terça-feira, fevereiro 10, 2009

Paços de Ferreira 1 – Belenenses 1

Por junto vi o último quarto de hora da primeira parte e assisti hoje à repetição da segunda parte. E fiquei com a seguinte sensação:
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Independentemente da velha questão Carciano, sim ou não, notei algum défice de retenção da linha média, em especial nas bolas reflectidas pela nossa defensiva e que encontravam invariávelmente camisolas amarelas!
Sei que não era fácil domesticar o jogo naquele batatal, mas se o Paços conseguia trocar a bola de forma envolvente, nós também tinhamos obrigação de fazer o mesmo. Ou não?!
Talvez estivéssemos muito recuados no terreno, com medo de não haver pernas para as investidas de Cristiano e Edson!...
Talvez estivéssemos em inferioridade numérica naquela zona do campo por mérito do adversário, que soube multiplicar-se criando assim desequilibrios!...
Assunto para o treinador Jaime Pacheco resolver. Pela minha parte vou dar notas àquilo que vi:

Júlio César – boa exibição, saídas temerárias com os punhos, sem culpas no golo.
Cândido Costa – muito empenho em todos os lances, cometeu algumas faltas em zona perigosa. É um jogador adaptado e que sofre muito sempre que defronta flanqueadores rápidos.
Àvalos – aguardemos por mais uns jogos e logo saberemos com que Àvalos podemos contar.
Carciano – é sempre muito difícil analisar a prestação de Carciano! Falhou no golo, falhou um golo, fartou-se de dobrar os laterais, mormente Cândido Costa, chutou parafusos, despachou aqui, atrasou-se ali… mas é um jogador que está em todas e é só... o mais rápido da nossa defesa. Por isso Jaime Pacheco não o substitui. Embora em minha opinião o seu lugar não seja aquele.
Se calhar uma dupla Àvalos-Diakité obrigaria a jogarmos muito recuados. E nós precisamos de avançar no terreno, para pressionar o adversário e ganhar. Os empates não servem os nossos objectivos.
Tininho – é disto que precisamos no lado direito da nossa defesa. Um corte providencial! Grande jogatana!
Diakité – vê-se pouco, mas o que faz é bem feito. Porém, a falta de jogo na frente também responsabiliza os médios.
Mano – viu-se muito, melhor a destruir do que a construir, lutou bravamente quase sempre em desvantagem numérica.
Silas – num terreno pesado e irregular conseguiu transportar muito jogo para a frente. Pena que não tenha marcado mesmo ao fim. Parece em boa condição física.
Zé Pedro – defendeu menos que o habitual mas mostrou-se esclarecido do meio campo para a frente. Ainda não foi desta que a sua meia distância funcionou. Um bom centro para o golo de Saulo.
Saulo – mais um golo confirmando qualidades. Tem que jogar.
Marcelo – esforçado e lutador mas a revelar alguma impotência. Na parte que vi (2/3 do jogo) nunca esteve perto de marcar! Não gostei e precisamos de uma alternativa que não temos.
Vinicius – trouxe alguma vivacidade mas nestes campos tem que procurar jogar simples, sem complicar.
Gomez – regressou quando o jogo estava a acabar e as equipas conformadas com o empate. Nada a registar.
Roncatto – um ou dois lances apenas, não dá para ajuizar.
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.Marcaram: Saulo pelo Belenenses; Cristiano pelo Paços de Ferreira;
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Saudações azuis.

segunda-feira, fevereiro 09, 2009

Futebol crescente

Já há muito que não víamos o Belenenses tão bem posicionado nos escalões da formação, nomeadamente nos juniores, pois seguem em primeiro no respectivo grupo, à frente dos nossos rivais Benfica e Sporting! Resultado de algum trabalho que não começou ontem e que pelos vistos dá frutos!
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Frutos que nem sempre temos sabido (ou podido) rentabilizar, seja na equipa principal (com as honrosas excepções de Rolando e Ruben Amorim), seja no mercado através de um justo preço pelas transferências.
As causas serão várias mas andam todas ligadas à desorientação estratégica que por sua vez terá origem na permanente instabilidade interna. Que se reflecte na fragilidade das Direcções, incapazes de unir e mobilizar o Clube em torno de um projecto ganhador.
Ao contrário, pode dizer-se que caímos naquela situação perigosa onde meia dúzia de iluminados se acham portadores da ‘alma belenense’, sem perceberem que com as suas atitudes acabam por afastar tudo e todos.
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E depois temos 66 pessoas na Assembleia Geral!
E pior do que isso – que se acham com legitimidade para mudarem os Estatutos (e os destinos) do Clube de Futebol “Os Belenenses”!
Está na lei… e depois vem a velha justificação – ‘se não querem assim, levantem-se do sofá e apareçam’!
O que até pode ser verdade mas não acrescenta nada à felicidade (nem à saúde) do Belenenses. Por isso talvez seja de reflectir um pouco não nos Estatutos mas na escassez de associados e nas verdadeiras razões de tamanho desinteresse.

E volto ao futebol de formação que apesar do bom desempenho, parece que luta com falta de campos para jogar e treinar! Falta de condições que já atinge a equipa principal, obrigada a trabalhar longe do Restelo!
Se por um lado, a descentralização pode levar as camisolas azuis até à periferia da cidade, onde vivem os sócios, seria lógico que isso acontecesse em resultado de uma política e não em caso de força maior!
E vem a pergunta recorrente: chegámos a esta situação porquê?!

Saudações azuis.

sábado, fevereiro 07, 2009

Assembleísmos…

Meia centena de um lado, meia centena do outro, se formos pelo número a diferença entre o conselho geral e os ‘assembleístas permanentes’ é pouca, mas ainda assim prefiro o conselho geral. Em primeiro lugar estão identificados, sabemos quem são; e em segundo lugar têm alguma experiência de governação pois já desempenharam cargos relevantes no Clube.

Aliás venho denunciando este ‘assembleísmo permanente’, turbulento e destruidor, como fórmula errada e ultrapassada de resolver aqueles problemas societários que poderiam e deveriam competir às Direcções eleitas. Não é evidentemente o caso da revisão dos Estatutos mas ainda assim haveria que respeitar algumas regras na condução e participação nos trabalhos.
Explico:

Os projectos de estatutos têm evidentemente uma coerência, um esqueleto, uma unidade, e nesse sentido devem ser votados na generalidade, e sobre o mais votado recairá então uma análise e correcção na especialidade. Mas nesta correcção, e pelo simples voto de uns quantos, não se podem eliminar disposições que alterem ou destruam a lógica do que inicialmente foi apresentado.

Nestas condições, quem pretenda agora ‘apagar’ o Conselho Geral, amputando às cegas este projecto de Estatutos, deveria ter-se lembrado de apresentar outro projecto, definindo aí claramente que tipo de órgãos sociais pretende para o Clube.
Coisa diferente, e essa legítima, será acrescentar ou diminuir competências neste ou naquele órgão social.

E termino com algumas considerações sobre o Conselho Geral, não o actual, que muitos recriminam e responsabilizam pela decadência do clube, mas sobre o órgão consultivo enquanto tal:

De facto, não me parece que diabolizar o conselho geral seja bom remédio para as nossas feridas, nem uma justificação para o lugar a que chegámos. Trata-se de um organismo de último recurso, como existe noutras colectividades, que de certa maneira representa o caminho percorrido, e por isso nele têm assento por inerência, muitos dos que elegemos ao longo dos últimos anos. E não é sem alguma ironia que recordo que alguns dos que neste momento o acusam de ser ‘coito de inimigos’ são os mesmos que lhes deram o direito à inerência!!!
Quem quer ser prior de uma freguesia destas?!

Saudações azuis.

quinta-feira, fevereiro 05, 2009

Debater o Belenenses

SIMPÓSIO DO BELENENSES
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Um debate de ideias para falar do Belenenses e sentir o Belenenses, com a participação de associados. Um dia de reflexão, com cinco grandes temas em análise e outros tantos oradores (intervenção de 15 minutos) e moderadores (1h 15m de discussão).
.Data: 7 de Fevereiro
.Local: Centro Cultural Casapiano (Rua dos Jerónimos, n.º 7 – A)
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Programa
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.9.15 - Início dos trabalhos, com abertura a cargo da Comissão de Gestão
.9.30 – 1º tema: Projecto de Organização Desportiva – prof. Fonseca e Costa
.9.45 – Debate (moderado por Diogo Bonifácio)
.11.00 – Intervalo para café
.11.30 – 2.º tema: Património – Paulo Trindade
.11.45 – Debate (moderado por José Caiado)
.13.00 – Almoço
.14.30 – 3.º tema: Futebol (que modelo de gestão) – prof. Jorge Castelo
.14.45 – Debate (moderado por Hélio Nascimento)
.16.00 – 4.º tema: Modalidades – Frederico Almeida
.16.15 – Debate (moderado por Vítor Enes)
.17.30 – Intervalo para café
.18.00 – 5.º tema: Sócios e adeptos (ser belenense) – Luís Silva
.18.15 – Debate (moderado por Pedro Sousa).
.19.30 – Conclusões e Encerramento a cargo de Pedro Sousa
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.As inscrições, abertas a todos os sócios, podem ser feitas através do Departamento de Relações Públicas:- Email: comunicacaoimagem@hotmail.com - Telefax: 213 017 882-
.Pessoalmente, no citado departamento (Edifício do Complexo das Piscinas do Belenenses)

terça-feira, fevereiro 03, 2009

Pois, tenho dúvidas…

Escrever em cima do acontecimento tem os seus riscos mas a verdade é que tenho dúvidas:

Tenho dúvidas e gostava de pedir um aclaramento à FIFA sobre qual é o significado actual da expressão ‘goal-average’, quando escrita num regulamento de uma competição oficial de futebol organizada por um dos seus associados. Neste caso a Liga que depende da Federação Portuguesa de Futebol.

Muito embora o seu Presidente tenha adiantado qual seria a interpretação dos Conselheiros sobre a expressão ‘goal-average’ – no mesmo sentido que a comissão executiva da Liga lhe deu – a verdade (ou a minha dúvida) é que o Conselho de Justiça não se pronunciou sobre a questão de fundo, o que mantém em aberto o problema interpretativo para futuros casos.
Sendo assim, e se por qualquer motivo a expressão em causa e que consta do regulamento da Taça da Liga, vier a ser alterada ou sofrer qualquer aclaramento interpretativo, não tenho dúvidas que as nossas pretensões ganhariam algum alento.

Para finalizar e face ao indeferimento do ‘pedido’ por razões meramente formais, fico também com algumas dúvidas sobre a capacidade dos nossos serviços jurídicos.

Saudações azuis

segunda-feira, fevereiro 02, 2009

Belenenses 1 – Porto 3

As minhas crónicas são aquilo que são, provavelmente não reproduzem a verdade absoluta, nem ela está ao alcance dos mortais, dizem apenas aquilo que entendo ser a realidade, a minha opinião particular sobre o que vejo e sinto. Por isso, quando o Belenenses sofreu o primeiro golo fiquei em silêncio e senti que haveria alguma injustiça no resultado especialmente porque depois de um início hesitante tínhamos equilibrado a contenda, e inclusive criado um ou dois lances perigosos. Lembro-me, por exemplo, de uma bola dividida junto à área de Helton na sequência de um cruzamento do Tininho que poderia ter dado em golo…
Mas é um facto que a equipa foi inicialmente mal escalada: - não podíamos ter tanta gente que já não corre nem recupera defensivamente e isso, perante a rápida movimentação atacante do Porto, desposicionava completamente a nossa defensiva, para além dos méritos próprios do adversário – Hulk irresistível perante Carciano e Cândido Costa sem velocidade para acompanhar Rodriguez. Portanto, a cada ataque belenense poderia corresponder um rápido contra ataque dos forasteiros, bola metida num dos flancos seguida de cruzamento para a nossa grande área onde os jogadores do Porto apareciam em superioridade numérica! Resultado: - dois golos de rajada e seriam mais não fora Jaime Pacheco corrigir de imediato a situação – saiu Wender, incapaz de fazer o vai e vem, e saiu Cândido Costa passando Mano para o seu lugar. Entraram Àvalos que foi jogar no miolo (tentando e conseguindo travar as transições portistas) e Saulo que trouxe velocidade e força ao ataque azul. A partir daqui tudo se alterou, continuámos a ripostar de igual para igual mas agora sem os riscos de sermos surpreendidos na defesa. E conseguimos reduzir antes do intervalo!
Na segunda parte tivemos mais posse de bola e fomos para cima do Porto à procura da igualdade. Porém, o desgaste de algumas das nossas peças essenciais, a falta de remate de meia distância (onde está o remate de Zé Pedro?!) e a grande capacidade defensiva do Porto impediram que concretizássemos os nossos objectivos. E foi (de novo) com algum sabor a injustiça que já perto do fim sofremos um terceiro golo em lance bem executado por Lucho Gonzalez.
O jogo terminaria logo a seguir.

Análise individual:

Júlio César - esteve seguro mas tem que rever o seu jogo de pés.
Cândido Costa – sabe-se que não tem especiais aptidões defensivas embora disfarce essas insuficiências com espírito de luta. Para adversários fortes isso não chega.
Arroz – exibição razoável a partir do momento em que se produziram as substituições. Já sabe que no futebol português é proibido tentar driblar os avançados contrários. Tentou uma vez na segunda parte e ía comprometendo a sua actuação. Registe-se que continua a ser perigoso nas bolas paradas na área adversária.
Carciano – muito inseguro durante a primeira parte, foi várias vezes ultrapassado por Hulk (para satisfação das teses de alguns associados!) mas acabou por se recompor e mostrar a sua utilidade em alguns lances de aperto. É caso para dizer, se houvesse lá melhor Pacheco não o punha a jogar. Na minha modesta opinião, trata-se de um jogador polivalente que devemos aproveitar e uma coisa é certa, pese a campanha contra os ‘pernas de pau’ o homem mantém uma saúde psicológica invejável!
Tininho – o melhor jogador do Belenenses neste jogo, finalmente um lateral que assegura as transições, foi por ele que começámos a contrariar os planos do FC Porto que ameaçava vir ‘passear’ ao Restelo.
Mano – melhor a lateral que a trinco, outra grande exibição, especialmente na segunda parte!
Diakité – alguns problemas de posicionamento defensivo no primeiro tempo, beneficiou também das alterações e fez uma exibição em crescendo revelando inteligência e destreza no passe. Não está ainda em grande forma física. Deixaram o homem casar…
Silas – um jogo equilibrado de Silas errando menos passes que o costume e mostrando claramente que fala a mesma linguagem futebolística que os craques do Porto.
Zé Pedro – o melhor jogo de Zé Pedro neste campeonato! Mais ágil, mais forte psicologicamente, mais consequente, faltou-lhe apenas a oportunidade de um remate letal de meia distância. Até nos livres que bateu, melhorou! Perdeu apenas (e inglóriamente) um cruzamento (com o pé direito) num contra ataque prometedor. Mas a sua exibição surpreendeu-me!
Marcelo – uma exibição esforçada, sozinho entre as torres portuenses, conseguiu ainda assim tabelar algum jogo. Não teve oportunidades para disparar mas atrapalhou Rolando no lance do golo.
Wender – já não tem pernas para fazer o trabalho que lhe distribuem. Pode ser aproveitado em tarefas menos exigentes.
Àvalos – em boa hora lançado na equipa, um pouco pesado é certo, mas a sua experiencia ajudou a equipa a serenar, a rectificar marcações e a fonte atacante adversária ressentiu-se e passou a ter mais dificuldades em sair a jogar. Veremos se ainda tem velocidade de pernas para ser o patrão da defesa.
Saulo - excelente entrada em jogo baralhando o defesa esquerdo do Porto, foi seu o remate que deu o golo, e continuou a incomodar na segunda parte. Uma boa exibição.
Roncatto – para colmatar o cansaço de Marcelo e quiçá aumentar o nosso fraco poder de fogo, Jaime Pacheco apostou em Roncatto. Mas este jogador que tem boa técnica e sabe cobrir a bola não é um ‘guerreiro’ para se bater nas alturas nem tem a argúcia do matador. De posse da bola tentou furar em drible contra três ou quatro adversários em jogadas condenadas ao insucesso. Uma substituição falhada.

Saudações azuis.

quarta-feira, janeiro 28, 2009

À volta dos Estatutos

Sobre este importante assunto não me atrevo a sentenciar para além de alguns princípios e generalidades. E os grandes princípios a que devem obedecer os Estatutos do Clube de Futebol “Os Belenenses”, são os seguintes:

Os estatutos, quaisquer estatutos associativos, ganham em ser sucintos e claros. Cingindo-se naturalmente ao quadro legal vigente não devem espraiar-se em muitos artigos, recusando sempre a tentação de regular tudo e mais alguma coisa. Lembro nesse sentido, que as constituições políticas mais duradouras, são as de menor articulado e não as outras.

Depois deve ficar claro que o futebol é a razão de ser do clube, como o nome indica e porque assim quiseram os respectivos fundadores.
Naturalmente que o clube é dos sócios, mas de todos os sócios, e se ‘hoje a vigília é nossa’ cabe-nos a responsabilidade de transmitir um Belenenses mais forte aos vindouros.

Neste ponto chamo a atenção para os riscos de considerarmos como sócios os simples utentes de alguns dos equipamentos que disponibilizamos, e posso dar o exemplo das piscinas, mas também podia referir outras situações. Estamos a falar de utentes/praticantes que são na sua maioria sócios dos nossos rivais no que toca ao futebol e pode acontecer que um dia por ‘conveniência de serviço’ venham a votar a subalternização (ou extinção) do nosso futebol.

Em sentido contrário os estatutos também devem impedir que o Clube fique refém de um pequeno núcleo de pessoas, a quem já apelidei de ‘sócios do Restelo’, grandes responsáveis pela decadência do Clube, pois são eles que elegem e são eleitos, da mesma forma que destituem e são destituídos, ao sabor de interesses que pouco têm a ver com os interesses do Belenenses.
Como a actual situação do Clube amplamente demonstra.

Para obstar a tudo isto, deverá haver o cuidado em não afastar ainda mais quem vive longe concedendo-lhe a oportunidade de ‘votar por correspondência’ ou por outra forma que se entenda legítima.

Com esta questão relaciona-se a antiguidade e o seu peso nos votos eleitorais. Vamos por partes: em primeiro lugar já escrevi sobre como se deveria adquirir a ‘antiguidade’ – através da carreira contributiva que se obtém somando todos os meses (seguidos ou alternados) de quotas pagas. Nesse postal afirmei (e reafirmo mais uma vez) que a ‘ininterruptabilidade’ do pagamento de quotas não é um dogma mas é, infelizmente, um desincentivo ao regresso de antigos sócios.

Quanto ao número de votos atribuído a cada sócio penso que o leque deve ser reduzido e a proposta da actual Comissão de Revisão parece-me aceitável – um voto por cada dez anos, num máximo de cinco. Que corresponderia a cinquenta anos de carreira associativa. E não, repito, a cinquenta anos de pagamento ininterrupto de quotas.
Se querem premiar o ‘sócio ininterrupto’ ofereçam-lhe um emblema com um ‘I’ maiúsculo!

E o essencial está dito, concordando obviamente com o alargamento dos mandatos para três anos.

Saudações azuis.