmente triste o que nos está acontecer e nem preciso de ver o jogo para adivinhar o que se passou em campo! Pois se andamos nisto há meses! Jornada após jornada as cenas repetem-se sem novidade: - entra um sai outro, vem dar no mesmo. Acabamos sempre por sofrer golos e raramente marcamos.
Um amigo dizia-me há tempos: - o Belenenses não é como as outras equipas, quando cai nos últimos lugares já dali não sai. E é verdade. Há dentro do clube uma doença da vontade, uma falta de arreganho (não confundir com violência), um amorfismo congénito que prende os movimentos, que faz baixar a cabeça, e parece que os próprios jogadores que contratamos obedecem a esse perfil tristonho, vencidos antes do tempo! Raramente chega um ‘vencedor’ ao Restelo e quando chega é normalmente posto de lado para não destoar com os que lá estão. Somos um clube de submissos e pensamos que a submissão é outra coisa!
Por isso a análise a mais uma derrota pouco tem a ver com as características técnicas dos jogadores ou com a táctica do Jaime Pacheco. A doença é mais profunda e infelizmente nenhuma das candidaturas que se perfilam no horizonte traz o remédio que precisamos.
Para a história o Belenenses perdeu um a zero em Coimbra e ficam a faltar sete jornadas para o fim.

Saudações azuis.

terça-feira, março 31, 2009

Candidatos à terça!

Fez-se um longo intervalo, habitual no futebol português, mas continuam a faltar oito jornadas para o fim. E, por coincidência estatutária, vamos ter eleições em meados de Abril, portanto já bem próximas da recta final. Ou se quiserem, do veredicto final, a saber: - permanecemos na Sagres ou descemos à Vitalis?
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Pois bem, perante tal incerteza avançaram três candidaturas! Um número surpreendente se atendermos às circunstâncias, improvável em colectividades congéneres… mas no Belenenses já nada surpreende. Mas ainda bem que há candidatos e por isso não faço juízos sobre intenções, sobre a coragem, nem sobre o amor ao Clube. Os meus juízos baseiam-se nas respectivas declarações e na falta de novidade das mesmas. Senão vejamos: - desde o ‘solo sagrado’ em que não se pode tocar… à utilização de cada ‘centímetro quadrado’ do mesmo solo; desde o Belenenses mais ecléctico… ao Belenenses menos ecléctico; virado para as escolas ou virado para outra coisa qualquer… tudo isto espalhado em projectos infindáveis, eles próprios mais do que eclécticos, explicam a nossa clara e indiscutível decadência.
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Em vez de um programa de emergência, curto e incisivo, centrado no futebol, a reconhecer o atraso, a explicar o atraso, mas ao mesmo tempo a definir os passos que temos que dar para apanhar de novo o (nosso) comboio… perdemo-nos em sonhos irrealizáveis.
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E o meu maior receio, maior ainda do que cair na Liga Vitalis, é que o tipo de programas apresentados corresponda à mentalidade ‘ano zero’ de qualquer descoberta da pólvora, ao Belenenses sobe e desce… mas cheio de modalidades e de centímetros quadrados em vias de desenvolvimento.
E já agora, de museus!
E assim continuaremos a desaparecer...
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Querem ter mais sócios? Querem encher o estádio?
Ganhem no futebol.
E não é preciso entrar em loucuras, basta apostar tudo no futebol com gente que perceba de clubes de futebol.
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Saudações azuis.

segunda-feira, março 16, 2009

Misericórdia!

Para poder berrar à vontade encostei-me ao murete da lateral, aquele que dá para o rio, e aí fiquei como se não quisesse ver o jogo. Mas vi tudo, ou quase tudo, apenas falhei o segundo golo do Estrela porque (adivinhando o pior) resolvi fechar os olhos. Quando olhei a bola já estava no fundo das redes do estático Júlio César. Por falar em estático, está na hora de dar algum descanso a este ‘imperador’, um dos ídolos da massa associativa, mas que precisa urgentemente de aprender a sair-se aos cruzamentos. Melhor dito, a sair da baliza. E o experiente guarda-redes do Estrela talvez lhe possa dar umas lições.
A talhe de foice deixo uma pergunta aos indefectíveis: - Será possível sermos a defesa mais batida do campeonato e continuarmos a elogiar o respectivo guarda-redes?! Como se estivesse isento de responsabilidades nos golos sofridos?!
E arrisco outra pergunta: - Porque será que o renovado quarteto defensivo (já sem os famigerados ‘pernas de pau’) continua a encaixar uma média de dois golos por jogo?!
Infelizmente o decorrer da partida revelou outros
equívocos:
O primeiro equívoco é Marcelo. Sem querer ser injusto para ninguém, o tipo de jogo directo que Pacheco tenta (em vão) implementar não se coaduna com as características deste jogador. Nestas circunstâncias jogamos com um jogador a menos.
O segundo equívoco é o próprio sistema de jogo directo de Pacheco, que a partir de meados da segunda parte se transformou em paranóia absoluta! Dou um exemplo: abdicando completamente do futebol apoiado, e obedecendo certamente a instruções recebidas, Ávalos por três ou quatro vezes deu-lhe para disparar desde a nossa defensiva uma série de bolas tensas a meia altura que eram fácil e rápidamente transformadas em perigosos contra ataques pelo Estrela da Amadora! E para culminar a série de desenganos Jaime Pacheco conseguiu com as substituições perder o meio campo e o domínio do jogo quando mais precisava dele! Foi assim que no último quarto de hora estivemos sempre mais perto de sofrer o terceiro golo do que marcar aquele que nos daria a vitória!
Como venho repetindo, a tarefa está cada vez mais difícil, e o jogo de hoje era decisivo. Como são todos, aliás.

Saudações azuis.

sábado, março 14, 2009

Indigestões

Depois de muito mastigar a ‘Comissão de Gestão’ que dirige o Belenenses confessou finalmente aquilo que já sabíamos – Fernando Sequeira não é o reponsável pela situação a que chegámos!
Esta verdade, dita assim, deve ter provocado uma verdadeira indigestão naquelas alminhas que têm vindo a diabolizar o ex-presidente, conveniente bode expiatório para que tudo fique na mesma!
Tudo o quê?! - hão de perguntar as alminhas!
Eu não lhes respondo.
Porém, se nem tudo foram rosas, a Comissão de Gestão continua a confundir rosas com espinhos! E torce a realidade a ver se nos confunde! Diz ela, pela boca do responsável para a área financeira: - “… o plantel era muito extenso (33 jogadores), os encargos mensais demasiado avultados e a constituição do plantel foi feita usando técnicas inadequadas – contratos de três anos, com remunerações crescentes por cada época…” e mais à frente, quando justifica a necessidade do empréstimo, contraído na gerência de Fernando Sequeira, admite que o plantel estava reduzido a 10 jogadores com contrato!
É caso para dizer, preso por ter cão e preso por não ter!
Pois se querem saber a minha opinião, Fernando Sequeira fez (no capítulo das contratações) aquilo que há muito não se fazia no Belenenses, a saber: - segurar contratualmente jogadores jovens, jogadores com margem de progressão, a ver se deixamos de ser otários e barrigas de aluguer. Com a tal política ‘inadequada’ de contratações talvez um dia possamos receber dinheiro (que se veja) com a venda dos nossos craques. Vá lá que o China não veio emprestado porque senão também não o conseguiam vender.
Claro que os astrólogos do restelo hão-de dizer que no ‘contentor’ não vinha ninguém com futuro! Pode até ser verdade, mas que eram jogadores jovens, isso eram. E se vão ter futuro ou não, veremos. Não se esqueçam que na indústria do futebol (como em qualquer ramo de negócio) é preciso arriscar, pois quem não arrisca…
Uma coisa temos como certa – há muito que no Belenenses não existem dirigentes que tenham ‘subido’ por se terem destacado no futebol do clube. E lá vem outra vez a história da galinha e do ovo.
Hoje deu-me para isto!

Saudações azuis.

segunda-feira, março 09, 2009

Por uma questão de delicadeza…

Escrevo esta página pela consideração que me merecem os fiéis visitantes deste espaço, alguns deles, fervorosos belenenses espalhados pelo mundo e que esperam de cada crónica um sinal de esperança, o volte face que nos ponha ao abrigo da segunda divisão.
Mas não é fácil transmitir o alento que me vai faltando.
Desta vez, não tanto por Guimarães, mas pelas prestações da concorrência - com o Rio Ave quase conquistando os três pontos, com o Estrela a fazer valer os seus ‘pernas de pau’ brasileiros, com o Marcelinho da Naval a confirmar créditos frente ao Benfica, com o Trofense a vender cara a derrota em Coimbra, e logo à noite, teremos provávelmente a notícia de permanecermos em último… mas sem companhia!
Por muito que gritem ou digam – Casemiro Mior não faria pior!
E nem me venham outra vez com o Sequeira (que os arruaceiros obrigaram a fugir) porque só os ineptos é que passam a vida a queixar-se (e a lembrar-se) do passado. Chega de Sequeira, e sabem porquê?! Porque com Fernando Sequeira também não estaríamos pior.
A matemática não mente: - a diferença de golos, 19 marcados e 35 sofridos, em 21 jogos, é sinal de descida. Não tem a ver com o plantel, nem com o nome dos defesas, terá alguma coisa a ver com sistemas de treino, mas tem fundamentalmente a ver com auto-estima, ambição, abnegação, e outras condições que os sócios do restelo se recusam a admitir. O clube está doente e tal como está ninguém lhe pode valer.
Na última crónica falei em milagre e é disso que se trata.
Pode ser que os outros nos ‘ajudem’ perdendo mais vezes do que nós. Não foi assim que nos safámos num passado recente?

Saudações azuis