segunda-feira, maio 14, 2007

Impressões de Sábado

Sábado no Restelo, ameno convívio no ‘Villas’, a conversar sobre o Belenenses, pois claro. Mais tarde, oportunidade para adquirir o jornal do Clube que traz uma importante entrevista com Cabral Ferreira, e para já, uma agradável surpresa – respondendo à pergunta sobre uma eventual campanha para a recuperação e angariação de sócios, Cabral Ferreira sustenta, que na próxima revisão dos estatutos, irá propor a alteração da contagem da antiguidade associativa no sentido que temos vindo a defender no Belém Integral.
Trata-se de consagrar a ‘carreira associativa’, como o grande princípio que deve reger nesta matéria, substituindo assim a actual contagem, toda ela erguida á volta da interrupção contributiva. Estou convencido que este sistema, para além de injusto, é o responsável pelo não regresso de muitos antigos associados.
Não se esgota obviamente aqui o conteúdo da entrevista e a ela voltaremos em próximo postal.

Seguiu-se o jogo contra o Marítimo, desta vez com a novidade da companhia de dois simpáticos e fervorosos belenenses de Santiago de Cacém, pai e filho, e juntos vibrámos (e sofremos) com as peripécias de um desafio em que tínhamos que ganhar para manter a ambição do quarto posto. As notícias do Bessa nunca foram animadoras, o Braga colocou-se desde cedo em vantagem, e acabou por ganhar, portanto, os golos de Garcês e Dady, este de penalty, não chegaram para resolver de vez o assunto. Fica tudo em suspenso até Alvalade.
Em termos técnicos, a equipa esteve menos sólida em termos defensivos, o problema do trinco não foi bem resolvido, apanhámos alguns sustos, o que quer dizer que o Marítimo podia ter marcado. Valeu o regressado Marco Aurélio que conseguiu evitar o golo dos forasteiros ainda na primeira parte.
Mas não podemos reclamar, porque este ano, esta equipa faz aquilo que já não estávamos habituados – jogue melhor ou pior, ganha, e para recuperar o estatuto perdido, nós precisamos de ganhar.
Em termos individuais e socorrendo-me da opinião de um amigo, voto no Dady. Boa movimentação, poder físico, excelente recepção de bola, remate eficaz, evoluiu muito no jogo de cabeça, enfim, está a tornar-se um senhor jogador! O outro candidato a melhor em campo era Rolando. Noutro plano, Fernando também agradou e pareceu-me que Diurdevich regressou em boa forma!
Saudações azuis.

quinta-feira, maio 10, 2007

Começaram as promoções

As promoções ou os saldos como lhe queiram chamar, abriram esta semana. Assim sendo, nos diversos ‘jornais desportivos’ que temos, os habituais jornalistas ligados ao import-export, andam numa roda-viva a vender todos os jogadores que o Benfica precisa de vender…ou comprar! O Nuno Gomes, ainda convalescente e já com trinta anos, tem mercado em Itália! Por outro lado, o Miccoli talvez fique de borla porque é benfiquista desde pequenino. O Moretto é esperado com ansiedade no hemisfério sul!
Há empresários na Indonésia de olho no banco dos encarnados. Enfim, não há mãos a medir. Com tantos negócios em perspectiva não se percebe bem a crise permanente que se vive para os lados da Luz!
Com efeito, soube-se hoje pelos jornais não desportivos, que a EPUL adiantou umas massas ao Benfica na perspectiva de negócios a realizar no futuro!!! E sempre são perto de dez milhões de euros.
Pus-me logo a imaginar – que jeito que dava ao Belenenses um negócio destes…
No próximo postal escreverei sobre os grandes negócios do Sporting com a Câmara de Lisboa! Ainda são os restos daquele interminável interface do metro. Pelo andar da carruagem, tudo leva a crer que o Sporting, afinal, tinha ali uma herdade com milhares de hectares. E ninguém dava por isso!
Saudações azuis.

segunda-feira, maio 07, 2007

Farto de Taça…

Ainda não recebi a taça e já começo a ficar farto da conversa da Taça! Taça para aqui, taça para ali, a taça é que é, não é preciso ganhar a taça, o feito é ir ao Jamor, por causa da sardinhada, vamos comprar bilhetes para perdermos com o Sporting…e festejar a seguir! Estou farto deste discurso menor, quase infantil, e para onde quer que me vire, só vejo sorrisos sem ambição, estamos contentes com tudo o que fizemos, as nossas metas foram alcançadas – ir à final da Taça!
Ando farto de dizer que a Taça não pode fazer parte dos objectivos de nenhum clube português, incluindo os chamados clubes do estado, porque se trata de uma prova completamente aleatória, que depende fundamentalmente de um sorteio, que tanto pode ser favorável, como desfavorável. Assim sendo, os objectivos de uma época têm de confinar-se às provas de regularidade.
Bem, estava eu a vociferar contra a taça, mas ninguém quer mais essa Taça do que eu. Agora o que não gosto é da desvalorização permanente do ‘próximo jogo’, ainda que seja uma manobra táctica, porque sem querer, tudo isso vai sendo interiorizado pelos jogadores, e na hora da verdade, o mais natural é falharmos.
Ao contrário, penso que melhor seria valorizarmos o que temos feito num sentido ascendente, ou seja, ‘surfando a onda’ até onde for possível, com a auto-estima em alta, dos jogadores e dos adeptos.
Esta lenga-lenga para dizer que não me interessou ver o jogo com o Braga, era afinal um jogo para perder, com alguma sorte podíamos ter sacado um empatezito, e parece que estamos todos contentes. Eu não estou!
Se tivéssemos feito um bom resultado, o jogo contra o Marítimo seria visto por mais gente, a onda azul cresceria um pouco mais, e o Sporting haveria de temer-nos um pouco mais…facilitando a vida aos jogadores azuis.
Termino com uma profecia – se continuarmos a funcionar em serviços mínimos levamos uma 'tareia' no Jamor. E aí, eu já não gostaria de ter ido à final da Taça.
São muitos anos a perder...
Braga 2 – Belenenses 1
Marcaram pelo Braga, Zé Carlos (20 m), empatou Dady (83 m) e o golo da vitória bracarense foi apontado por Carlos Fernandes, aos 89 minutos de jogo.

domingo, maio 06, 2007

Perspectivas para o Braga – Belenenses

Liga, jornada 28

A poucos jogos do fim o Belenenses está numa posição que surpreende toda a gente.
Mesmo para os adeptos, que conhecem a realidade do trabalho desenvolvido pela equipa bem orientada pelo JJ, este 4º lugar com três pontos de avanço sobre o 5º dificilmente se podia prever.
Resumindo; estamos a fazer uma época brilhante, principalmente tendo em conta os objectivos iniciais, bem mais modestos.

No entanto, toda esta surpresa não deixa de acontecer pelas circunstâncias do que se passou na época passada, e tem passado nas anteriores.
O Belenenses tem tudo, ou devia ter, para lutar pelos primeiros lugares todos os anos, mas isso não acontece pelas razões que já todos devíamos conhecer.

Mas a verdade é que este ano estamos lá, disso não há dúvidas, e o melhor que podemos fazer é aproveitar, e para isso é preciso saber lá estar.
Nessa perspectiva, o jogo de hoje é um jogo importante, não só pelo 4º lugar mas também porque para o futebol nacional são importantes, todos, os jogos em que há alguma coisa em jogo, ainda por cima com equipas que estão num bom momento e têm qualidade para proporcionar um bom espectáculo.
Acho que é assim que se passa nas ligas europeias que promovem o futebol, e promovem os jogos, principalmente os que envolvem boas equipas

Neste momento o interesse da liga resume-se à conquista da mesma por parte do Porto, o que a não acontecer é apenas por demérito próprio, e à escolha de quem fica no 2º, que deve ser à vez, e para a CS é isto o futebol nacional.
A luta pelo 4º lugar não merece o mínimo destaque, isto quando todos sabemos que os três primeiros lugares estão reservados e o 4º lugar é o título para os restantes clubes. Ninguém promove estes jogos e por isso não admira que os estádios estejam vazios.

Para o Belenenses estar envolvido nesta disputa pelos lugares de cima e é bom, mas temos que saber lá estar encarando estes jogos de uma maneira diferente e mostrando que a competição ganha com isso.

Enfim, espero um grande jogo logo e espero que as declarações do JJ, a dizer que ia rodar jogadores em Braga, seja táctica.

Saudações Azuis

PS: O jogo é às 18 horas com relato aqui.

sexta-feira, maio 04, 2007

Viva o futebol

Com as eleições em ponto de mira deixei o relvado em pousio, e nem a habitual crónica saiu do balneário! Reponho agora em traços largos o que ficou por dizer, o que ficou por escrever, em termos de puro futebol!
Ganhámos bem ao Beira-Mar e impressionou-me sobretudo a movimentação colectiva da equipa, especialmente quando perdia a bola e pressionava o adversário! Nenhum jogador estava parado, todos sabiam para onde se movimentar, chama-se a isto – treino e concentração. Daí que o Beira-Mar, à semelhança de outros adversários que temos defrontado, de poucas oportunidades dispôs para marcar. Também por isso sofremos poucos golos!
Aqui está o segredo da abelha!
Volto entretanto à crónica mais agreste que escrevi sobre o jogo com o Porto. Gosto de ter razão, mas nem sempre a tenho, no entanto, depois do que aconteceu no Bessa, e sabendo que não existem dois jogos iguais, ainda mais convicto fiquei que se entrássemos com outro espírito nas Antas, o resultado seria outro, de qualquer forma, teríamos vendido cara a derrota.
Como referi na altura, esta defesa do Porto, sem Pepe e sem o trinco Paulo Assunção, se for pressionada, desfaz-se como um baralho de cartas. Contra o Boavista chegou a meter dó, e os centrais, de cabeça perdida, só acabaram o jogo, por excessiva benevolência da arbitragem.
Olho agora para Braga e adivinho um jogo que será decidido pela coragem, mas sobretudo pela humildade. Os jornalecos que temos, não têm feito outra coisa senão tentar destabilizar alguns dos nossos jogadores, enchendo-lhes a cabeça com propostas tão fantásticas quanto ilusórias. Esperemos pois que conservem a humildade, única maneira, repito, de conseguirmos alcançar os nossos objectivos.
Jesus estará atento a este detalhe, tenho a certeza.
Saudações azuis.

quarta-feira, maio 02, 2007

Uma vez belenenses, belenenses para sempre

Esta é a filosofia em que deve assentar qualquer política de fidelização no Clube de Futebol “Os Belenenses”. O resto é paisagem, é fogo de vista, não interessa.
A partir daqui basta estabelecer uma linha de acção consequente, e pô-la em prática de imediato.
Não me lembrei disto no ‘day after’ de umas eleições em que o meu candidato não conseguiu convencer a maioria dos sócios. Não acordei hoje para a realidade, a verdade que expus em título, está escrita neste espaço há muito tempo. Mil vezes repetida, oxalá desta vez seja ouvida e efectivada. Sem medos nem complexos.
A primeira medida a tomar consiste em olhar para o adepto do Belenenses, em termos de carreira associativa, valorizando sobretudo a sua fidelidade de coração e não apenas a sua fidelidade a uma fórmula de quotização ininterrupta. A recuperação desses milhares de sócios, que por este ou aquele motivo se afastaram, passa por aí. Não chega a atribuição de um número de sócio, mais ou menos baixo, sem lhe garantir os outros direitos, neste caso a antiguidade que ele adquiriu muito justamente no passado. E vai contabilizando continuamente sempre que restabelece a sua ligação ao Clube. Isto é assim tão difícil de perceber, ou de fazer?!
Sobre o mesmo tema, mas noutra vertente, é preciso reduzir o leque do voto qualificado a proporções razoáveis.
Chegámos a um ponto em que o Presidente do Belenenses foi eleito por cerca de 1.300 pessoas, que lhe valeram mais de 7.000 votos. No outro lado, distribuíram os seus votos pelos dois candidatos vencidos, perto de 1.000 sócios. Como se vê por estes números, a superioridade de Cabral Ferreira é enganadora. Daí as suas dificuldades em fazer aprovar documentos nas Assembleias-gerais, onde a regra é um homem, um voto.
Urge portanto adequar o número de votos ao número de cabeças, para que a superioridade nas urnas tenha alguma correspondência nas assembleias. Tão simples como isto.
Saudações azuis.

terça-feira, maio 01, 2007

Memória presente, memória ausente!

Terminadas as eleições, escolhido o Presidente do Clube de Futebol “Os Belenenses” para os próximos dois anos, a primeira verdade surge cristalina – a memória presente venceu em toda a linha!
Venceram os últimos resultados do futebol e venceram os sócios que dispunham de mais votos. E se os resultados desportivos se explicam por si, já não é tão líquida a explicação dos resultados eleitorais.
Partindo de um universo com cerca de seis mil votantes (ao que nós chegámos!), um extraordinário efeito multiplicador transformou as pouco mais de duas mil almas que votaram, 2.130 para ser mais preciso, em quase onze mil e quatrocentos votos! Numa simples operação aritmética podíamos chegar à conclusão que cada sócio votante valia por seis! Mas não é bem isso que se passa, o que acontece é que os chamados ‘grandes eleitores’, aqueles que depositam nas urnas mais de seis votos por cabeça, têm um peso cada vez maior na escolha do Presidente do Clube.
Não contesto os resultados, não contesto o voto qualificado, embora conteste o método que define a antiguidade, e talvez seja a altura de o revermos. Assim como seria conveniente reduzir o leque de votos atribuido. Mas independentemente de tudo o mais, não tenho dúvidas que na actual euforia em que justamente vivemos, mesmo que fosse um voto por cabeça, embora mais apertada, a vitória acabaria por sorrir a Cabral Ferreira.
É assim o futebol, no relvado e fora dele.
Quando escrevo estas linhas já sei que o Relatório e Contas relativo ao exercício de 2006 foi aprovado, e ainda bem, era um acto de bom senso de forma a evitar embaraços ou desculpas à nova Direcção. E digo isto porque entendo que estas eleições podem vir a ter uma importância decisiva na já longa história deste clube – ficou definida uma alternativa credível, que tem uma ideia e uma estratégia para o Belenenses; e ao mesmo tempo definiram-se responsabilidades. A partir de agora e para aqueles sócios que têm vindo a votar sistemáticamente na mesma política e nas mesmas pessoas, para esses, está na altura de assumirem também as suas responsabilidades. Nomeadamente os tais grandes eleitores que garbosamente se apresentam às urnas com uma mão cheia de votos. A responsabilidade é isso mesmo – fazer escolhas e assacar com as respectivas consequências.
Termino como comecei – Cabral Ferreira é o Presidente do Belenenses e o seu êxito corresponde ao êxito do Belenenses. Desejo-lhe por isso os maiores êxitos. Já no que toca à colaboração que lhe devo como belenense, exorto-o a ler o que por aqui se escreve, neste espaço, integralmente azul.