quarta-feira, março 04, 2009

As verdades que doem…

Não é por ter sido Silas a dizê-lo que a verdade deixa de ser verdade.
Há quanto tempo não venho dizendo o mesmo! Há quanto tempo está explicado (e mais que explicado) que o Belenenses tem que se centrar apenas e só no futebol se quiser concorrer, já não digo com Sporting ou Benfica, mas com a Naval ou o Estrela da Amadora!
Quem é que não consegue perceber que neste momento o rugby (sem tirar mérito ao que se faz no rugby) ocupa espaço, desvia recursos e faz concorrência ao próprio futebol dentro do clube! Quem é que não entendeu que o mesmo acontece com as modalidades de pavilhão, verdadeiro luxo num momento em que não se vislumbram soluções para debelar a crise financeira com que nos debatemos!
Repito, os clubes que connosco disputam a permanência na primeira Liga, não se dispersam em outras actividades, são fundamentalmente clubes que se dedicam ao futebol, e por não terem o nosso estatuto ( e este tema daria pano para mangas) podem dever dinheiro, podem atrasar-se no pagamento aos jogadores, e podem também dar-se ao desplante de funcionarem como autênticos satélites dos três clubes do estado. Por isso o Silvestre Varela desiquilibra as contas (quero dizer os pontos) no Estrela da Amadora, por isso o Coentrão e outros que tais, fazem o mesmo nos clubes onde estão a rodar. Eles sabem que as boas exibições podem valer o almejado bilhete de regresso.
E nós?! O que temos?!
- Jogadores em fim de carreira, algumas contratações baratuchas - verdadeiras cartas fechadas que nem tempo têm para se adaptar – e um ou outro emprestado do exterior que mal mete um golo quer retornar ao clube de origem!
E toca a recomeçar do zero!
É isto que queremos?

Uma última nota: deixem o Pacheco sossegado; deixem os jogadores sossegados; pode ser que aconteça um milagre.

Saudações azuis.

segunda-feira, março 02, 2009

Como é possível?!...

Depois de uma derrota daquelas, atendendo às circunstâncias em que ocorreu, com o Belenenses a decair para a segunda divisão… quem é que tem estômago para ir ver o andebol, o rugby ou seja o que for!!!
Eu sei que as outras actividades/modalidades do Clube não têm culpa nenhuma, mas já não aguento este destino decadente e ridículo. Já não posso ouvir falar sequer em modalidades, quanto mais vibrar com os seus êxitos. Que por muito grandes que sejam não conseguem travar a agonia do Clube de Futebol “Os Belenenses”. É como se estivesse junto ao leito de um moribundo e me viessem dizer que afinal vai morrer saudável!

Sobre o jogo o que há para comentar?!
Um falhanço (pontapé na atmosfera) de Marcelo a abrir e logo de seguida perdemos a iniciativa do jogo para a Naval; que recuperava as segundas bolas e ensaiou um primeiro remate de aviso; perante a passividade geral, tentou de novo, teve espaço e tempo para rematar (e recargar) para o golo! De nada nos serviu alinharmos com dois trincos à frente da defesa porque havia ali um enorme buraco no meio campo defensivo.
Reagimos com dificuldade, saíu um dos centrais, entrou Wender, que conseguiu restabelecer o empate antes do intervalo. Reacendiam-se esperanças.
Mas na segunda parte fomos perdendo o gaz – o truque dos lançamentos longos (e pelo ar) para Wender não podia resultar. Os defesas da Naval são altos e não dão abébias. Pelo chão sim, e tinhamos Vinicius em dia sim, mas seguimos o guião errado.
E no fim aconteceu o pior: - entrou Simplício, um desses jovens promissores que os grandes emprestam aos pequenos (e que o nosso estatuto não permite aceitar), houve uma hesitação, uma bola perdida, Simplício remata com força, Júlio César sacode (mal) a bola para a frente e Gilmar (outro recém entrado), como uma seta, antecipa-se a Ávalos e faz o segundo golo da Naval. Já corria o tempo de compensação.
.
Desolados, com o olhar perdido, lembrámo-nos do cenário que rodeou a nossa primeira descida de divisão – também havia uma Comissão de Gestão, também mudámos de treinador (várias vezes), também houve uma assembleia (antes do desastre final) e ninguém quis nessa altura candidatar-se a tomar conta do Clube.
Deus queira que sejam só coincidências.

Não vou fazer análises individuais exaustivas, não vale a pena, mas é de justiça salientar alguns jogadores que exibiram níveis técnicos e de confiança aceitáveis: - Wender pelo golo que marcou; Vinicius pela velocidade que impôs e perigo que criou; Diakité quando recuou para central; Carciano que substituíu a contento um desinspirado Mano; Tininho sempre em jogo; e Silas a revelar melhoria de forma.

Saudações azuis.

terça-feira, fevereiro 24, 2009

Leixões – Belenenses (2-2)

‘Temos equipa para sair desta situação…’!
Pois temos, o pior é que a empatar não saímos. Os outros, que connosco dividem os últimos lugares, de vez em quando ganham! E quando ganham somam três pontos, o equivalente a três empates… dos nossos.
A situação é esta e não outra.
Sobre os factos de Matosinhos constatámos o que já sabíamos: a equipa rebenta físicamente e recua, as compensações defensivas desaparecem e o adversário, chame-se Leixões ou Real Massamá, tem tendência a apoderar-se do meio campo. E a partir daí vai pressionando pelas alas até ser feliz!
Pela nossa parte passamos então a depender do contra ataque e nestas circunstâncias dispomos de dois ou três lances para resolvermos o assunto. Se falhamos… empatamos ou perdemos.
Falemos agora da nova dupla de centrais, sem Carciano:
- Ora bem, encaixámos dois golos e pela frieza dos números, parece que não melhorámos. O que não quer dizer que Zarabi se tenha exibido mal. Revelou até rapidez e raça na disputa dos lances prometendo ser um bom central. E ainda bem, porque nem quero imaginar o que se teria dito de Carciano se o rapaz tem cometido o deslize fatal no primeiro golo do Leixões. E mesmo no segundo, perguntariam: - onde estava o Carciano no cabeceamento do Zé Manel?!
Bem, mas adiante, o futuro é que interessa e nós só teremos futuro se ganharmos quatro dos seis jogos que haveremos de disputar em casa. E o primeiro é já contra a Naval.

Saudações azuis.

quarta-feira, fevereiro 18, 2009

A pressão encarnada

Compulso o jornal ‘Record’ e retiro o seguinte apontamento:

‘As cinco piores notas da temporada’

Elmano Santos…. Belenenses –Benfica 2,5
Pedro Henriques..Benfica – Nacional 2,3
Paulo Baptista…..Benfica – Braga 2,3
Paulo Costa………Porto – Braga 2,3
Pedro Proença……Porto – Benfica 2,4

E vale tudo para pressionar os árbitros – por exemplo, no caso de Pedro Proença, o espertalhão do observador baixou a nota porque Proença não marcou uma grande penalidade cometida sobre Lucho Gonzalez! E assim fez figura de isento ignorando o ‘coro mediático’ que pedia a cabeça de Lizandro Lopez!
Mas quanto aos ‘media’ estamos conversados. São verdes e encarnados, e nunca despem a camisola.
E a comprová-lo termino com uma curiosidade estatistica igualmente veiculada pelo jornal ‘Record’: - quem apita no Dragão é quase sempre o mais penalizado pela crítica dos ‘media’. Elmano Santos que o diga a propósito do recente Porto - Rio Ave.

Saudações azuis.

terça-feira, fevereiro 17, 2009

Carolina (Morgado)

O apelido é salgado
mas se falarmos de apitos
a cor é verde-encarnado!

Então não querem lá ver que o tribunal da relação arrasou com doces (fruta) e salgados! A testemunha afinal não é credível! E a procuradora morgado que tinha tanta fé na santinha!... Está o mundo às avessas, já não se pode confiar em ninguém.
Mas se a morgado quisesse podia testemunhar que a pressão sobre os árbitros tende sempre a aumentar. A causa é lugar comum – só há lugar para um nessa liga milionária.
Procuradora ao trabalho: - não investigue o Benfica, o Sporting também não, esqueça o coro mediático, e afine a pontaria, que o culpado é o dragão.
Os pequenos são pequenos, perdem assim a razão, e a receita da crise, não podendo ser leão, terá de ser passarão.
Deus queira que não.

Saudações azuis.

segunda-feira, fevereiro 16, 2009

Episódios tristes

Assisti sem querer a mais uma arruaça dentro do Estádio do Restelo e independentemente dos juizos que se possam fazer sobre o assunto a gravidade da mesma é indesmentível.
Ora bem, goste-se ou não se goste, Jorge Coroado é o presidente da assembleia geral do Clube de Futebol Os “Belenenses” e não é admissível que o representante dos sócios do Belenenses tenha de ser escoltado pela polícia para entrar e sair das instalações do Restelo!
O episódio conta-se em poucas linhas: com alguma falta de bom senso, Coroado entrou no estádio acompanhado por duas pessoas que envergavam cachecóis do Sporting e tanto bastou para ser invectivado e ameaçado físicamente, sendo obrigado a retirar-se (junto com os acompanhantes) debaixo de escolta!
A partir daqui os porteiros proibiram o acesso à zona dos sócios a quem envergasse qualquer traje ou marca identificativa com o clube de Alvalade.
E penso que foi correcta a decisão e deve transformar-se em directiva para o futuro. Mas esta minha opinião não retira uma virgula à gravidade do que sucedeu.
Tanto mais que pouco depois foi facultada a entrada ao jogador Sá Pinto, de cachecol verde ao pescoço, mas desta vez ‘autorizado’ e protegido por um elemento da Fúria Azul!!!
Afinal parece que tenho razão, quem manda no Restelo não são os órgãos sociais que elegemos, mas um conjunto de pessoas que se acham com mais direitos que os outros.
Enquanto isto suceder a desertificação de sócios vai continuar e será cada vez mais difícil encontrar alguém que se preste a pegar no Clube para o elevar ao lugar que merece.

Saudações azuis.

domingo, fevereiro 15, 2009

Crónica indigesta

Perdemos bem mas custa perder naquelas condições contra o Sporting. Ainda custa mais ouvir a choraminguice do Paulo Bento a queixar-se de um fora de jogo que mesmo visto à lupa deixa dúvidas! Um mau exemplo desportivo de quem deveria conhecer as regras – na dúvida, favorece-se o avançado. E foi o que o fiscal de linha e o árbitro fizeram.
Mas quem também não conhece as regras do fora do jogo é o nosso Cândido! Sem a serenidade e a concentração requeridas pôe em jogo de uma assentada dois jogadores leoninos e um deles – um conhecido ‘rato’ dos foras de jogo, de seu nome Postiga. Que não perdoou. Estava feito o segundo golo e o resultado.
Na primeira parte optámos por uma estratégia que poderia ter funcionado mas não funcionou. Pois para funcionar exigia-se muito mais do Silas e principalmente do José Pedro, e eles ficaram aquém. Zé Pedro não acertou com os espaços de marcação, andou perdido entre o meio campo e a defesa; o Silas, nas poucas oportunidades de contra ataque, afunilou-se e nunca conseguiu rematar ou libertar o Saulo para o remate.
Mas ao intervalo o zero a zero era ainda promissor. Pacheco tirou um dos três centrais, lançou um avançado (Marcelo) e o jogo alterou-se. Começámos então a dar réplica e chegámos naturalmente ao golo. E nos primeiros vinte minutos da segunda parte podíamos ter sentenciado a partida… se a recarga de Diakité não fosse ao lado.
Paulo Bento foi obrigado a ir à procura do prejuizo e fez entrar dois pontas de lança. Um deles, Postiga, deu a volta ao jogo perante a impotência do flanco direito da nossa defensiva. Ai, aquele primeiro golo… Cândido sentado a dar um toque favorável ao avançado, este a centrar tenso para a entrada de Vukcevic. Com culpas também para o nosso guarda-redes que não conseguiu interceptar o cruzamento.
Feito este golo, veio outro de seguida, o tal que teve a ‘colaboração táctica’ de Cândido Costa.
À saída, dizia-me um sócio que Jaime Pacheco deveria ter reagido ás substituições de Paulo Bento fazendo entrar um trinco para reforçar a zona defensiva, pois era daí que partiam os passes mortais para os dois avançados recém entrados. Estou de acordo, mas já é tarde. Talvez fosse de recuar o Mano para lateral direito e colocar em campo alguém com pés para lançar o contra ataque. O problema é que continuamos sem um centro campista (a sério) desde o início da época. E sem capacidade de passe… as equipas com menos trunfos dificilmente marcam golos nestes confrontos.
E atenção, está-se a fazer tarde. Precisamos de vitórias como de pão para a boca.

Saudações azuis.