quarta-feira, abril 16, 2008

Certezas e previsões

Começo com as certezas, Rolando e Amorim já eram. Esta Direcção não tinha alternativa e penso que terá defendido os interesses do Belenenses. Se negociou 'bem' uma futura venda para o mercado exterior, tanto melhor! Outras contrapartidas, veremos.
Lições a tirar? A ver se não caímos nos mesmos erros do passado e conseguimos 'prender' com mais força os jovens da cantera, por exemplo, o Mano, e não só. E a ver se um dia deixo de ouvir a conversa das - 'pernas cortadas'!
Previsões: sobre o 'caso Meyong' estou convencido que será decidido na semana em que formos defrontar o Benfica. É apenas uma previsão.
A outra previsão diz respeito à previsível falência do Boavista! Não acredito. Em Portugal só vai à falência quem não for do sistema, leia-se regime, que é a mesmíssima coisa.
E nós, belenenses, de que regime é que somos?! Pergunta complexa, não é para responder, é para pensar.
E um aparte, que não é certeza nem previsão: O recém eleito presidente da Académica diz que vai construir um estádio novo em Coimbra! Crise! Qual crise!
Saudações azuis.

sábado, abril 12, 2008

Vitória na Reboleira

O Belenenses venceu esta tarde o Estrela da Amadora por 2-0, com os golos a serem marcados por Rolando e Zé Pedro, um em cada parte. Tratou-se de uma vitória categórica que nos enche a todos de alegria.
Por não ter ido à Reboleira é me impossível fazer a habitual crónica, recorro portanto às impressões do meu companheiro de regatas (SPM) que esteve lá, e me disse o seguinte: Marcámos cedo numa jogada estudada, defensivamente fortes, fomos muito eficazes e matámos o jogo aos 52 minutos com um golo do Zé Pedro, a passe de Rafael Bastos. A curiosidade maior foi saber que tal se tinha portado o substituto de Silas! O rapaz parece que jogou bem, mas a falta de rodagem, de ritmo competitivo, impede que tenhamos substitutos que entrem e cumpram os noventa minutos a cem por cento. Falta uma prova intercalar ( de reservas) onde possamos rodar estes jogadores. O exemplo é Amaral, bem mais solto e entrosado, segundo soube também.
E hoje não existem 'críticas' ao treinador azul que afinal... foi profeta na sua terra!
Saudações azuis.

terça-feira, abril 08, 2008

Lavandaria nacional

Começo com uma adivinha – qual é coisa qual é ela que usa detergente verde rubro, cheira a papel de jornal e limpa a seco qualquer nódoa que possa sujar o bom nome dos clubes da segunda circular?! Não faz mal se não adivinharam. Vem isto a propósito da notícia do jornal Record, notícia de primeira página, em toda a sua largura, e com letras garrafais: “Rui Costa inocente”! E eu perguntei aos meus botões – mas inocente de quê?! Sabemos que alguns dirigentes do Benfica digeriram mal o empate no Bessa; sabemos também que houve desaguizados no túnel que dá acesso aos balneários; e a própria televisão deu conta que um dos mais inconformados era precisamente Rui Costa; portanto, nada mais natural que o capitão benfiquista estivesse envolvido nos acontecimentos cuja gravidade não sabemos qual foi, a não ser que o sucedido venha a constar de algum relatório oficial. Até aqui tudo normal.
O que não é normal é esta preocupação doentia de retirar logo do centro das responsabilidades o nome de Rui Costa, como se pertencesse a uma casta (ou a um conjunto de interesses) acima de qualquer suspeita! Mal ‘acomparado’ faz-me lembrar a impossibilidade que parece existir no nosso país que os deputados, pelo facto de serem deputados, ou ministros, não possam ser acusados de pedofilia ou suspeitos de algum crime! Triste terra, inferior e subserviente, incapaz de fazer justiça com igual peso e medida, quer se trate de gente vulgar ou de alguém com poder.
Rui Costa é provávelmente o menos culpado nesta história, história onde nem sequer existem ainda culpados ou inocentes.

Adjunto oferece-se

Ofereço os meus préstimos para comentar e corrigir, no dia seguinte, as graves deficiências que ocorrem quando nos encontramos em vantagem no marcador, especialmente durante a segunda parte. Pede-se sigilo, uma poltrona razoável, e um razoável aparato técnico que me mantenha on-line.
Junto oferta de uma análise grátis.

Começo pela actuação do trio de arbitragem de forma a afastar os habituais fantasmas:
1. O primeiro golo do Belenenses, o primeiro de Weldon neste jogo, é irregular embora o movimento de recolocação tentado por um defesa do Leixões possa ter enganado o fiscal de linha. O facto da bola ter vindo de um adversário, em segundo ricochete, não altera o espírito da lei, que inviabiliza nestes casos, o aproveitamento de uma vantagem posicional ilícita.
2. Ainda na primeira parte, Hugo Alcântara toca a bola com o braço dentro da área, uma infantilidade, e ficou uma penalidade por marcar a favor do Leixões.
3. No final da segunda parte e com o Belenenses a ganhar pela vantagem mínima, o árbitro equivocou-se e assinala um penalty a favor do Leixões quando na realidade o que se tratou foi de uma normal disputa de bola pelo ar, em que existe contacto, mas em que Cândido Costa ganha posição e ganha o lance de cabeça. O árbitro terá decidido compensar o Leixões pela penalidade não assinalada na primeira parte, pois se tivesse dúvidas, e o lance era no mínimo duvidoso, deveria ter favorecido o réu, ou seja, quem defende.
4. A última grande penalidade, assinalada já em tempo de compensação, também não existiu. Com efeito, visionando a repetição do lance verifica-se que nem Júlio César nem o outro jogador do Belenenses que acorre ao lance, tocam no avançado do Leixões que entretanto simula a falta. Mas aqui seria difícil ao árbitro não marcar porque numa primeira análise parece haver contacto e é um lance típico para penalty.
5. Por fim ressalve-se que o encontro foi disputado quase sempre debaixo de chuva intensa, com o terreno pesado e propício ao choque, dificultando assim a actuação do trio de arbitragem.

Quanto ao jogo propriamente dito a minha análise será mais contida:
Uma primeira parte excelente, uma equipa personalizada, a chegar à vantagem com naturalidade, a desperdiçar ocasiões para aumentar o score, e pode dizer-se que Jorge Jesus conseguia mais uma vez surpreender o adversário.
Para o segundo tempo, a perder por uma bola, o Leixões fez entrar Paulo Machado para o meio campo, e a seguir Diogo Valente para a ala esquerda, mas seria o primeiro que se evidenciaria, começando então um verdadeiro torneio de tiro ao alvo! O alvo era Júlio César, e a baliza azul.
O Belenenses, no entanto, foi mantendo, e bem, a sua linha de jogo, controlando, com maior ou menor dificuldade, o ascendente dos donos da casa, e conseguiu inclusivamente chegar ao segundo golo, novamente por Weldon!
Mas Jesus estava nervoso e resolveu mexer na equipa: sai Amaral, que fez um bom jogo, e entra Cândido Costa para o seu lugar. Não contente, substitui Roncatto por Rafael Bastos, numa aparente tentativa de refrescar o meio campo ofensivo, e por fim, aos oitenta minutos, retira Silas, o nosso melhor jogador de campo (e que não vai poder jogar na Amadora), e faz entrar Evandro Paulista. Parecia a repetição do jogo contra o Porto. Se estávamos a recuar, ainda recuámos mais, o jogo ficou partido, mas sem vantagens para o nosso lado. E nunca ninguém se lembrou de fazer entrar um médio defensivo que se opusesse aos disparos consecutivos de Paulo Machado! Que marcou o golo do Leixões (um míssil indefensável) e está na origem do segundo penalty!
E sobre o jogo é tudo, faltando apenas realçar que Júlio César defendeu as duas grandes penalidades garantindo assim a vitória do Belenenses no estádio do Mar!
Resultado final: Leixões 1 – Belenenses 2.

sexta-feira, abril 04, 2008

Abriu a caça!

A outra hipótese são as barracas da feira com tirinhos às gasosas, lembram-se! É o que me fazem lembrar esta caterva de jornalistas, adidos aos clubes do estado, (vá lá, vocês sabem que nestas artes o Benfica é campeão), quais formiguinhas trabalhadeiras que vão fazendo o carreiro dos respectivos interesses. No auge está a ‘encomenda’ de Ruben Amorim para o Benfica, ao que parece atrapalhada pelo Porto, para desespero dos media encarnados! E então é vê-los, diariamente, a fazerem conjecturas, a darem palpites, sugerindo que o melhor que o Belenenses tem a fazer é negociar o mais depressa possível com a águia, baixando o preço, para não corrermos o risco do rapaz aceitar a nossa proposta!
Bem, neste assunto, espero que a recém eleita Direcção azul esteja à altura das circunstâncias, que não desvalorize o Ruben Amorim a troco de um prato de lentilhas, porque ele é, a par de Rolando, o mais valioso activo do clube – veio da formação, apostámos nele quando ele não valia nada, e além disso, é um jogador que actua numa zona onde é muito difícil arranjar um substituto capaz. Sei do que escrevo, quando se trata de construtores de jogo, os grandes clubes compram tudo o que há no mercado, e se não os utilizam, fazem o possível para que ninguém mais os utilize, cumprindo assim uma regra de ouro da concorrência negativa!
Por isso também, e a ser transferido, preferia que fosse transferido para um clube estrangeiro. Se ficar por cá, e dentro da mesma lógica, o Porto é sempre melhor destino que o Benfica – porque é doutra cidade e não se fortaleceria tanto com a ida do Ruben.
No entanto, e aconteça o que acontecer, precisamos de estar muito atentos aos poucos jogadores ainda livres que sabem carregar com o piano, que sabem passar a bola… e que não estão sempre no estaleiro.
Saudações azuis.

quarta-feira, abril 02, 2008

Replay

Li e recomendo a leitura que Freitas Lobo faz hoje no jornal “A Bola” sobre as incidências técnico-tácticas do jogo que realizámos no Domingo. Trata-se de uma análise curiosa que tenta explicar as dificuldades que sentimos na segunda parte, especialmente para sairmos a jogar depois de recuperarmos a bola defensivamente. Segundo o conceituado comentador, essas dificuldades não se prendem só com este jogo, mas com uma pecha enraizada e que tem a ver com a demora ‘ a sair da zona escura’ por parte dos recuperadores azuis, que assim comprometem toda a transição ofensiva.
Mas há mais e aí entram as minhas crónicas – Jesus é um emérito treinador, ninguém melhor do que ele prepara as equipas durante a semana, e por isso consegue frequentemente surpreender o treinador adversário! O pior é quando este reage e se reage a propósito. Jesualdo percebeu ao fim de quarenta e cinco minutos que tinha que arranjar alguém para desbloquear a estratégia de Jesus, que sacrificou Roncatto para tapar Paulo Assunção, fonte do jogo atacante portista. E assim surgiu Meireles recuado para resolver o problema. A partir daí Jesus nunca mais se entendeu. É certo que lhe falta qualidade de passe a meio campo, é certo que o Porto acelerou começando a dar menos espaço, e tempo, quer a Ruben quer a Gabriel Gomez para se libertarem da bola, para retirarem a iniciativa ao adversário, mas por isso mesmo havia que reagir não enfraquecendo o núcleo central da equipa. Verdade que subimos no terreno, estabilizando um pouco o jogo, mas nas substituições teria sido preferível reforçar o meio campo esticando depois até ao fim (e doesse a quem doesse) o equilíbrio que ainda se mantinha.
Freitas Lobo não é treinador, não corre esses riscos, eu tão pouco, (já vi foi muitos jogos), e estes comentários (inofensivos) são comentários de bancada, mas que temos um problema com as segundas partes (leia-se ‘rigidez táctica’) isso não há dúvida que temos.
Saudações azuis.

terça-feira, abril 01, 2008

Nova Direcção

Será uma Direcção nova?! Esperemos que sim e aproveitamos a oportunidade para desejar ao Presidente Fernando Sequeira, e a todos os que o acompanham, as maiores felicidades no desempenho de uma tarefa sempre difícil.
Fernando Sequeira não disse muito até agora, assume uma transição inesperada, tem pouco tempo à sua frente para mostrar obra, mas pode evidentemente abrir caminhos e traçar rumos que necessáriamente clarifiquem a pergunta inicial. Pela nossa parte o contributo a dar consiste num conjunto de propostas e considerações que temos vindo a divulgar neste espaço, e que acreditamos serem em prol do Belenenses.
Sem pretender ser exaustivo destaco os seguintes pontos:

O futebol é a razão de ser do Clube e por causa dele todos os sacrifícios se justificam; e quando falamos de futebol estamos a pensar no primeiro lugar… da primeira liga; se não puder ser hoje terá que ser amanhã; e quando falamos de sacrifícios significa que se for preciso acabar com todas as modalidades para que o futebol sobreviva, acabam-se as modalidades; incluindo nas modalidades as excrescências que se mantêm viçosas enquanto o futebol vai decaindo!

Mas não chegam os sacrifícios, temos que encarar a realidade na sua dupla vertente: por um lado estamos em Portugal, onde como se sabe vigora a batota e a corrupção; por outro, vivemos numa conjuntura globalizante, cada vez mais redutora, onde só vingam uns quantos protegidos pelo Estado e pelos seus tentáculos mais conhecidos. Os media, que por sua vez amplificam até à exaustão o sistema em vigor, terão de ser denunciados e corrigidos. Pelo menos a comunicação social pública que é paga com os impostos de todos os portugueses. Desaconselham-se portanto meios-termos e meias tintas.

Para enfrentar o handicap em que nos constituímos, ou seja, para recuperar o estatuto perdido, será necessário firmeza e não ter medo de estar de mal com quem nos empurra para baixo, de forma consciente ou não. Pensamos, e já o exprimimos, que o Belenenses está vocacionado para liderar um movimento de regeneração do futebol português afastando-se rápidamente da política que vem seguindo e que se resume: ou fazer-se de vítima, ou tentar passar pelos intervalos da chuva! Esta postura não serve os interesses do Clube nem está de acordo com a respectiva ‘certidão de nascimento’.

Relembre-se entretanto que o Belenenses dispõe de um invejável património que infelizmente tem vindo a desvalorizar transformando um espaço onde devia reinar a qualidade numa sucessão de abarracamentos! Está na hora de enfrentarmos esta questão, calejados e instruídos com as lições do passado.

Sabemos hoje que nem o Bingo, nem as piscinas, nem as bombas de gazolina, resolveram o nosso problema e também temos obrigação de saber porquê! Porque foram projectos aleatórios e que serviram objectivos distintos do objectivo sagrado, a saber – recolocar o Belenenses na rota do título. Por isso, o complexo desportivo que se antevê também de nada servirá se não estiver subordinado àquele objectivo. Mas também por isso há que discuti-lo, de forma serena, e nestas condições nada melhor do que recuperar o ponto de partida, um plano aprovado em 1999 em Assembleia-Geral e que permanece na gaveta.
Descobri-o aqui.

Por fim, pede-se estabilidade, pois nenhuma empresa (ou organização) consegue progredir se estiver sempre a mudar de gerência e por consequência de gerentes e de política. Neste sentido, a revisão estatutária é uma tarefa essencial de forma a garantir melhores condições na gestão do Clube, procurando ao mesmo tempo assegurar outro equilíbrio (e outra justiça) entre os direitos e deveres dos associados.
Saudações azuis.